terça-feira, 27 de agosto de 2013

MINERAÇÃO DE OURO A CÉU ABERTO EM PARACATU (MG) CAUSA MUITOS CASOS DE CÂNCER

80 mil pessoas expostas ao arsênio pela mina de ouro canadense Kinross Gold em Paracatu

A concentração de arsênio no ar de Paracatu é alta por causa da mineração de ouro a céu aberto da mineradora transnacional canadense Kinross Gold Corporation que está funcionando desde 1987, quando foi aprovada de maneira controversa pelo Ministério de Minas e Energia do Brasil. O arsênio está presente na rocha da mina e quando a mineradora quebra e mói a rocha, ela libera este veneno, altamente tóxico para o ambiente na forma de poeira e gás. Arsênio não tem cheiro, nem gosto, nem cor. Os efeitos da intoxicação crônica por arsênio a longo prazo incluem diversas formas de câncer, doenças cardiovasculares, doenças renais e doenças neurológicas, como a doença de Alzheimer.  A intoxicação crônica da população de Paracatu causada pelo arsênio liberado pela Kinross é um crime socioambiental, médicos, pesquisadores e ambientalistas não aceitam que a mineradora diga que "o arsênio está dentro dos limites da lei". Isso não procede simplesmente porque não existe dose segura para a exposição ao arsênio. Cresce anormalmente o número de casos de câncer em Paracatu, especialmente entre a população mais  jovem. Para médicos e cientistas, a causa do problema é o arsênio liberado pela mineração de ouro a céu aberto na cidade. Os custos estimados com diagnóstico, tratamento e indenização das vítimas poderão alcançam bilhões de dólares.  No blog independente que relata este problema, existe também uma possibilidade de você internauta fazer uma petição aos Governos do Brasil e do Canadá, que tomem medidas de proteção às milhares de vítimas humanas do envenenamento por arsênio em Paracatu: entre você também agora em http://alertaparacatu.blogspot.com.br como já fizeram cerca de 120 mil cidadãos e cidadãs que além de assinarem a petição pública,  podem solicitar aos Promotores Públicos daquela região que desengavetem a Ação Civil Pública de Prevenção e Precaução, pressionando também o Prefeito da cidade de Paracatu e seus auxiliares que tomem as medidas de proteção pela vida e saúde das pessoas e também pelo reequilíbrio do meio ambiente em toda a região. O próprio Ministério do Meio Ambiente do Governo Dilma Rousseff precisa intervir urgentemente neste caso: "Não somos contra à exploração de ouro, porém, é fundamental que a mineração seja feita de forma sustentável, respeitando limites que garantam a segurança das pessoas em torno da mina e o reequilíbrio ambiental", comenta aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o nosso editor de conteúdo, repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. E aqui, reproduzimos um dos textos do blog Alerta Paracatu para sua informação. "Esta é uma cidade mineira de pessoas humildes e hospitaleiras.  Nos últimos anos, algo estranho está acontecendo com a saúde dessa população. Cresce anormalmente o número de casos de câncer em Paracatu, especialmente entre a população mais  jovem. Em Paracatu, o número de pacientes com câncer, em relação à população em geral é muito maior que em outras regiões do estado, do país ou do mundo. Como as condições de atendimento à saúde na cidade são precárias e a maioria da população é pobre, os pacientes buscam tratamento em hospitais filantrópicos em outras cidades de Minas Gerais, Distrito Federal e São Paulo, como o Hospital de Câncer de Barretos. Para médicos e cientistas, a causa do problema é o arsênio liberado pela mineração de ouro a céu aberto na cidade. A solução do problema é paralizar a liberação deste veneno para o ambiente e diagnosticar e tratar as pessoas expostas ao arsênio. A EPA, agência de proteção ambiental do governo norte-americano calculou que as perdas e danos causados pelo arsênio variam entre US$1.5 milhão e US$6 milhões por cada vida humana. Desde 1987, os mais de 80 mil habitantes de Paracatu estão diariamente expostos à intoxicação crônica pelo arsênio liberado pela mineradora canadense Kinross Gold Corporation. Este é o maior envenenamento em massa de que se tem notícia na história do Brasil. Os custos estimados com diagnóstico, tratamento e indenização das vítimas alcançam bilhões de dólares. Desde 2009, uma Ação Civil Pública de Prevenção e Precaução pede que o poder público ofereça exames clínicos e laboratoriais a toda a população de Paracatu e obriga a mineradora a pagar todos os custos com diagnóstico e tratamento de todos os habitantes da cidade. Esta Ação Civil Pública encontra-se paralizada no fórum de Paracatu. Pedimos aos nossos Promotores Públicos que desengavetem a Ação Civil Pública de Prevenção e Precaução, e ao Prefeito da cidade de Paracatu e seus auxiliares que tomem as medidas de proteção às milhares de vidas humanas de Paracatu". Como o arsênio de Paracatu está se dispersando pelo ambiente através da atmosfera e da água, pode-se afirmar que a contaminação de Paracatu é um problema de saúde  local, mas que já está escandalizando a opinião pública nacional e internacional, o mínimo que se espera é a imediata paralização das atividades poluidoras e contaminantes, buscando-se uma solução sustentável.  Entre no blog e pesquise você também nas quatro fontes indicadas para mais informações sobre este drama socioambiental no interior do país, em Minas Gerais. E aqui mesmo no comentários em nosso blog, um complemento essencial de informação  e mais dados sobre o maior escândalo de envenenamento do Brasil. Confira e participe você também desta luta de grande importância pelo desenvolvimento sustentável em Paracatu e resgate de imagem da nossa Nação.

Foto aérea da mina de ouro em rochas de arsênio em Paracatu: um megadrama socioambiental





Fontes: http://alertaparactu.blogspot.com.br
             www.cetem.gov.br
             Agência de noticias Reuters
             www.ecodebate.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. Estamos encaminhando este post para o Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal em Brasília, José Luiz Penna, do Partido Verde (PV) para levar ao Congresso Nacional e ao Governo a situação dramática de Paracatu, resumida nesta matéria e nos comentários de Serrano Alves em um laudo feito no local do envenenamento em massa da população.

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  2. Escreve Serrano Alves, no laudo que por Serrano Neves aparentemente Genocídio é uma palavra muito forte para designar as consequências de uma atividade lícita autorizada pelo Governo quando referida do ponto de vista da autoria, mas não parecerá forte quando examinadas as consequências da atividade. A mineração em Paracatu-MG é feita a céu aberto,nos limites urbanos e em rocha arsenopirita de alto teor de arsênio e baixíssimo teor de ouro: uma parte de ouro para duas mil e quinhentas partes de arsênio puro que, traduzido em letalidade significa que cada grama de ouro extraída desagrega arsênio suficiente para matar 17.500 pessoas.

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  3. Continua o laudo de Serrano Alves. O arsênio desagregado se mostra na forma de solo exposto sujeito aos ventos e às chuvas que provocam sua dispersão na forma de poeira, soluções e gases que se espalham diretamente sobre a zona urbana e zona de entorno ambiental com alta probabilidade de contaminação das formas de vida animal e vegetal, e recursos hídricos superficiais e subterrâneos e solo.

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  4. Mais um trecho do lado de Serrano Alves, que inserimos aqui em forma de comentário. A letalidade do arsênio é historicamente conhecida por ser insidiosa. Por não ter cor característica, nem cheiro ou sabor, foi usado com maestria pelos Borgia para eliminar seus inimigos. O envenenamento por arsênio ocorre por ingestão de dose letal ou por bioacumulação lenta e gradual em períodos que podem durar dezenas de anos, tempo durante o qual produz efeitos como doenças de pele e rins, diversas formas de câncer, abortamentos, degeneração cerebral e degradação da descendência.

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  5. Continua a análise de Serrano Alves, laudo que já foi encaminhado a autoridades em Brasília. Cerca de 20 anos de dispersão de arsênio já seriam suficientes para caracterizar a epidemia, mas são anunciados mais 30 anos de atividade com aumento da produção, e a estimativa final é de movimentação de um bilhão de toneladas de rocha arsenopirita, gerando um depósito com o equivalente a um milhão de toneladas de arsênio puro, localizado à montante de importantes cursos d'água de uso humano e para irrigação.

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  6. E continuamos abrindo espaço ao texto de Serrano Alves, de grande gravidade e importância. SETE TRILHÕES DE MORTES HUMANAS (7.000.000.000.000) é o potencial letal do depósito final e permanente, mas o perigo concreto mais evidente é a contaminação pela dispersão. A gravidade do cenário é de tal monta que supera a arguição de legalidade da atividade, visto que os índices oficiais de exposição tolerável não foram calculados para períodos de longa exposição diária e várias vias de ingestão concentradas num mesmo ambiente: ar, água, alimentos. O cenário já atraiu a atenção de pesquisadora francesa que o colocou como de agressão a direitos humanos e o levou para doutoramento na França, mas remanesce com aparência de normalidade para algumas autoridades brasileiras que já receberam informação de boa qualidade e ainda não se moveram.

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  7. Quando a lei é invocada pelos empreendedores como autorização para causar dano conhecido a seres humanos e o governo concorda cogita-se que a saúde e a vida humanas estão sendo levadas ao sacrifício para que as metas de crescimento econômico sejam atingidas, escreve ainda em seu laudo Serrano Alves: Enfim, o último foro ao qual recorrer diante das consequências genocidas é o da defesa da pessoa humana.

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