terça-feira, 16 de abril de 2013

DESENVOLVIMENTISMO NO BRASIL EXCLUI ÍNDIOS VITAIS PARA O FUTURO

Cimi critica a conjuntura político-indigenista no Brasil como um retrocesso selvagem
A seguir, apresentamos uma parte das críticas do conselho de religiosos e fiéis da Igreja Católica que tem procurado ao longo dos anos defender os direitos e a vida dos indígenas brasileiros: este documento você pode acessar na íntegra no site Brasil de Fato, informando-se inclusive sobre medidas, projetos de lei e outras tentativas que comprovam a violência contra os índios, que nosso blog sempre trata como os Pais do País: "Na atual estrutura desenvolvimentista do Brasil, não cabem os índios, mas eles são essenciais para um futuro da nossa terra e da nossa gente, por terem sobrevivido até hoje após terem desenvolvido por séculos uma cultura de convívio com a natureza que pode vir a ser vital para o desenvolvimento de verdade e sustentável do Brasil", comentou por sua vez o repórter e ecologista Padinha, ao editar esta matéria aqui no blog da ecologia e da cidadania, Folha Verde News: "Temos na atualidade, sumultaneamente a estes retrocessos, avanços a bem da sobrevivência dos povos nativos brasileiros, por exemplo, o Cimi, o aumento das lideranças socioambientalistas e também, um ecologista deputado federal, Penna, hoje presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados, que ainda quando estava fora do Congresso e da política, já era um líder de cidadania sensível à realidade e ao valor dos índios", argumenta ainda Antônio de Pádua Padinha, postando aqui esta matéria como um grito de alerta da atualidade.

Indígenas tem o khow-how da vida integrada ao sistema da natureza...
...uma cultura ecológica que os seres urbanos não têm ou já perderam

 
A cultura tradicional do índio é vital para nosso futuro sustentável


Índios tem aliados no Congresso Nacional, como é o caso de José Luiz Penna (PV)
Nota do Cimi critica violência e erros do modelo brasileiro
"O governo brasileiro optou por um modelo econômico que vem sendo chamado de desenvolvimentista agroextrativista exportador - alguns teóricos analistas chamam o governo de neodesenvolvimentista. Este modelo de “desenvolvimento” é altamente dependente da exploração e exportação de matérias-primas; em especial de commodities agrícolas e minerais, dentre elas soja, milho, carnes, madeiras, agro-combustíveis e minérios em geral. Para viabilizar a exploração e exportação dessas matérias-primas, o governo busca implementar, a qualquer custo, as obras de infraestrutura na área de transporte e geração de energia, tais como, rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, usinas hidroelétricas, linhas de transmissão, dentre outras. A dependência quanto a uma produção e exploração sempre maior de commodities agrícolas e minerais e das condições de infraestrutura para o escoamento da produção potencializa sobremaneira a disputa pelo controle do território no país. É muito evidente que os setores político-econômicos anti-indígenas e antidemocráticos, representantes do agronegócio, das mineradoras, das grandes empreiteiras e o próprio governo brasileiro estão articulados e empenhados para ampliar o acesso, o controle e a exploração dos territórios indígenas, quilombolas, dos pescadores artesanais, dos camponeses, de preservação ambiental, dentre outros.
Para tanto adotaram uma estratégia que tem três objetivos centrais:
- O primeiro é o de inviabilizar e impedir o reconhecimento e a demarcação das terras indígenas que continuam usurpadas, na posse de não índios. Este objetivo também se aplica no caso da titulação de terras quilombolas, na desapropriação de terras para a reforma agrária, na criação de novas unidades de preservação ambiental e no reconhecimento do direito fundiário de outras populações tradicionais do Brasil;
- O segundo grande objetivo é o de reabrir e rever procedimentos de demarcação de terras indígenas já finalizados;
- O terceiro objetivo é o de invadir, explorar e mercantilizar as terras demarcadas, que estão na posse e sendo preservadas pelos povos indígenas, pelos quilombolas, por outros grupos tradicionais, pelos camponeses.
Para concretizar estes objetivos, declararam guerra e buscam desconstruir os direitos historicamente conquistados pelos povos. De maneira particular, no que tange aos direitos dos povos indígenas, os setores anti-indígenas vêm fazendo uso de diferentes instrumentos político-administrativos, judiciais e legislativos para cada um dos objetivos aqui acima mencionados". (Veja no site Brasil de Fato a íntegra da nota do Cimi, inclusive, detalhando os instrumentos políticos, judiciais e administrativos contra os indígenas no país).

Fontes: www.brasildefato.com.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. Não podemos idealizar os índios, com certeza, existem aqueles de algumas tribois que vendem madeiras, se associam a madeireiros e poluem as matas com garimpos de ouro e etc. Porém, eles ainda são a exceção entre os indígenas do país, em geral, ainda ligados na cultura da natureza.

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  2. Assim como não podemos idealizar o índio, também na mesma proporção, não devemnos demonizá-lo: partes vitais do povo do Brasil, o governo e todos os setores da população temos que estimular a sobrevivência e a cultura nativa dos indígenas, não só para nos emocionarmos com o passado e os nossos ancestrais, mas para usar a cultura da natgureza que eles tem desenvolvida como um conteúdo para a criação do futuro sustentável do Brasil.

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  3. Ao externar estes comentários aqui em nosso blog, o ecologista Padinha (que tem convivido com índios há mais de 30 anos) é testemunha de que o atual deputado federal e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal, José Luiz França Penna, também há mais de 3 décadas, se dedica à amizade, convívio, estudo e apoio aos indígenas brasileiros: felizmente, agora, Penna (PV) está num posto chave da Nação.

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  4. O próprio Cimi e dezenas de pesquisadores brasileiros ou não também servem de apoio à sobrevivência dos índios do Brasil, tão fundamentais para o nosso futuro como a própria natureza, eles são a nossa cultura nativa ainda viva, como dizia Orlando Villas Boas.

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