sábado, 30 de março de 2013

ANJO DOS MARES CONSEGUIRÁ MUDAR A IMAGEM DOS TUBARÕES?

Ocean Ramsay  mergulha com tubarões brancos para preservar a espécie com fama de cruel


Com aparência que fica entre a de modelo ou de esportista ou até de um anjo dos mares  -  como a chamam os ecologistas - Ocean Ramsay mergulha com tubarões brancos para preservar espécie e mudar a imagem destes grandes peixes, considerados cruéis e sanguinários: ela é moradora de Oahu (Havaí) e tendo sido surfista e vivido no mar desde criança, nada lado a lado com todo tipo de tubarões por todo o mundo há quatro anos, hoje ela é destaque mundial da agência de notícias EFE, sites como o Terra e o Ambiente Brasil também fazem matérias com ela, que agora está aqui neste Sábado da Aleluia no blog da ecologia e da cidadania - Folha Verde News -  para explicar a sua luta e divulgar a sua causa, mudar a imagem deles e tentar preservar todas as espécies de tubarão, "eles têm uma função ecológica no mar e estão longe de ser os monstros que os filmes de horror criaram na mente das crianças e de todas as pessoas", diz Ocean Ramsay. Ela aos 27 anos, tendo aparência de atriz de Hollywood, agora é muito conhecida por um motivo bem diferente: ela arrisca a vida mergulhando com tubarões, em especial, os tubarões brancos, os maiores predadores marítimos, em uma iniciativa para a preservação da espécie. Ela é principalmente, ecologista.
"Quero contribuir para acabar com o medo irracional das pessoas em relação aos tubarões e divulgar qual é o seu comportamento real e o seu papel no ecossistema marinho", disse Ocean em entrevista à Agência Efe: "Estamos exterminando os tubarões. O ser humano só protege o que ama, e só ama o que entende. As pessoas não entendem os tubarões. Quero mudar isso". A moradora de Oahu (Havaí) faz estas atividades com todo tipo de tubarões por todo o mundo há quatro anos - a modelo revelou que já mergulhou com 32 espécies -, mas sua missão ficou conhecida quando um vídeo no YouTube, que conta com quase dois milhões de reproduções e mostra seu encontro em outubro com estes animais nas águas da Baixa Califórnia (México), chamou a atenção da mídia, da população, mais ainda das crianças e dos ecologistas de todo o mundo. Desde então, a ambientalista e professora de mergulho, que detalha todas suas iniciativas no site Waterinspired.com, foi batizada pela mídia como "a mulher que conversa com tubarões", um apelido que, segundo a própria, não a agrada porque quer deixar claro que não se trata de "treinar animais selvagens". "As pessoas não veem os tubarões como eu. Sua visão é completamente irreal. Suas experiências se baseiam no que veem na televisão ou no cinema. É muito fácil demonizá-los. Eu viajo, estudo e me esforço para compreender seu comportamento e estudar como se relacionam. Me dedico a isso. Em geral, a grande mídia não se preocupa com buscar a verdade e não explica a realidade dos turbarões para o grande público", falou Ocean Ramsay na sua entrevista. E no video, ela pode ser vista sendo capaz de prender a respiração debaixo d'água por seis minutos, explica que mergulha completamente relaxada e sem proteção alguma, mergulhando agarrada à nadadeira dorsal de um tubarão branco com mais de cinco metros e mandíbulas ferozes. Seu desafio é demonstrar que os tubarões pouco têm a ver com a imagem agressiva que os acompanha desde que Steven Spielberg provocou pesadelos e terror nos banhistas com o filme Tubarão (1975). "De lá para cá, tubarões viraram vilôes ou bandidos dos mares, mas a realidade não é bem essa, como tem demonstrado a ambientalista Ocean e informado cientistas e pesquisadores", comenta por sua vez o repórter e ecologista Padinha, ao editar estas in formações por aqui no Folha Verde News: "Os turbarões podem não ser anjos dos mares, como é a própria Ocean Ramsay, ela sim, mas este bichos exercem uma função na natureza e precisam ser preservados para o equilíbrio ecológico da vida marítima". 


Já há quatro anos esta ecologista já nadou lado a lado com 32 espécies de tubarões

Pela sua luta e por sua beleza, Ocean Ramsay é vista como um verdadeiro anjo dos mares

A realidade dos tubarões só é conhecida por pesquisadores e por ecologistas como Ocean

Só de se ouvir a palavra "tubarão" vem à mente aquela imagem terrível de uma bocarra cheia de dentes afiados, pronta para dilacerar e matar os banhistas que se aventuram nas praias. Os tubarões levam a fama de monstros assassinos facilmente, por diversos motivos. O tubarão pode mesmo ser um animal agressivo,  imprevisível, indomável e selvagem, dotado de uma série de características que o fazem uma das mais bem sucedidas "máquinas" mortíferas da natureza. Entretanto, o tubarão é também um dos animais mais incompreendidos pelo ser humano. Após muitos anos de estudos e pesquisas sobre os tubarões, cientistas especializados em tubarões, como biólogos, ecólogos e estudiosos do comportamento animal, nos mostram uma criatura mais digna de admiração e respeito do que propriamente de medo. Todos os tubarões são peixes e sua existência na Terra data de aproximadamente 450 milhões de anos - um tempo quase inimaginável. O Homo sapiens (ser humano moderno) surgiu na Terra há cerca de 400 mil anos, aproximadamente. Isso quer dizer que o tubarão já nadava pelos oceanos há 449 milhões e 600 mil anos antes de nossa existência. Os estudos dos fósseis dos tubarões mostram que esses peixes tiveram pouquíssimas mudanças nas suas características - ou, em outras palavras, eles são fósseis vivos! Os tubarões são uma das obras primas da natureza, tão eficientes que não precisaram mudar em quase nada para sobreviver.  Para se ter uma ideia, eles são equipados com um superolfato, capaz de sentir o cheiro de uma gota de sangue em 2 milhões de litros de água (mais ou menos a quantidade de água que há em uma piscina olímpica) - ou seja, uma gota de sangue a 300 metros de distância dele. Além disso, podem sentir os campos elétricos de outros seres vivos, como as batidas do coração de um peixe enterrado na areia, através de "captadores" localizados na cabeça (são como buraquinhos ou poros), chamado de ampolas de Lorenzini. Esses órgãos são também responsáveis pela capacidade de o tubarão se guiar através do campo eletromagnético da Terra, nas suas migrações pelos oceanos. Entre as minúsculas escamas pontiagudas de sua pele (o que dá a textura de "lixa" na pele dos tubarões), há células receptoras químicas que percebem mudanças de temperatura e de salinidade na água. Mas os tubarões também podem ver e "ouvir", ao contrário do que se pensa. A visão dos tubarões tem um alcance de dois a três metros de distância e seu ouvido, além de ser responsável pelo equilíbrio, é capaz de sentir as vibrações de um peixe a se debater até a 600 metros de distância. O tubarão-branco, por exemplo, pode até mesmo enxergar fora da água. Com todo esse aparato, os tubarões são muito eficientes para localizar suas presas e, consequentemente, colocar em ação suas armas mortais - os dentes. Esses são afiadíssimos nas espécies carnívoras e têm formato triangular (por vezes, até são serrilhados nas bordas, para rasgar a carne com maior eficiência). Os dentes dos tubarões não possuem raízes e sempre que um dente cai ou se quebra, é substituído por outro - se nossos dentes fossem assim, jamais precisaríamos usar dentadura! Assim como todos os peixes, os tubarões respiram por brânquias e não são capazes de obter oxigênio fora da água. Existem cerca de 400 espécies de tubarão e, dessas, apenas 33 têm registro de ataques a seres humanos. Após muitos anos de estudo, hoje se sabe que os tubarões não apreciam a carne humana. O que geralmente ocorre é que o tubarão se engana - isso mesmo, eles pensam que um surfista é uma suculenta foca, ou tartaruga. É isso mesmo, estes superpeixes têm uma frqueza, são meio ceguinhos...O que Ocean Ramsay, cientistas e ecologistas estão tentando explicar atualmente é que tanto para o ecossistema como para o ser humano, os tubarões são de grande importância. Por serem grandes predadores, estão no topo da cadeia alimentar e contribuem para o controle e a saúde das populações das espécies que são suas presas. Além disso, muitas vezes se alimentam de bichos doentes e velhos, higienizando os mares. O ser humano se beneficia dos tubarões comendo sua carne ou extraindo vitamina A de seu fígado (hoje em dia ela é produzida também artificialmente em laboratório). As células do tubarão possuem um lipídio (célula de gordura) que parece ser um poderoso antibiótico e está sendo experimentalmente testado no tratamento de doenças humanas. Além disso, os tubarões também são dotados de uma proteína em seu fígado (a esqualamina), estômago e vesícula biliar, capaz de inibir tumores cerebrais. Mas a famosa cartilagem de tubarão, que dizem curar doenças ósseas nos seres humanos, é uma falsa promessa. Ela nada tem de especial, mas essa promessa falsa é a responsável pela morte de milhões de tubarões. Podem-se obter os mesmos benefícios da cartilagem de tubarão ao se ingerir a pacata gelatina. Estudos dizem que 73 milhões de tubarões são mortos por ano por causa de suas barbatanas - que contêm cartilagem e ainda por cima são uma iguaria cara e muito apreciada pelos japoneses e chineses. Nesse momento é importante lembrar que se todos os tubarões forem mortos não haverá como tirar qualquer benefício deles - e ainda por cima, isso causaria um desequilíbrio ecológico de enormes proporções nos oceanos, que já começam a ter a sua ecologia bastante ameaçada, ou seja, os mares podem não ter futuro e aí, a própria vida na Terra estará comprometida.

Fontes: EFE
             waterinspired.com
             www.terra.com.br
             www.uol.com.br
             www.ambientebrasil.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. Esta luta de Ocean Ramsey exemplifica bem o que diz a sabedoria oriental: não julgue nada e ninguém pelas aparências e procure descobrir e valorizar a natureza divina de todos os seres.

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  2. Realmente, não tem nada a ver com o filmes de Steven Spielberg ou com os mitos que vem sendo criados há muito tempo sobre estes superpeixes: eles não chegam a ser anjo dos mares como é a Ocean Ramsey, ela sim, mas também não são todo esse demônio que se tornaram na imaginação das pessoas.

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  3. Eles precisam ser preservados porque como explica a pesquisa científica, que apresentamos em resumo nesta matéria aqui do blog, são fósseis vivos de mais de 400 milhões de anos (a espécie humana tem uns 400 mil anos): seu corpo tem características que podem vir a ter aplicação médica para os humanos e no mar exerce uma função higienizadora e equilibradora como o maior predador da vida em superfície.

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  4. Esta causa levantada e vivenciada pela mergulhadora e ecologista Ocean Ramsey faz parte da luta pela não-violência e pelo uso da inteligência por parte do ser humano: combater os mitos ou tabus, buscar a verdade e quebrar preconceitos, batalhar pelo equilíbrio ecológico dos mares é uma forma enfum de garantir até mesmo o futuro da própria vida na Terra, como aliás conclui esta postagem de grande valor para derrubar a cultura atual da violência, que predomina em todo o planeta.

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