terça-feira, 14 de maio de 2013

73,4 MILHÕES DE JOVENS ESTÃO SEM EMPREGO EM TODO O MUNDO, DIZ A OIT

E no Brasil quase metade dos desempregados têm entre 15 e 24 anos, segundo o Ipea
Segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a taxa do desemprego na juventude a nível mundial é crescente e preocupante. A previsão é que ela alcance 12,8% em 2019, anulando todo o progresso alcançado no início do período da recuperação econômica dos países. O relatório, intitulado “Tendências Mundiais do Emprego de Jovens em 2013 – Uma Geração em Perigo”, prevê que cerca de 73,4 milhões de jovens estarão desempregados durante este ano, um aumento de 3,5 milhões de jovens desde 2007. Em países como Espanha e Grécia, mais da metade da população jovem economicamente ativa está desempregada. “Estes números evidenciam a necessidade de enfocarmos em políticas que promovam o crescimento, a melhoria da educação e os sistemas de qualificação, além do emprego para os mais jovens”, declarou José Manuel Salazar-Xirinachs, subdiretor-geral de políticas da OIT. Em países desenvolvidos, o número de “NEET” – jovens que não trabalham nem estudam, conhecidos como ni-ni em países de língua hispânica – é de um a cada seis. “É provável que estas consequências se agravem, e quanto mais prolongada a crise do desemprego juvenil, mais acarretará um custo econômico e social”, acrescentou Salazar-Xirinachs. "No Brasil existe também esta mesma geração digamos perdida, aqui conhecida como nem-nem, nem estudam nem trabalham, as explicações são sociais e econômicas mas também culturais e denunciam uma falta de gestão sustentável no desenvolvimento do nosso país, na verdade, desenvolvimentismo, pouco preocupado com o lado humano da realidade e isso é mais uma prova da cultura da violência que a gente vivencia também por aqui e em quase todo o planeta", comenta por sua vez o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha ao editar em nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News estas informações da ONU, da OIT, do Ipea.
E a situação na América Latina e Caribe também preocupa, pois ao citar o continente que inclui o Brasil, o relatório diz que “o forte crescimento econômico nesta região produziu melhoras na situação social e laboral, mas tudo parece indicar que os jovens não foram os mais beneficiados”. A pesquisa a nós enviada via a Unic também enfatiza a situação dos jovens que não estudam nem trabalham na América Latina e Caribe, destacando que a situação é tão preocupante como a de uma alta taxa de desemprego, pois até 19,8% estão nesta situação — o que “os coloca em risco de exclusão social e laboral”. Segundo os dados da OIT, a maior parte dos jovens (51,7%) que não estudam nem trabalham na região disseram ocupar-se de tarefas domésticas, 23,1% disseram estar sem emprego e 25,2% disseram que não têm atividades por outros motivos. “O emprego da juventude requer medidas deliberadas para gerar mais e melhores postos de trabalho”, advertiu a diretora regional da OIT para a América Latina e Caribe, Elizabeth Tinoco, ao comentar os números. O relatório ressalta ainda que não existe uma “única solução para todos” e pede aos governos ações unificadas e imediatas entre as organizações de empregadores e trabalhadores, visando o combate da crise do desemprego de jovens. Por sinal, uma pesquisa divulgada  pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea, analisou o perfil dos desempregados brasileiros recentemente e revelou que quase metade desse público é formado por jovens recém-formados.Um total de 46,6% das pessoas sem emprego formal tem até 24 anos. Dentre os fatores que excluem milhares de pessoas do mercado de trabalho e contribuem para esse quadro, estão os menores encargos trabalhistas dos jovens, o que acaba expondo-os a uma demissão, a falta de experiência e, especialmente, a falta de especialização desses recém-formados. "Isso, é claro, além de razões estruturais das sociedades de consumo atuais, também em sua versão brasileira", analisa o ecologista Padinha, editor de conteúdo deste webespaço.


A geraçaõ perdida, jovens sem emprego e sem estudo aumentou no planeta e em nosso país também

Fonte: www.onu.org.br
           AI Comunicação
           www.meionorte.com

4 comentários:

  1. Com certeza, a implantação de uma gestão pública de desenvolvimento sustentável será um canal para a abertura de empregos em especial para os jovens profissionais, tanto no meio urbano como rural, no caso do Brasil, em áreas como a do ecoturismo e a da indústria do lazer.

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  2. Esta juvcentude que a ONU e a OIT cita como sendo Neet, sem emprego e sem estudo, na Espanha é denominada ni-ni, no Brasil, nem-nem...Não importa a denominação mas a mesma ocorrência deste problema social, econômico, atual, mostra a cara de violência das atuais sociedades de consumo que priorizam o consumismo e o desenvolvimentismo em prejuízo do avanço social, cultural e humano da população.

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  3. A ocorrência em proporções tão altas deste problema, a geração perdida, mostra também uma das razões por que cresce mais do que os índices econômicos a opção pelas drogas, pelo alcool, pela autodestruição e até pela violência de tantos jovens no Brasil e no planeta na atualidade.

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  4. "Isso tudo leva também na juventude a falta de Deus, quando deveria ser o contrário", envia para nós uma mensagem o também jovem adventista, Herculano Morais, de Ribeirão Preto, que procura praticar esportes e desenvolver sua espiritualidade "enquanto não me ajusto no mercado de trabalho", diz ele no e-mail. Envie também sua opinião ou informação para navepad@netsite.com.br

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