quinta-feira, 28 de março de 2013

A PARTIR DO DOMINGO DE PÁSCOA O ABRIL INDÍGENA


Na Federal de Pernambuco encontro de 12 povos indígenas busca uma nova realidade na Nação

O Cimi, conselho Indigienista Missionário, está participando e divulgando este evento a começar daqui dois dias em Recife, no campus da Universidade Federal de Pernambuco, devendo se prolongar até o próximo 3 abril, como informa em detalhes também o site Brasil de Fato: articulado pela Comissão de Professores e Professoras Indígenas de Pernambuco (Copipe) e líderes dos 12 povos nativos do Nordeste, ocorrerão uma série de debates, palestras, manifestações, o ato público contará também com apresentações culturais e religiosas das comunidades indígenas. "Nós aqui do blog da ecologia e da cidadania abrimos mais uma vez o nosso webespaço para o movimento dos índios, que é legítimo e mais, avança a cidadania no país", comenta aqui o editor de conteúdo do Folha Verde News, o repórter e ecologista Padinha. A intenção deste acampamento é a de reunir os 12 povos representados por mais de mil indígenas, promovendo um levante a partir de Pernambuco, denunciando problemas no atendimento à cultura, educação e saúde das comunidades, bem como apontando reivindicações e saídas para os problemas dos índios brasileiros. Outra preocupação do movimento indígena pernambucano e nordestino é de articular as pautas deste encontro com as dos povos de todo país. Para os organizadores, o destaque será o debate das estratégias usadas pelo governo federal, ruralistas e grupos econômicos para desconstruir os direitos dos povos indígenas em todo Brasil. É o caso da PEC 215 (transferência do Executivo para o Legislativo do processo de demarcação e homologação), substitutivo ao PL 1610 (mineração em terras indígenas) e concessão de terras indígenas para interesses privados (como fazia o SPI). O que pretende o movimento indígena pernambucano é ligar as pautas regionais com as nacionais, promovendo um levante dos povos  e em geral da opinião pública brasileira para a defesa dos direitos indígenas garantidos pela Constituição e legislações posteriores, entre eles terra, saúde e educação.

Mais de mil indígenas de 12 comunidades do Nordeste estarão neste evento em Pernambuco

Além da pauta sobre os direitos dos índios haverá espaço para a arte e cultura nativa do país

Índios de todo o Brasil, como no Xingu, aguardam com expectativa os debates deste Abril Indígena
Entre as discussões do Abril Indígena estão os impactos dos grandes empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na vida dos povos do estado e do Nordeste. Dois casos, já com canteiros de obras em execução, é a Transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina. Ambas as obras não atenderam aos requisitos da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Aos jovens indígenas ficou a tarefa de conduzir as discussões sobre cultura e protagonizar o debate sobre cotas indígenas nas universidades públicas. Tema recorrente, no último ano o povo Atikum, da Serra do Uma, sertão pernambucano, formou o primeiro médico do Nordeste. Comitivas de lideranças se reunirão também com autoridades, entre elas representantes do Ministério Público Federal (MPF) e governo de Pernambuco. "O que mais importa é o próprio movimento indígena se organizar e também mobilizar um apoio mais decidido da sociedade civil como um todo, não somente os jovens estudantes e os ecologistas, todos os setores da população precisam ser mobilizados, só assim as autoridades governamentais irão atender aos direitos dos índios, inclusive o de serem eles na verdade os Pais do País", finaliza Padinha ao editar aqui o Folha Verde News.

Fontes:  www.brasildefato.com.br
               Cimi
               http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. No Xingu, também as aldeias do Amazonas e do Pará, no Mato Grosso do Sul entre os Guarani-Kaiowá, em todas as regiões do Brasil há muita expectativa que os debates e manifestações do Abril Indígena em Recife avance as questões dos direitos dos índios.

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  2. Além do respeito aos seus direitos legais e constitucionais, as lideranças dos 12 povos nativos do nordeste brasileiro debaterão assuntos do momento, como hidrelétricas tipo Belo Monte ou em toda Amazônia e no Pantanal, utilização das terras indígenas para outros objetivos, falta de demarcação destas terras tradicionais e atendimento às condições básicas de educação e saúde.

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  3. Outro conteúdo de muito valor desta acampamento indígena na Universidade Federal de Pernambuco serão manifestações da arte e da cultura nativas destes povos, como uma opção também à realidade de violência que prevalece no Brasil contra as minorias da população, sem voz.

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  4. Então, a Páscoa tem o sentido de voda nova, é isso que os índios do Nordeste parecem querer com toda a pauta de lutas do Abril Indígena: nós aqui estaremos abertos às conclusões deste encontro e indo à luta juntos, com todo o movimento de cidadania do Brasil, a bem do povo índio do país da natureza, virando país da desnatureza na verdade...

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