sexta-feira, 5 de abril de 2013

ASSIM COMO JÁ OCORREU NO BRASIL SURTO DE DESAPARECIMENTO DE ABELHAS NOS EUA

Fenômeno misterioso pode estar associado a tipo de pesticida conhecido como neonicotinoides
Até mesmo por aqui na macrorregião, entre o nordeste paulista e o sudoes mineiro, no interior do país já ocorreram súbitos desaparecimentos de abelhas, mas agora este problema que há anos tem afetado a apicultura aqui e em outros países, parece ter se expandido de forma mais drástica nos Estados Unidos, segundo reportagem do jornal "The New York Times", sendo classificada por especialistas como "distúrbio de colapso de colônias de abelhas". Produtore afirmam que entre 40% e 50% das colmeias colapsaram no último ano. Além da produção de mel, as abelhas são fundamentais para a polinização de inúmeras culturas agrícolas. "Elas pareciam tão saudáveis na última primavera", disse Bill Dahle, proprietário de uma apicultura em Montana. "Tínhamos tanto orgulho delas. Então, meses depois, elas começaram a cair de cara no chão, a morrer que nem loucas. Estamos neste ramo há 30 anos e nunca vivemos uma perda como essa antes". A causa desse distúrbio ainda não foi determinada com precisão, mas desconfia-se que esteja associado com uma classe de pesticidas introduzidos recentemente no mercado, os neonicotinoides. Eles são pesticidas "sistêmicos", muitas vezes impregnados nas sementes de modo que os insetos que comem as plantas tratadas são envenenados. Ao contrário de outros pesticidas, que se deterioriam mais rapidamente, esses produtos ficam longos períodos no ambiente. Uma possibilidade temida pelos produtores é de que as abelhas levem pólen com neonicotinoides para suas colmeias. Por isso, estariam se alimentando com doses muito altas de pesticidas. Ambientalistas norteamericanos também afirmaram nesta semana que milhares de pesticidas circulam no mercado dos EUA apesar de não terem sido aprovados em rigorosos testes de segurança, colocando em risco a saúde de pessoas, animais e insetos polinizadores, como as abelhas. Na Europa, os neonicotinoides também enfrentam polêmica. Também esta semana, os grupos químicos Bayer, da Alemanha, e Syngenta, da Suíça, apresentaram um "plano de ação" para as abelhas, como alternativa à proibição dos neocotinoides que fabricam e que a Comissão Europeia quer proibir. A Comissão Europeia (CE) quer proibir durante dois anos a utilização de vários pesticidas mortais para as abelhas para quatro tipos de cultivos: milho, canola, girassol e algodão. Ela se baseia em um relatório negativo da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos. Por sua vez, um estudo  publicado ainda nesta semana na revista "Nature Communications" sugere que os neonicotinoides podem embaralhar os circuitos cerebrais das abelhas, afetando sua memória e capacidade de navegação, necessárias para encontrar comida. "As duas classes de pesticidas juntas demonstraram ter um efeito negativo maior no cérebro das abelhas e que podem inibir o aprendizado das abelhas produtoras de mel", explica Christopher Connolly, do Instituto de Pesquisa Médica da Universidade de Dundee, no Reino Unido: "As abelhas polinizadoras têm comportamentos sofisticados enquanto se alimentam, que exigem que aprendam e se lembrem de tratos florais associados à comida', acrescentou Geraldine Wright, do Centro de Comportamento e Evolução da Universidade de Newcastle. "A interrupção desta importante função tem implicações profundas na sobrevivência de colônias de abelhas produtoras de mel porque as abelhas que não conseguem aprender não conseguirão encontrar comida".


Esta questão do desaparecimento de abelhas é um dos problemas graves da ecologia na atualidade

Parecer sobre desaparecimento de abelhas no Brasil e visão de Albert Einstein sobre o problema

Atualmente, o maior problema da apicultura mundial relaciona- se ao já conhecido "Desaparecimento das Abelhas" ou "Síndrome do Colapso das Abelhas (Colony Collapse Disorder ou CCD). Tal assunto tem sido motivo de preocupação das autoridades e cientistas do mundo inteiro, sendo hoje um tema muito explorado pela mídia internacional e tema de muitos congressos. Em setembro de 2011 a Federação internacional dos apicultores "APIMONDIA", que congrega hoje 75 países participantes, realizou em Buenos Aires, Argentina mais um congresso internacional no qual o tema desaparecimento das abelhas foi novamente amplamente discutido. Desde 2007 este tema tem sido debatido nos congressos internacionais da Apimondia face o grande prejuízo que o desaparecimento das abelhas vem causando para a agricultura mundial. A milenar exploração da apicultura pelo homem é tradicional pelos benefícios que ela proporciona tanto aos seres humanos na produção de alimentos como para a natureza, graças principalmente a capacidade de polinização das abelhas que contribuem para a reprodução das plantas e, como efeito,  para o aumento das áreas verdes na face da terra cujas plantas garantem a nossa sobrevivência e dos animais em geral. Infelizmente o fenômeno do desaparecimento das abelhas vem crescendo em todos os continentes e o mundo todo está em estado de alerta. Devemos lembrar que até mesmo o prêmio Nobel de Física, o cientista Albert Einstein prognosticara há mais de 50 anos que, se as abelhas desaparecessem da face da Terra, pouco depois os homens também sucumbiriam. Infelizmente tal profecia corre um alto risco de se concretizar face ao atual fenômeno do colapso das abelhas que vem sendo observado atualmente nos Estados Unidos, na Europa e em alguns países da América do Sul, inclusive já com vários casos com perdas significativas no Brasil. Nesse sentido recentemente também o nosso país lançou suas restrições em relação ao uso de neonicotinóides por meio de uma portaria do IBAMA (publicada no Diário Oficial da União de 19/7/2012). Portanto, com base nas informações aqui registradas, constata-se uma grande preocupação mundial sobre o uso de pesticidas na agricultura face ao dano causado às abelhas. O fenômeno do desaparecimento das abelhas representa um alto risco para a apicultura mundial e, consequentemente, para toda a produção agrícola mundial relacionada a grãos e frutos dependente de polinização principalmente pelas abelhas. É, portanto, fundamental o combate aos pesticidas neonicotinóides para que a profecia de Einstein não venha a ser realidade. Face ao exposto a CBA - Confederação Brasileira de Apicultura espera que as indústrias produtoras de pesticidas agrotóxicos se preocupem mais com os danos causados às abelhas e procurem produzir produtos mais específicos contra as pragas da agricultura porém não tóxicos às abelhas.Concluindo, a CBA manifesta-se favorável a manutenção das restrições impostas pelo IBAMA sobre o uso dos Pesticidas IMIDOCLOPRID, CLOTHIANIDINE, THIOMETHOXAM e FIPRONIL comprovados como altamente tóxicos para as abelhas e envolvidos no fenômeno do desaparecimento das abelhas em vários países, inclusive no Brasil.

Fontes: The New York Times
            www.midianews.com.br
            www.apacame.org.br
            http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. Como este problema foi detectado pela grande mídia agora nos Estados Unidos, o país que é o recordista na fabricação de agrotóxicos e de pesticidas, pode ser que ele possa vir a ser enfrentado com a produção de defensivos que não sejam agressivos às abelhas, ao meio ambiente, à biodiversidade, à produção de alimentos, ao ser humano.

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  2. São tão amplos os efeitos negativos do uso de produtos classificados como neonicotinoides que todo ecologista, todo cientista e também as autoridades públicas ambientais precisam fazer valer o parecer da CBA pelas restrições impostas pelo IBAMA sobre o uso dos Pesticidas IMIDOCLOPRID, CLOTHIANIDINE, THIOMETHOXAM e FIPRONIL comprovados como altamente tóxicos para as abelhas e por consequência para todo um equilíbrio vital.

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  3. Os prognósticos meio que assim proféticos do genial cientista Albert Einstein, mais uma vez o mostram sensível a problemas que os seres humanos viriam a sofrer muitos anos depois dele não mais estar entre nós, numa época em que nem existia o conceito da ecologia.

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  4. Agora existe o conceito da ecologia e as leis de proteção ao meio ambiente, as pesquisas científicas na área de toda a atividade agrícola e da apicultura também: temos que nos unir à CBA e exiigir que se cumpra a legislação sobre os riscos dos neonicotinoides, não só para as abelhas, para a produção de alimentos e para a sobrevivência da última natureza...que ainda resiste esta civilização da violência.

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  5. A tradição oriental diz que as abelhas existem há uns cinco milhões de anos e nunca foram dizimadas, mas nem esta espécie de inseto inteligente porém parece estar resistindo aos venenos dos pesticidas da agricultura mais comercial da atualidade no planeta.

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  6. Todo este terrível problema precisa nos levar também a uma maior valorização da agroecologia e da produção orgânica de alimentos, isso se queremos que a natureza sobreviva e a nossa espécie humana, também.

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