segunda-feira, 25 de março de 2013

ACONTECE 3º FÓRUM MUNDIAL DA MÍDIA LIVRE

3º Fórum Mundial de Mídia Livre em Túnis na África busca avançar a liberdade de informação

Começou neste domingo o 3º Fórum Mundial de Mídia Livre na Universidade de El Manar, em Túnis, capital da Tunísia, África, onde está a repórter Deborah Moreira, do site Vermelho: e aqui no Folha Verde News, abrimos nosso webespaço para esta matéria, dando continuidade à nossa luta de cidadania pela liberdade de informação e pela segurança de vida dos jornalistas e comunicadores, tema de variadas postagens anteriores. "Agora, paralelamente ao Fórum Mundial Social em Tunis está acontecendo este evento que reportamos também aqui, objetivando divulgar esta luta do maior valor", comenta nosso editor, o repórter e ecologista Padinha: "Se realmente avançar as mídias livres e alternativas, a liberdade da informação em todos os lugares do mundo e uma melhor condição de trabalho dos profissionais da imprensa e da comunicação, será também um avanço para o movimento para mudar a realidade de violência na atualidade e todos juntos criarmos o futuro".
A cidade de Tunis se prepara para receber o Fórum Social Mundial, que acontecerá entre terça-feira (26) e sábado (30), recebendo diversas atividades propostas pelos que lutam por uma midia livre nos mais diversos países. Durante a abertura do 3º Fórum Mundial de Mídia Livre, os comunicadores presentes deram um panorama da comunicação em suas respectivas regiões e apontaram para a importância do direito humano à comunicação. Todos defenderam uma ação conjunta para um plano de ação global para democratização da comunicação. Entre as demandas apontadas durante o FMML, está a importância do reconhecimento dos meios comunitários e de se construir redes para apoiá-los. "Nós temos que mudar as legislações atuais que regulamentam a comunicação e é importante que, cada vez mais, as pessoas tomem iniciativas, que vão se somando. E para assegurar a atuação desses pequenos grupos comunitários é preciso criar redes de apoio”, destacou Rita Freire, integrante da Ciranda Internacional da Comunicação Compartilhada, presente na abertura do evento. Vale salientar que, pela primeira vez, a comunicação será um assunto transversal em todos os eixos do Fórum Social agora nesta edição 2013 em Tunis. O papel da comunicação durante a insurgência do mundo árabe, conhecida popularmente como Primavera Árabe, foi bastante lembrado. “A Tunísia é um país que tem inspirado outros movimentos não somente na região como em nível mundial. Por isso estamos aqui”, destacou Rita Freire. Estavam presentes representantes não somente da comunicação pela Internet, mas também de jornais independentes e de rádios comunitárias ou webradios. O radialista Steve Buckley , membro da Comunity Media Solutions, também atuando neste evento midiático, destacou o papel de difusão dessas rádios na Tunísia e no Egito, entre outros países árabes: “Muitas rádios feitas pela sociedade civil continuam surgindo", mencionou o radialista, que atua em uma comunitária da Inglaterra e está contribuindo na formação de uma rede de apoio de comunicadores. Entre as entidades organizadoras do FMML estão Imel, Ciranda, E-joussur, Ritimo, Amarc e WSTV. Outros coletivos presentes são Intervozes, Flame D’Afric e Hipatia, uma organização que defende o software livre. “Não adianta só a gente produzir conteúdo livre, o meio , a ferramenta também tem que ser livre”, disse o blogueiro Luis Gonzalez.
Aqui a abertura deste evento mundial que busca avançar a liberdade da mídia e a segurança dos jornalistas
As mídias livres foram definidas neste evento como aquelas que servem às comunidades, à cidadania, às lutas sociais, à cultura e à diversidade. Praticam licenças favoráveis ao uso coletivo e não pertencem às corporações, além de compartilharem e defenderem o bem comum e a liberdade de expressão para todos. Para os midialivristas a comunicação é um direito humano. O primeiro FMML ocorreu em 2009, durante o fórum social em Belém, no Pará, e o segundo ocorreu no Rio de Janeiro, em 2012, durante a Cúpula Social dos Povos, anexo à Rio+20 em junho. Depois da abertura agora em Tunis, ocorreram duas plenárias e um debate. A primeira focou o tema “A comunicação como um bem comum - A Apresentação do FMML III”, onde foram dados panoramas de diversas regiões do mundo. O representante do E-joussur, Jamal Edine, falou da mídia livre no Magrebe-Mashreq. O Magrebe é uma região composta de três países norte-africanos: Argélia, Marrocos e Tunísia. O Mashreq compreende quatro estados do leste do Mediterrâneo: Egito, Jordânia, Líbano e Síria. Pelo Intervozes, Bia Barbosa deu um panorama da América Latina. Ela lembrou que na região a comunicação ainda é vista sob uma ótica comercial, como mercadoria, e que os grupos de comunicação latino-americanos pertencem a grandes famílias. E que o cenário começou a mudar em 2000, com a eleição de governos mais progressistas, com maiores compromissos com a democratização, o que fortaleceu a luta pela democratização da comunicação e atualização dos marcos regulatórios de cada país, constituídos durante as ditaduras militares. Entre os países que atualizaram suas leis de meios, o primeiro deles foi a Venezuela, a lei foi sancionada em 2005 com o incremento de política de meios comunitários. E  depois, o Uruguai em 2007, dividindo um terço do orçamento para cada um dos setores (privado, público e comunitário). O Equador foi o terceiro país da América-latina a aprovar uma lei que é um marco inédito, classificando a comunicação como um direito consagrado. Porém, uma campanha milionária contra a regulamentação já a classificou como “lei da mordaça”. A Bolívia também implantou uma nova legislação que dividiu o espectro em três partes: estado 33%, comercial 33%%, 33% entre sociedade e indígenas. Já a Argentina fez uma nova legislação em 2009 que também dividiu espectro e três partes (um terço para cada setor). “Este é um momento de grande disputa também na comunicação brasileira entre os movimentos sociais e os grandes grupos comerciais. Temos que mudar a legislação atual, mas esses grandes grupos de mídia têm muita força e a concentração de poder tem se acentuado muito nos últimos anos”, comentou Bia Barbosa, do Intervozes. Para somar esforços na luta pela democratização da comunicação, Bia Barbosa lembrou que foi lançada em agosto de 2012 a campanha “Para Expressar a Liberdade” que tem o apoio de diversas entidades como da União Nacional dos Estudantes (UNE), da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, como um sinal que pelo menos a juventude já está mobilizada para um avanço das mídias livres ou independentes no Brasil. "Esta luta de cidadania tem tanta importância que precisa mesmo misturar ou envolver verdes, vermelhos e todos os setores da população", finalizou aqui no blog o nosso editor, repórter e ecologista Padinha.

Fontes: www.vermelho.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Esta luta é de muita importância também para a mídia brasileira mais livre, independente ou alternativa, nosso país é um dos mais perigosos pelos dados da ONU para o trabalho de jornbalistas e comunicadores até nos grandes meios de comunicação também.

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  2. Consulte matérias anteriores no aquivo aqui do nosso blog, onde há levantamentos sobre esta realidade difícil para a segurança de vida e a liberdade de informação, em nosso país e em vários países, até mesmo nos Estados Unidos, que se anuncia como a maioir democracia.

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  3. Se não há mídias livres não existe realmente a liberdade num país. E a morte de centenas de jornalistas todos os anos em todo o planeta mostra a força atual da cultura da violência.

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  4. Nós os profissionais da comunicação na imprensa, rádio, TV ou na webcomunicação temos que unir nossas lutas e nossas reivindicações às deste Fórum de Tunis, independentemente de eventuais diferenças políticas ou partidárias, todos os setores temos que avançar a liberdade de informação, um bem essencial para a cidadania e a criação do futuro.

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  5. Você, voltando para a matéria postada aqui no blog dia 10 de março encontra informações sobre o assassinato de Rodrigo Faria no interior do país e a notícia com base em dados da ONU que em 1 ano 122 jornalistas foram mortos no exercício da função em todo o planeta. Esta situação precisa ser levada em conta neste Fórum das Mídias Livres.

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