quarta-feira, 1 de maio de 2013

NO DIA DO TRABALHO AS PROFISSÕES DE FUTURO E AS EM EXTINÇÃO

O futuro dos trabalhadores e as profissões que estão em decadência são tema de estudos


Para especialistas, poucas profissões vão escapar da terceira revolução industrial ou pós-industrial e hoje Dia do Trabalho no blog da ecologia e da cidadania - Folha Verde News  -  nós apresentamos aqui um resumo de matérias especiais pesquisadas em sites como da BBC e do Catho, entre outras informações e comentários, que interessam especialmente aos que virão depois de nós...
Nanomédicos, cirurgiões que ampliam a memória, policiais do clima e guias turísticos espaciais estão entre as 107 profissões que estarão em alta no futuro, de acordo com o estudo "The shape of jobs to come" ("Os tipos de trabalhos que virão"), realizado pela consultoria de tendências britânica FastFuture. Para o estudo, que faz uma análise prevendo o período de hoje a 2030, a empresa ouviu mais de 486 especialistas de 58 países, em cinco continentes. Levando em conta fatores econômicos, políticos, sociais, demográficos, ambientais e científicos, foi elaborada uma lista que se dividia em "profissões ainda inexistentes", como policial do clima, e as que existem mas cuja demanda deve aumentar, como nanomédico. Abaixo, dez profissões entre as consideradas mais importantes em um mundo que, segundo a pesquisa, terá que lidar diariamente com as mudanças climáticas, e onde a escassez de água e alimentos será um dos maiores problemas que a comunidade internacional terá que resolver. O crescimento e o envelhecimento da população devem ser levados em conta. Segundo o estudo, as Nações Unidas prevêem que a população chegue a 9,1 bilhões até 2050. O potencial de envelhecimento da população vai pressionar governos, empresas e famílias. E os avanços da ciência e tecnologia vão ter um espaço maior na sociedade. As 20 profissões mais importantes, segundo o estudo, indicam uma tendência de combinar qualificações e habilidades de disciplinas diferentes.
 
 
* Policial do clima As ações de um país podem ter impacto no clima de outro, e serão necessários profissionais que salvaguardem internacionalmente a quantidade de emissões de carvão lançada na atmosfera. * Fabricantes de partes do corpo A medicina regenerativa já está dando os primeiros passos. No futuro, serão necessários profissionais que combinem as qualificações médicas com conhecimentos de robótica e de engenharia. * Nanomédicos Avanços na nanotecnologia oferecem o potencial de uma gama de artefatos de nível sub-atômico e permitirão uma medicina muito mais personalizada, onde os remédios serão administrados no local exato onde a doença se desenvolveu.
* Farmagranjeiros Esta profissão envolve conhecimentos farmacêuticos que permitam modificar geneticamente as plantas, de forma que possa ser produzida uma quantidade maior de alimentos, com um maior potencial proteico e terapêutico. Entre as possibilidades do futuro estão tomates que sirvam como "vacinas" ou leite "com propriedades terapêuticas". * Geriatras Os médicos especializados no atendimento de pacientes da terceira idade no prolongamento de uma vida ativa têm futuro garantido. E eles deverão cuidar não só do estado físico do paciente, como também de sua saúde mental. * Cirurgiões para o aumento da memória É possível que, no futuro, seja possível a implantação de um chip que funcione como um disco rígido para a mente humana e seja possível armazenar nele os fatos que o ser humano não seja capaz de se lembrar. Serão necessários cirurgiões que saibam como realizar essa operação. * Especialista em ética científica À medida que a tecnologia e a ciência se integram mais no dia a dia por meio da nanotecnologia, do estudo das proteínas do organismo e da genética, surgirá mais polêmica sobre o possível uso maléfico de tecnologias e seu impacto social. Serão necessários profissionais com amplo conhecimento de ciência. No futuro, a pergunta a ser respondida não será apenas "É possível fazer isso?", mas também "É correto que se faça?" * Especialista em reversão de mudanças climáticas Haverá cada vez mais uma demanda por profissionais capazes de reverter os efeitos devastadores do fenômeno: pessoas com capacidade para aplicar soluções multidisciplinares como a construção de guarda-sóis gigantes para desviar os raios do sol. * Destruidor de dados pessoais No futuro, especialistas vão se dedicar a destruir os dados pessoais e informações sensíveis de indivíduos. Elas devem ser apagadas de forma segura e definitiva para evitar serem alvo de ataques de hackers. * Organizadores de vidas eletrônicas A quantidade de informações disponíveis será tão grande que serão necessários profissionais especializados em organizar a vida eletrônica dos indivíduos. Entre as tarefas estarão ler e arquivar correspondência eletrônica, e garantir que um emaranhado de dados existentes esteja organizado de forma coerente. "Estas são algumas das profissões do futuro, há outras que estão por surgir, dependendo de novos acontecimentos e tendências culturais ainda em formação", comenta ao editar estas informações aqui no nosso blog o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. 
Profissões em extinção nas próximas décadas
Do simples datilógrafo ao engenheiro ou comerciante. Poucas são as profissões que escapam daquilo que especialistas resolveram chamar de a terceira revolução industrial ou o fim dos empregos ou pós-sociedade de consumo. Muitos, dizem eles, seremos vítimas de um mundo de trabalhadores que serão marginalizados. Catastróficos ou não, governos, economistas e consultores ainda vacilam ao tentar indicar para onde caminha o mercado de trabalho. Observam indecisos o fechamento de postos de trabalho nos setores tradicionais da economia; a decadência de profissões e a ascensão ou surgimento de outras. Por enquanto, os especialistas apontam apenas tendências. Avaliando dados do Ministério do Trabalho, vêem que profissões como as de contadores, secretários, metalúrgicos, bancários e agrônomos estão em decadência aqui no Brasil e nos Estados Unidos. Constatam ainda que o emprego está sumindo em quase todos os setores. O primário (da agropecuária) é um exemplo. Há dois anos, empregava 22% da força de trabalho do país. Em 2005, deve responder, por 15%.  Já a indústria reduzirá sua contribuição de 21% para 18% - como mostra estudo do Ipea. É no setor de serviços, porém, onde surgirá o maior número de vagas. De 36 milhões de postos há dois anos, deve passar a absorver 56 milhões em 2005. Evoluções como essa está associado ao desempenho das profissões no Brasil. Em quase uma década, entre 86 e 94, o país fechou 56,6 mil vagas para pessoas que ocupavam funções de chefes administrativos de contabilidade e finanças. Esse número faz parte de num levantamento feito pela economista Valéria Pero, pesquisadora do Ciet, unidade do Senai do Rio de Janeiro. Acabam algumas profissões e nascem outras junto com a nova realidade da vida.

Fontes: BBC
             www.catho.com.br
             Ministério do Trabalho
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Estes estudos e levantamentos sobre o futuro ou a extinção de algumas profissões não analisam questões como leis trabalhistas ou novos direitos dos trabalhadores, novos deveres da cidadania, das empresas e dos governos: o foco é somente nas mudanças do mercado de trabalho.

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  2. O estudo de Valéria Pero do Senai Rio apresenta a evolução do números de postos de trabalho de 83 atividades diferentes, cada uma reunindo diversas profissões. Faz comparações com pesquisa semelhantes realizada nos Estados Unidos e indica no levantamento a extinção nas empresas de quase 150 mil vagas de dentistas, veterinários e enfermeiros. Apresenta também uma queda de 11,8 mil no número de biologistas e engenheiros agrônomos.

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  3. O lado positivo do balanço é a ascensão em algumas áreas. Entre 86 e 94, nada menos que 604,4 mil vagas foram abertas aos trabalhadores de serviços administrativos e limpeza. Outras 544,5 mil atenderam aos professores desempregados. O mesmo aconteceu com cozinheiros, comerciários e economistas.

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  4. Em alguns temas ou setores os especialistas divergem. Valéria Pero afirma que o mercado de trabalho evolui para a divisão da mão-de-obra entre uma elite tecnológica e uma massa enorme de desempregados ou subempregados. Mas a opinião dela é oposta à do economista Roberto Cavalcanti, especialista em mercado de trabalho. Para ele, há hoje uma profunda mudança qualitativa na economia mundial. O emprego formal, diz, transforma-se em ocupação - sem o tradicional expediente e sem a carteira assinada.

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  5. Quanto às oportunidades de trabalho, Roberto Cavalcanti é menos pessimista: "Estamos saíndo de uma economia baseada na produção de bens materiais para uma economia do que é imaterial, da produção de serviços e conhecimentos." Pois é nessa indústria imaterial, principalmente no turismo e lazer, que o economista vê os empregos do futuro. Serve tudo isso de referência aos jovens e enfim a todos os contemporâneos do futuro, que ainda precisamos criar.

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