sexta-feira, 3 de maio de 2013

121 JORNALISTAS FORAM ASSASSINADOS EM UM ANO

ONU, UNESCO E UNIC lançam programa de apoio à imprensa no dia mundial do jornalismo

Está sendo lançado neste 3 de maio de 2013 uma publicação e um site sobre o Plano de Ação da ONU sobre Segurança de Jornalistas, documento de importância, em português e nas principais línguas do planeta, iniciativa para marcar o Dia Mundial de Liberdade de Imprensa: a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil e o Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) estão lançando o “Plano de Ação das Nações Unidas sobre a Segurança de Jornalistas e a Questão da Impunidade”. "Um documento de muito valor para corrigir esta situação, de 2012 para cá houve um record de 121 jornalistas e comunicadores assassinados, sendo que 90% dos casos ficaram impunes, como aliás destacamos em duas ou três matérias aqui neste webespaço", comenta o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, editor de conteúdo do blog da ecologia e da cidadania, Folha Verde News. A mensagem que recebemos por e-mail informa que o documento, elaborado em conjunto por agências, fundos e programas da ONU, foi criado para apoiar o direito fundamental de liberdade de expressão, assegurando que os cidadãos sejam bem informados e participem ativamente na sociedade. Também está sendo lançado o site www.segurancadejornalistas.org onde poderão ser encontradas – além do Plano de Ação – informações sobre sua adoção, dados sobre a violência contra profissionais de mídia do Brasil e do mundo e notícias sobre o tema.
A estratégia de implementação do Plano de Ação, traduzido para o português pelo Instituto Vladimir Herzog, inclui: • Ajudar governos a desenvolver leis de salvaguarda de jornalistas e mecanismos favoráveis à liberdade de expressão e informação;
• Conscientização de cidadãos para que compreendam as consequências danosas de quando a liberdade de expressão de um jornalista é cerceada ou reduzida;
• Treinamento para jornalistas em segurança e segurança digital; provisão de plano de saúde e seguro de vida;
• Estabelecer mecanismos de resposta de emergência em tempo real;
• Fortalecer a segurança de jornalistas em zonas de conflito;
• Descriminalização da difamação;
• Encorajar remuneração adequada para funcionários em tempo integral e profissionais freelance;
• Incrementar a proteção a mulheres jornalistas em resposta à crescente incidência de assédio sexual e estupro.
Em mensagem conjunta por ocasião dentro destes objetivos, o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e a Diretora-Geral do setor de educação, cultura e informação da ONU, Irina Bokova, alertam que mais de 600 jornalistas foram mortos nos últimos dez anos, muitos durante a cobertura de situações não conflituosas. “Um clima de impunidade permanece – nove entre dez casos de assassinato de jornalistas ficam impunes. Muitos jornalistas também sofrem intimidações, ameaças e violência, ou são detidos de forma arbitrária e torturados, frequentemente sem acesso a recursos legais”, afirma Irina Bokova.
“Devemos mostrar determinação diante de tal insegurança e injustiça. Esta é a nossa mensagem no Dia Internacional da Liberdade de Imprensa deste ano, falar sem medo: assegurando a liberdade de expressão em todas as mídias, buscar reunir ações internacionais a fim de proteger a segurança dos jornalistas em todos os países e quebrar o círculo vicioso da impunidade”, ressalta Ban Ki-moon. Segundo ele e a diretora da UNESCO esses objetivos são a base do plano de ação das Nações Unidas sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade.
Os jornalistas do mundo inteiro estão pagando um preço alto ao defenderem um dos direitos humanos fundamentais – o direito à informação e à liberdade expressão. Ao calar a mídia, o direito do cidadão de ter acesso à informação é cerceado e os danos para a sociedade são incalculáveis, este é o texto de abertura do Plano de Ação para a segurança de jornalistas. É preciso mobilização para quebrar o ciclo de violência e impunidade, esta iniciativa, a publicação e o site são um esforço coletivo para mudar esta realidade.
 

Cerca de 600 jornalistas e comunicadores foram assassinados em uma década em todo o planeta

ONU, Unesco e Unic lançam Plano de Ação...













...que marca positivamente a gestão de Ban-Ki-moon















Fontes: www.onu.org.br
             www.segurancadejornalistas.org
             http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. A luta pela liberdade de informação, como também o direito ao trabalho da imprensa e à necessidade de informar à opinião pública, ganham um grande reforço com este Plano de Ação para a Segurança dos Jornalistas, lançado neste dia pela ONU.

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  2. Apenas no ano passado 121 jornalistas e comunicadores foram assassinados, cerca de 600 nesta última década: esta situação, uqe também envolve impunidade e outros interesses que não são exatamente os da informação, estão mesmo exigindo um esforço especial das autoridades mundiais e de todo o movimento de cidadania para mudar isso. A ONU, Unesco, Unic estão cumprindo sua parte, o que se espera é o mesmo por parte dos governos de cada país, como no Brasil, onde soimente em 2013 foram vitimados jrnalistas e comunicadores.

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  3. A participação do Instituto Vladimir Herzog nesta luta pela liberdade de informação e segurança dos jornalistas é expressiva, um profissional ícone da ética desta profissão, assassinado durante o Governo Ditatorial no Brasil na década de 70, quando ele atuava no telejornal da TV Cultura em São Paulo.

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  4. Treinamento de jornalistas, bem como mudanças objetivas na estrutura do exercício da imprensa e da comunicação, estão estre as medidas do Plano de Ação que pode ajudar a mudar esta realidade criminosa: os princípios contidos neste documento da ONU podem embasar medidas em todos os países, também por aqui no Brasil.

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  5. Centenas de jornalistas mulheres têm sido estupradas ou sofrem algum tipo de assédio sexual ou moral no exercício de sua profissão e este fato está também contemplado na carta de princípios da ONU, Unesco e Unic pela liberdade de informação e segurança do profissional de imprensa.

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  6. Caso você tenha alguma denúncia, informação, queira fazer um comentário ou expressar a sua opinião sobre esta questão, mande a sua mensagem para o e-mail de nossa redação navepad@bol.com.br e/ou navepad@netsite.com.br
    Cada um de nós podemos ajudar a mudança desta situação de impunidade e risco de vida dos que trabalham com a informação.

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