quinta-feira, 16 de maio de 2013

FUTEBOL. GALINHADA E SONO DO BRASIL NA MADRUGADA DOS DEPUTADOS

Enquanto Timão era roubado no Pacaembu (veja a seguir o post), enquanto isso em Brasília...

O repórter Gabriel Castro fez um trabalho para o site da revista Veja e para a Folhapress que está repercutindo na web: aqui no blog da ecologia e da cidadania - Folha Verde News - resumimos alguns trechos destas matérias relativas à apreciação da MP dos Portos consumiu 40 horas e tomou duas madrugadas. Desacostumados, parlamentares se viraram para combater o tédio e ontem à noite causou polêmica nos bastidores da Câmara Federal os lances do jogo Corinthians 1 X 1 Boca Juniors em que o árbitro Carlos Amarilla errou em prejuízo da equipe brasileira,  atual campeã mundial e do continente, assim eliminada da Copa Libertadores da América de 2013: o deputado federal do PV José Luiz Penna chegou a pedir em off uma investigação e punição da Conmebol (a CBF da América Latina) diante destes erros fatais e básicos de arbitragem. No post abaixo, a seguir, o comentário do nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Padinha, opinando sobre a escandalosa arbitragem no Pacaembu, na quarta à noite. Mas o jogo acabou e continuou a sessão extraordinária da MP dos Portos. Confira um resumo.


Alguns deputados tiraram uma soneca nos intervalos da votação da MP dos Portos que durou 40 horas



Outros acompanharam lances dos erros grassos de Amarilla/Conmebol contra o Corinthians
40 horas de plantão dos deputados em Brasília: a Nação ganhou com isso?
A Câmara dos Deputados realizou um esforço incomum para aprovar a Medida Provisória (MP) dos Portos. Tanto na terça quanto na quarta-feira, as sessões se prolongaram pela noite e duraram toda a madrugada. Os trabalhos só foram concluídos na manhã desta quinta-feira. A base aliada dependia de quórum para aprovar a proposta. A oposição precisava marcar presença em plenário para tentar impedir a aprovação do texto. Por isso, a Câmara abrigou cenas inusitadas durante as duas últimas madrugadas.
O primeiro obstáculo de sessões que duraram mais de 18 horas é a fome. Como é tradição em votações longas, pacotes de biscoitos Mabel foram distribuídos no plenário pelo gabinete do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO). Não duraram muito. O cafezinho da Câmara continuou aberto enquanto a sessão funcionava, mas o estoque não suportou a demanda. Por isso, o deputado Fábio Ramalho (PV-MG) salvou muitos colegas quando pediu a sua cozinheira que providenciasse um tacho de comida nas duas madrugadas. O cardápio: arroz carreteiro num dia, galinhada no outro. Enquanto os debates se prolongavam, muitos deputados sucumbiram ao sono. "Tirei dois cochilos maravilhosos", contava Mendes Thame (PSDB-SP) ao colega Bruno Araújo (PSDB-PE) na madrugada de quarta. Como Esperidião Amin (PP-SC), Paulo Pimenta (PT-RS), Jair Bolsonaro (PP-RJ) e vários outros, ele se contentou com as cadeiras do plenário. Alguns preferiram as poltronas do cafezinho, mais confortáveis - era o caso de Policarpo Fagundes (PT-DF). O ânimo dos deputados era maior na primeira noite no plenário. Camilo Cola (PMDB-ES), que completa 90 anos em junho, permaneceu em plenário durante toda a sessão. Para passar o tempo, deputados leram jornal, navegaram na internet e até resolveram outros afazeres - um deles aproveitou para fazer exercícios de seu curso de inglês. Na segunda sessão os sinais de exaustão eram mais evidentes. Mas ao menos havia um atrativo contra o tédio: o jogo entre Corinthians e Boca Juniors, transmitido pela televisão do cafezinho. Com o sono e a exaustão, os ânimos se exaltavam e os parlamentares davam sinais de cansaço mental. O líder do PSB, Beto Albuquerque (RS) meio "grogue" chamou o seu liderado Glauber Braga (RJ) de Glauber Rocha - como o cineasta - já na manhã desta quinta. Poucas horas antes, Vanderlei Macris (PSDB-SP) deu mostras de descontrole: subiu à tribuna e rasgou um exemplar do regimento interno da Casa quando Henrique Eduardo Alves anunciou mais uma prorrogação na sessão, à espera de quórum. Apesar de eventualmente participarem de sessões com longa duração, os deputados nunca haviam participado de um esforço tão grande: graças à obstrução de partidos oposicionistas, a aprovação da MP exigiu mais 40 horas de trabalho em plenário - 22 delas ininterruptas. Padinha, o editor de conteúdo aqui do blog finaliza esta reportagem de Gabriel Castro, da Veja, com a pergunta que serve de título a estam postagem: "Se pelo menos esse plantão avançar um pouco a economia e a cidadania da Nação, o que são duas madrugadas a mais na vida dos senhores parlamentares?"...

Fontes: http://veja.abrilcom.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. Enquanto o time brasileiro era "operado" em São Paulo pelo árbitro Carlos Amarilla, da Conmebol, em Brasília, o jogo político colocava frente à frente a Medida Provisória 595 versus a Lei dos Portos 8.630 de 1993.

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  2. A Lei dos Portos garantia a sua exploração basicamente apenas pelo poder público e estatais, a MP dos Portos agora em Brasília é uma tentativa de o Governo liberalizar o setor, privatiuzar, para levantar enormes recursos, que se vierem a ser utilizados a bem mesmo da Nação, tudo OK.

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  3. Nesta noite de sexta-feira e em especial, na sexta, 17 de maio, o Brasil terá notícia do que aconteceu ou não com a MP dos Portos. Vai demorar mais um pouco a punição de Amarilla ou a investigação da Conmebol ou da CBF, como aliás vem pedindo há meses o parlamentar e ex-jogador de futebol, Romário.

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  4. Independente dos prejuízos do Corinthians, com certeza o peso da MP dos Portos para a economia da Nação é muito, muito maior, mas no sentido moral as duas polêmicas que aconteceram simultaneamente se equivalem, na busca de ética na realidade do esporte, da política, da vida atual.

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  5. Caso vc tenha alguma informação, opinião ou comentário sobre especialmente a MP dos Portos, envide e-mail para a redação do nosso blog de cidadania Folha Verde News: navepad@netsite.com.br

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  6. Ainda dentro do prazo, assim como na Câmara depois de sessões intensas o Senado aprovou a MP dos Portos na quinta à noite mas esta sexta-feira começou com a repercussão da denúncia de Anthony Garotinho (PR) de que houve compra de votos por parte de lobbistas no Congresso junto a parlamentares de quatro partidos, as denúncias serão ao menos investigadas? É o que pergunta a Nação.

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