sábado, 8 de junho de 2013

ESTADOS UNIDOS E CHINA INVADEM A WEB-PRIVACIDADE A PRETEXTO DE TERRORISMO

Espionagem questiona liberdade na Internet


 
Computador (Foto Getty Image)
Programa coletaria dados como conteúdo de e-mails e histórico de navegação
 
As surpreendentes denúncias publicadas pelo jornal britânico The Guardian e o americano The Washigton Post sobre o alcance da vigilância do governo dos EUA sobre redes de comunicações internacionais abriram um acalorado debate sobre a questão da privacidade na Internet. informa hoje o site da BBC: "A preocupação é de todos que amam a liberdade", analisa o editor de conteúdo do nosso blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News. o repórter e ecologista Padinha. E para  sites e jornais, parte de um programa de espionagem chamado PRISM (sigla em inglês para Métodos Sustentáveis de Integração de Projetos), agentes da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA na sigla em inglês) teriam acesso direto aos servidores de uma série de grandes empresas que manejam redes de comunicações privadas na web, incluindo Google, Microsoft, Facebook, Yahoo, Skype e Apple, além de acessarem informações da rede de telecomunicações Verizon. O programa coletaria dados como conteúdo de e-mails, histórico de navegação, conversas de chats e também transferências de arquivos. Seu objetivo seria, principalmente, obter informações sobre suspeitos e redes de terrorismo, segundo autoridades americanas. Todas as empresas negam ter conhecimento sobre este programa, insistindo que não oferecem acesso amplo a seus dados, mas apenas abrem informações quando recebem intimações judiciais relacionadas a alguns indivíduos específicos.

James Clapper, diretor a NSA, tentou tranquilizar o público americano dizendo que a operação teria como objetivo apenas monitorar cidadãos de outros países - o que evidentemente não ajudou muito a reduzir as preocupações de grupos e indivíduos fora dos EUA nem amenizar as críticas dentro dos States.

Neste sábado, por exemplo, foi anunciado que funcionários do centro de espionagem britânico Government Communications Headquarters (Quartel-general de Comunicações do Governo, ou GCHQ), terão de prestar depoimento em um comitê parlamentar sobre as denúncias de que teriam tido acesso a dados do PRISM. Segundo o The Guardian, o GCHQ teria obtido informações sobre cidadãos britânicos por meio do programa. O centro, porém, diz ter operado "dentro de quadros legais" britânicos. Hoje, boa parte da população global tem uma presença online e compartilha dados pessoais por meio de e-mails ou redes sociais. A questão que o caso levanta, segundo o jornalista especializado em tecnologia da BBC Rory Cellan-Jones é como podemos confiar nossos dados e questões relativas a nossa privacidade a empresas americanas - que armazenam todo esse conteúdo em grandes centros de informações nos EUA: "É possível que essas empresas sejam rigorosas no controle desses dados e de nosso direito à privacidade, mas também é possível que se sintam obrigadas a cooperar diante das exigências do governo", escreveu Cellan-Jones.

As denúncias PRISM motivaram reações por todo planeta

"Para os EUA, todos são suspeitos, até o Papa", reclamou o senador esquerdista colombiano Alexander Lopez em entrevista à agência de notícias AP. ''Isso deveria ser levado às Nações Unidas.''
Na Alemanha, o secretário da Justiça do estado de Hesse, Joerg-Uwe Hahn, pediu um boicote às empesas de internet envolvidas no escândalo. Para o ativista americano Christopher Soghoian todos os políticos estrangeiros deveriam evitar usar contas de email do Google. ''Esse esquema tem dado à NSA vantagem sobre todas as outras agências de inteligência do mundo", disse Soghoian. Por sua vez, Cellan-Jones argumenta: "A impressão que temos hoje é que esse controle está nas mãos de empresas americanas e chinesas. E ao menos que você esteja disposto a deixar o mundo digital, há muito pouco que possa fazer sobre isso".  "Ou seja, a liberdade de informação  - uma das idéias de maior força na Internet - poderia virar apenas um mito", comenta ainda nosso editor-ecologista Antônio de Pádua Padinha (Folha Verde News), mas todos os que lutam pela livre expressão, pela democracia e pela cidadania querem que a ONU consiga coibir esta pirataria oficial e ofensa aos direitos fundamentais do ser humano por conta desta ação antiética da China e Estados Unidos, mas na certeza, outros governos de outros países, como o Brasil, acabarão por imitar este desvio de conduta, para não dizer, crime e censura: controle sim mas sem ditadura digital"...

 

Esta invasão de privacidade pode se tornar crime, censura, ditadura e acabar com a Internet

Fontes: BBC
              http://folhaverdenews.blogspot.com
 

5 comentários:

  1. Esta invasão de privacidade pode se tornar crime, censura, ditadura e acabar com a Internet, que tem como um dos pilares ou força maior a livre expressão e a cidadania.

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  2. Bertold Brecht escreveu vários poemas na Alemanha nazista para criticar a censura ou o poder ditatorial do estado em relação aos indívíduos ou aos interesses sociais, políticos e de cidadania da população: este filme já foi visto pela humanidade...

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  3. O Brasil tem um vasto know-how em censura e invasão da privacidade ou cerceamento da liberdade por conta d governo ditatorial entre 1964 e 1986, repetindo esquemas que já eram empregados também em 1930, 1945 etc. Se esta moda pega por aqui, nosso país será um dos líderes do ranking mundial de censura e desrespeito da liberdade...

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  4. Por estas e outras, o nosso enfoque aqui no blog a partir das informações via BBC é que esta pirataria digital e governamental poderá frustrar o desenvolvimento das redes sociais e até acabar com a própria Internet.

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  5. Mande sua opinião, comentário ou informação a respeito deste tema para o e-mail da nossa redação (sempre em
    defesa da liberdade de informação):
    navepad@netsite.com.br

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