segunda-feira, 5 de agosto de 2013

SITUAÇÃO EM GANTÁNAMO ALARMA PELA GREVE DE FOME E MEIO BILHÃO DE DÓLARES

Cerca de 100 prisioneiros continuam em greve de fome já há cinco meses mas a grande mídia norteamericana só fala que Gantánamo custa meio bilhão de dólares por ano aos Estados Unidos

Enquanto os gastos financeiros com Guantánamo são questionados e discutidos nos Estados Unidos pelos jornais, revistas, rádios e TVs, cerca de 100 prisioneiros continuam em greve de fome como uma forma de protesto e em busca da liberdade política: isso até parece notícia de algum lugar do Oriente mas se trata de uma prisão dos Estados Unidos, no Caribe, se trata da democracia dos States, lembra aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Padinha. Ele destaca ainda, na informação que chega dos sites Opera Mundi e Brasil de Fato:  oficialmente, 45 dos grevistas têm sido alimentados à força duas vezes por dia. A manifestação já dura mais de cinco meses. Segundo David Reme, um dos advogados dos réus, alguns dos homens em greve correm risco de morte. Vários deles perderam mais de 20 quilos e estão desesperados, diz ele. Alguns podem falecer nos próximos dias. A situação está quase fora de controle, foi um post de um internauta que surgiu numa rede social na Califórnia e que deu gancho para que se iniciasse a investigação por parte da imprensa mais independente do que anda realmente acontecendo na prisão de Gantánamo. O protesto de dezenas de prisioneiros foi iniciado ainda dia 6 de fevereiro, como reação aos abusos sofridos e contra as condições precárias das detenções, sendo que muitos estão presos há mais de uma década sem que tenha havido qualquer acusação oficial contra eles ou sem prova de culpabilidade. Os detentos também recusam o confinamento por tempo indefinido e a apreensão de seus pertences e cópias do Corão, livro sagrado dos muçulmanos. Agora nesta semana, a Al-Qaeda se manifestou contra o tratamento dado aos presidiários e a greve de fome na prisão em território cubano e afirmou que fará “todo o possível” para libertar os “irmãos” detidos. "Um clima explosivo nessa relação bombástica, no mau sentido, entre radicais muçulmanos e radicais norteamericanos", comenta ainda por aqui no nosso blog o ecologista Padinha, partidário da Não-Violência: "Daqui só nos resta clamar pela liberdade de imprensa, que ainda resiste nos USA, para que se informe a população daquele país e de todo o planeta sobre a realidade desta situação, não podemos mais conviver em pleno Século 21 com um campo de extermínio, quando todo mundo busca resgatar o ser humano na vida".


Mesmo proibida nos EUA esta foto foi feita mostrando um dos prisioneiros em Gantánamo

Um outro escândalo é o custo de Gantánamo de meio bilhão de dólares/ano

O governo dos Estados Unidos gasta US$ 2,7 milhões por prisioneiro de Guantánamo a cada ano, gerando um custo anual de quase meio bilhão de dólares para manter funcionando seu complexo presidiário no leste de Cuba. O cálculo foi feito por integrantes do Partido Democrata que fazem campanha pelo fechamento do presídio e os dados apontam que, até o final do próximo ano, os EUA deverão ter gastado mais de U$S 5 bilhões com Guantánamo. As informações são do jornal Miami Herald e sites indepentes, como Opera Mundi. Os gastos deste ano - US$ 454,1 milhões para operação, equipe e manutenção - vêm do Departamento de Defesa estadunidense e, segundo também analisa o site brasileiro Brasil de Fato, aparentemente trazem, pela primeira vez, os gastos com tropas militares enviadas à prisão. Desde que foi aberta, em 2002, Guantánamo demanda inúmeras tropas, que recebem tratamento especial para a tarefa.
Apesar da previsão de U$S 5,242 bilhões gastos até o final de 2014, o que se afirma é que os custos totais de Guantánamo devem ser ainda mais altos, pois os dados oficiais parecem não incluir as sedes dos campos do presídio, construídas em 2004 por U$S 13,5 milhões, ou as celas secretas para presos que são ex-agentes da CIA, cujo preço nunca foi divulgado. O porta-voz de Guantánamo, entretanto, capitão da Marinha Robert Durand, se manifestou dizendo que o valor de U$S 2,7 milhões por prisioneiro representa “custos carregados” (superfaturados) de se manter o complexo, que conta hoje com uma equipe de 2 mil funcionários e 166 presos, que se dividem em sete tipos diferentes de aprisionamento, incluindo a enfermaria e o hospital psiquiátrico. Essas informações oficiais do governo estadunidense foram expostas pela primeira vez na semana passada, em sessão do Comitê Judiciário do Senado dos EUA convocada pelo senador Richard Durbin, que já defende o fechamento de Guantánamo há anos. “Faça as contas: 166 prisioneiros, U$S 454 milhões. Nós estamos gastando U$S 2,7 milhões por ano com cada preso em Guantánamo”, disse, lembrando que na prisão considerada a mais segura dos EUA, no Colorado, cada preso custa em média U$S 78 mil por ano. "O mais chocante é um parlamentar da tão decantada democracia dos Estados Unidos nem se referir a esta prisão também sob o ponto de vista do escândalo em termos de direitos internacionais, direitos humanos, direitos fundamentais do ser humano", argumenta ainda aqui nosso editor.
Durbin elogiou as tropas militares que trabalham em Guantánamo, mas fez uma ressalva dizendo que gastos tão altos “seriam fiscalmente irresponsáveis durante tempos econômicos normais”, mas que são ainda piores quando “o Departamento de Defesa está lutando para lidar com o isolamento, incluindo as demissões e os cortes, e treinamento para nossas tropas”, disse ainda Durbin no Comitê Judiciário do Senado dos EUA.

Na Internet gente dos Estados Unidos e de vários países pede pelo menos liberdade de informação no caso

Nem os Estados Unidos nem o restante do mundo podem virar as costas para o que acontece em Guantánamo

O que a opinião pública mundial espera é que todos vejam de frente este problema de direito e de justiça

Fontes: Opera Mundi
             www.brasildefato.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Nosso editor, seguidor da Não-Violência disse sobre o caso de Guantánamo: "Urgente que se informe a população daquele país e de todo o planeta sobre a realidade desta situação, não podemos mais conviver em pleno Século 21 com um campo de extermínio, quando todo mundo busca resgatar o ser humano na vida".

    ResponderExcluir
  2. Aqui do interior do Brasil, não temo condições de analisar - por falta de informações - a relação entre a Al-Qaeda (que se manifestou agora contra o tratamento dado aos presidiários e a greve de fome na prisão em território cubano) e os Estados Unidos: nossa opção é pedir por humanitarismo, por democracia e pelo menos liberdade de informação, no caso.

    ResponderExcluir
  3. Realmente nem os Estados Unidos nem outro país e nenhum ser humano pode virar as costas para o que acontece em Guantánamo, independente da posição política de cada um: é que o entendemos do posicionamento do Comitê Judiciário do Senado dos EUA convocada pelo senador Richard Durbin, que já defende o fechamento de Guantánamo há anos.

    ResponderExcluir
  4. Não fosse pelo escândalo financeiro, que seja pelo absurdo jurídico em termos de direito internacional, o maior escândalo com certeza é a questão da liberdade, sob o ponto de vista da greve de fome decretada já há 5 meses pelos prisioneiros de Guantânamo. E pela liberdade de informação, base da democracia.

    ResponderExcluir
  5. Mande sua informação, ponto-de-vista, opinião, comentário ou mensagem sobre Guantánamo para o e-mail deste blog: navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir

Translation

translation