sexta-feira, 15 de março de 2013

DESASTRES NATURAIS TÊM CUSTOS CADA VEZ MAIS ALTOS

Só uma gestão sustentável poderia prevenir milhões de vítimas e rombo de centenas de bilhões 

Além de afetar a vida de mais de 100 milhões de pessoas,  os desastres naturais causaram perdas de US$ 138 bilhões em 2012 de acordo com a ONU, o prejuízo ocorreu, principalmente, em indústrias e propriedades próximas de áreas vitimadas por furacões, inundações e terremotos. No Brasil os prejuízos estão ligados tanto ao excesso de chuvas e inundações como à seca ou falta de água conforme a região. EUA, China e Itália estão entre os países com as maiores perdas em 2012. O prejuízo recorde de 138 bilhões de dólares à economia global no ano passado está sendo divulgado num relatório  que a Organização das Nações Unidas publica, alertando que se trata do terceiro ano consecutivo com perdas acima de 100 bilhões de dólares. "Estes rombos prejudicam também a qualidade de vida, vão baixando a cada ano as taxas de IDH (Indíces de Desenvolvimento Humano) dos países, os recursos empregados na recuperação poderiam estar sendo a alternativa de solução para muitos problemas sociais, econômicos, ambientais", comenta o ecologista Padinha, editor de conteúdo do Folha Verde News: ontem aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania postamos informações específicas sobre a questão do IDH no Brasil.  E o pior  dos desastres naturais e ambientais é que não se trata somente de dinheiro: as tragédias e desastres, que incluem ciclones, terremotos, secas e enchentes, somaram 312 eventos no ano passado, que provocaram a morte de 9,3 mil pessoas. A ONU estima que o número de pessoas afetadas por esses desastres chegou a 106 milhões. O prejuízo bilionário resulta, principalmente, de muitas indústrias e propriedades privadas estarem perto de áreas com furacões, inundações e terremotos. Desde meados dos anos 1990, as perdas econômicas com tragédias e desastres naturais vêm crescendo ano a ano, destaca no material enviado à imprensa a diretora do divisão da ONU responsável por acompanhar essas catástrofes (UNISDR, na sigla em inglês), Elizabeth Longworth. Estados Unidos, China e Itália estão entre os países com as maiores perdas em 2012. No caso dos EUA, o principal responsável pelos prejuízos foi o furacão Sandy, que passou pela costa Leste do país entre final de outubro e começo de novembro, provocando prejuízos de 50 bilhões de dólares. Por continente, a Ásia foi novamente o que registrou mais prejuízos e mais pessoas afetadas por tragédias em 2012. O relatório destaca ainda secas fortes nos EUA, Europa e África como responsáveis por mortes e prejuízos. No caso dos desastres naturais é de grande importância a prevenção e a gestão de riscos, para especialistas, é impossível evitar ou minimizar os impactos dos desastres naturais – sempre como grande quantidade de vítimas -  e em decorrência dos eventos climáticos e ambientais -  sem medidas de prevenção e gestão sustentável.  Uma das soluções, no caso do Brasil, estaria na mudança de cultura nos processos de urbanização, mas conforme a realidade de cada país pode haver diferenças na gestão dos riscos, "de toda forma é mais econômico e ecológico prevenir do que recuperar os estragos e os rombos", comenta ainda o ecologista Padinha, ao editar aqui em nosso blog esta matéria, contendo também informações de sites como o Planeta Sustentável, do portal da Veja/Abril, que divulgam variados ângulos do relatório e do alerta da ONU.

Furacões como o Sandy, desastres naturais, ambientais ou nucleares sacrificam as pessoas e a economia no planeta

No Brasil só nova gestão evitaria secas, incêndios, queimadas ou enchentes e inundações, rombos e sofrimento

Fontes: www.onu.org              http://veja.abril.com.br
             http://planetasustentavel.abril.com.br
             http://folhaverdenews.com.br

6 comentários:

  1. Só uma gestão sustentável, prevendo riscos e evitando rombos econômicos e sofrimento da população, poderia evitar esta situação: a solução parece lógica mas para ser implantada exige uma revolução na administração pública do país e em todo o planeta.

    ResponderExcluir
  2. A ONU estuda a realidade, produz relatórios, a mídia mais especializada e os cientistas ou ecologistas alertam mas ós governos é que podem mudar esta situação: no Brasil, por exemplo é possível evitar os efeitos trágicos de desastres naturais decorrentes das chuvas, mas para isso, são necessários planos de prevenção e de gestão de riscos, além da intensificação da fiscalização.

    ResponderExcluir
  3. Vale entrar nos sites citados nesta postagem de hoje aqui no blog para você ampliar a compreensão deste problema da maior gravidade hoje em dia. Por exemplo, regiões metropolitanas, como a de São Paulo - entra verão, sai verão -, viram manchete por conta das enchentes. O que fazer diante desse quadro? Para especialistas reunidos na Fecomercio, recentemente, a solução passa principalmente pela mudança de cultura nos processos de urbanização no país.

    ResponderExcluir
  4. Os efeitos das mudanças climáticas foram apresentadas pelo físico José Goldemberg, presidente do Conselho de Sustentabilidade da Fecomercio, como um fator relevante a ser considerado, no contexto dos incidentes decorrentes das chuvas. “O clima é variável. A Ciência nos diz que a atmosfera está esquentando". Para Goldemberg, no caso específico de São Paulo, a explicação para o aumento dos eventos climáticos, está na formação das nuvens sobre os oceanos, que chegam ao planalto e acarretam as chuvas. “Como a temperatura do mar está aumentando, existe maior quantidade de vapor. São Paulo ao ser uma selva de pedra, com asfaltamento excessivo, apresenta maior temperatura. Em condições normais, as nuvens passariam e não haveria a intensidade das precipitações”. Quanto à serra fluminense, ele comenta que a grande quantidade de chuva está relacionada às correntes provenientes da região amazônica.

    ResponderExcluir
  5. Em qualquer circunstância, o primordial é a realização do diagnóstico, como por sua vez explica o geólogo Álvaro Rodrigues do Santos. “O que observamos é que praticamente todos os programas brasileiros, por exemplo, contra enchentes no país, eles têm partido de diagnósticos primários simplistas, no campo hidráulico, que não conseguem perceber as causas fundamentais das origens dos incidentes”.

    ResponderExcluir
  6. Nos parece que os governos, também no caso do nosso país, têm que avançar a gestão científica, sustentável, a mais atualizada possível, para se prevenir mortes, sofrimentos, rombos econômicos decorrentes de desastres e tragédias. A mídia precisa informar e cobrar mais. A população, pressionar para que se avance a estrutura de gestão de riscos. Enfim, só uma série de mudanças garante a solução para este drama da atualidade, onde se apresenta como mais uma forma de violência.

    ResponderExcluir

Translation

translation