quinta-feira, 27 de junho de 2013

LIBERDADE DE INFORMAÇÃO ENTRARÁ NA PAUTA DAS MANIFESTAÇÕES EM SÃO PAULO

Movimentos de comunicação já marcam um ato na sede da Rede Globo na quarta-feira: a democratização da mídia, a liberdade de informação, a ética e o fim dos monopólios que dominam o setor, segundo os estudantes, TVs, rádios e imprensa precisam defender mais os interesses da Nação e da população, somente na Internet atualmente existe a livre expressão

O protesto deve ser realizado na próxima quarta-feira (3 de julho) e a ideia é aproveitar efervescência política para pautar uma avanço da mídia brasileira, diz Gisele Brito, da Rede Brasil Atual, o assunto é matéria de destaque na ãtual edição do site Brasil de Fato e está também aqui no blog da cidadania e da ecologia, Folha Verde News: "Além destas fontes, a gente consultou o Observatório da Imprensa e os debates dos estudantes que há mais de um ano vem questionado um avanço neste setor", comenta aqui o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Temos sempre divulgado as lutas pela liberdade de informação e contra os vários tipos de violência, aí nos sentimos à vontade de colocar aqui esta postagem e até de participar do ato público em Sampa, na semana que vem". 

Houve ontem à noite no vão livre do Masp uma discussão preparatória para a manifestação da midia
Os movimentos sociais, políticos ou culturais que defendem a democratização dos meios de comunicação realizaram na noite de ontem uma plenária no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo, para traçar uma estratégia de atuação. Embora não haja consenso sobre como fazer este ato público, mais de 100 lideranças da coimunicação decidiram realizar uma manifestação diante da sede da Rede Globo, na próxima quarta-feira, para iniciar a mobilização: "Talvez fosse melhor, na minha opinião, realizar este ato público num lugar neutro, como o Parque Ibirapuera, o Masp também é bom mas trava o trânsito e atrapalha a população, mas na Globo não sei se fica limitado ou enquadrado demais ou meio que... poluído", opiniou ainda Padinha. Mas ele também concorda que a insatisfação popular em relação à mídia foi marcante nas recentes manifestações populares em São Paulo. Jornalistas de vários veículos de comunicação, em especial da Globo, foram hostilizados durante os protestos. No caso mais grave, um carro da Rede Record, adaptado para ser usado como estúdio, foi incendiado. Enquanto repórteres trabalhando e em busca da notícia foram vítimas de violência de policiais, grandes empresas da mídia nem sempre fizeram a cobertura correta e imparcial das manifestações dos jovens nas ruas de todo o país, quase sempre, privilegiando o escândalo, o vandalismo, as cenas de saque ou de ação policial truculenta ao invés de documentar a voz do povo e abrir um espaço maior para o conteúdo das manifestações e para o que pensam os jovens. Exceção tem sido as redes sociais, como o Facebook, vários sites e blogs de informação, encanrando os fatos tais como eles são, estimulando o debate sobre as mudanças necessárias no Brasil e mostrando assim que a liberdade de expressão é a grande força da mídia internáutica. Vai daí que a liberdade de informação na web precisa desde já ser defendida como uma conquista dos que trabalham com comunicação ou dos internautas em geral, exercendo o seu direito de cidadania. Na plenária de ontem, o professor de gestão de políticas públicas da Universidade de São Paulo, Pablo Ortellado, avaliou que os jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, a revista Veja e a própria Globo, por meio de editoriais, incentivaram o uso da violência para reprimir os manifestantes. Mas em seguida passaram a colaborar para dispersar a pauta de reivindicações que originaram a onda de protestos, ao incentivar a adoção de bandeiras exteriores à proposta do MPL – até então restrita à revogação do aumento das tarifas de ônibus, trens e metrô de R$ 3 para R$ 3,20. Os movimentos sociais, no entanto, ainda buscam uma agenda de pautas concretas para atender a diversas demandas, que incluem a democratização das concessões públicas de rádio e TV, liberdade de expressão e acesso irrestrito à Internet. “Devíamos beber da experiência do MPL (Movimento Passe Livre) aqui em São Paulo, que além de ter uma meta geral, o passe livre, conseguiu mover a conjuntura claramente R$ 0,20 para a esquerda”, exemplificou Pedro Ekman, coordenador do Coletivo Intervozes. “A gente tem que achar os 20 centavos da comunicação. Achar uma pauta concreta que obrigue o governo federal a tomar uma decisão à esquerda  desta via dos acontecimentos e não mais uma decisão de conciliação com o poder midiático que sempre moveu o poder político nesse país”, defendeu o professor e jornalista Pablo Ortellado. Se por um lado o movimento pelo direito à comunicação se fortaleceu em 2012, com o lançamento da campanha “Para expressar a liberdade”, a realização de encontros nacionais (como o I Encontro Nacional pelo Direito á Comunicação em Recife) e de atos públicos, por outro, deparou-se com a resistência do Governo Federal em enfrentar os interesses privados e fazer avanças as demandas sociais na área de comunicação. De acordo com João Brant, do Intervozes, “as promessas de lançamento de uma consulta pública sobre um novo marco regulatório das comunicações foram frustradas, o debate retrocedeu e o governo parece decidido a não tomar nenhuma atitude para fazer avançar este debate”.  Na área específica de internet não tem sido diferente. Segundo Veridiana Alimonti, do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), “o ano de 2012 consolidou ainda mais a posição do governo contrária a uma alteração de regime na prestação da banda larga e demonstrou de forma contundente a inexistência de participação social estruturada na decisão das políticas”, ao contrário do que vem sendo reivindicado pela sociedade civil que cobra a exploração do serviço em regime público e democratização das decisões. Soma-se a isso o fato que “projetos deinclusão digital construídos em gestões anteriores, como os Telecentros.BR, vem sendo explicitamente deixadas de lado”, afirma Veridiana. Do ponto de vista dos jovens que estão indo às ruas neste movimento de cidadania, vale lembrar que A Executiva Nacional d@s Estudantes de Comunicação Social (Enecos) e outras entidades do movimento social pela democratização da comunicação já realizaram há cerca de um ano um Ato Públcio pela Democratização da Comunicação em Brasília: ele teve como pauta a luta por uma comunicação democrática, plural e participativa que, segundo as entidades organizadoras, passa ncessariamente pela criação de um novo marco regulatório para as comunicações. Foi no 33º Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação (Enecom) que aconteceu desde na Universidade de Brasília com o tema "A voz do oprimido está no ar", um encontro que reuniu cerca de 500 estudantes de Comunicação Social de todo o país. Na ocasião, os estudantes presentes no 33º Enecom  junto com representantes de organizações da sociedade civil e movimentos sociais caminharam até o Ministério das Comunicações, onde apresentaram reivindicações, protestando contra a inação das autoridades governamentais para mudar e avançar as comunicações no Brasil: "Com uma mídia mais avançada, com certeza o país mudará mais rapidamente", resume assim  Padinha, editor do blog Folha Verde News os vários problemas do setor.



Fontes: www.brasildefato.com.br              www.redebrasilatual.com.br              http://observatoriodaimprensa.com.br              www. intervozes.org.br              http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. O debate do site Uol em conjunto com o jornal Folha de SP que esá acontecendo neste instante em que fazemos este post ilustra bem a urgência de um avanço geral da mídia no país para que a cidadania consiga mudar e avançar o Brasil.

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  2. Nesse encontro de quarta-feira em SP a pauta é a notícia do site Brasil de fato, mas creio ser importante e até fundamental as lideranças do novimento da comunicação levarem em conta as informações ou posições do Observatório da Imprensa, da InterVozes,do Enecom dos estudantes do setor, bem como a luta dos que batalham aqui na web pela liberdade da informação.

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  3. A gente fez questão, nossa equipe aqui do blog, de ilustrar este post com duas artes sobre a Censura, tanto do movimento que relembra o que acontceu na Ditadura Militar anos atrás, como dos internauitas e jornalistas de hoje diante dos desafios da atualidade, onde uma das formas de violência está no direito da comunicação, que não é de todos os setores da população.

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  4. Mande sua informação, opinião, crítica ou comentário aqui para este webespaço via o e-mail da nossa redação: navepad@netsite.com.br ou padinha@gmail.com.br

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  5. Não apenas nas capitais e grandes cidades, mas também nas médias e até nas pequenas há monopólios de informação, grupos que se apoderam dos principais meios de comunicação, quando são pelo menos profissionais em termos de imprensa, rádio e TV, menos mal, mas no mais das vezes estes monopólios se aliam aos políticos no poder e esta "parceria" comercial, eleitoral, aumenta a politicagem e os problemas da população, sem voz.

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  6. "Alguns sites mais independentes, como a Rede Brasil Atual ou o Brasil de Fato, eles e mais o Observatório da Imprensa, a InterVozes e eventos dos estudantes como o Enecon ou ainda manifestações de cidadania, nesse contexto de luta pelos direitos populares da comunicação e também pela liberdade de expressão e de informação, estamos também pedindo um apoio do Ministério Público para investigar alguens casos de monopólio e de abusos neste setor em todo o país", resumiu neste texto o estudante de Comunicação da USP, José Alvarenga Matos, que está ajudando a organizar a primeira manifestação deste setor vital para a cidadania que será nesta semana em São Paulo.

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