quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A GRANDE VENEZA E A PEQUENA KIVALINA REVIVEM A LENDA DA ATLÂNTIDA?

Vilarejo no Alasca desaparecendo sob a água

Stephen Sackur, ao fazer esta linda e ao mesmo tempo trágica reportagem para a BBC, deixou de fazer talvez por querer a associação de Kivalina, sendo submersa pela crise climática, com as razões que estão levando ao já histórico e poético desaparecimento de Veneza (que já foi a capital mundial à época de Marco Polo e dos primeiros contatos entre Oriente e Ocidente): mas o editor do nosso blog Folha Verde News, o repórter e ecologista Padinha busca esta comparação entre estas duas realidades e ainda as associa também à lenda ou à saga de Atlântida, os continente desaparecido sobre o oceano entre a África e a América: "Somos todos meio que atlantes ou inuits em potencial na atualidade", brinca. Mas confira a seguir um resumo do post de Stephen Sackur, uma reportagem que valoriza o jornalismo ambiental: as mudanças climáticas estão mudando a paisagem e a cultura da vida na Terra?...Responda você.


Kivalina, no Alasca | Foto: AP
O vilarejo Kivalina pode desaparecer sob a água dentro de dez anos devido à crise climática

Quase ninguém nos Estados Unidos ouviu falar da vila de Kivalina, no Alasca. Ela fica presa em uma pequena faixa de areia na beira do mar de Bering, pequena demais para aparecer nos mapas do país.
O que talvez não seja tão ruim, porque dentro de uma década Kivalina deverá ficar embaixo d'água. Será lembrada ─ caso seja ─ como o local de onde vieram os primeiros refugiados climáticos dos Estados Unidos.Atualmente, 400 indígenas Inuit vivem nas cabines de apenas um cômodo de Kivalina. Sua sobrevivência depende da caça e da pesca. O mar os sustentou por incontáveis gerações, mas nas últimas duas décadas o recuo dramático do gelo do Ártico os deixou vulneráveis à erosão da costa. A camada grossa de gelo não protege mais a costa do poder destrutivo das tempestades do outono e do inverno. A faixa de areia de Kivalina foi dramaticamente reduzida. Engenheiros do Exército americano construíram um muro ao longo da praia em 2008 para deter o avanço da água, mas a medida acabou sendo somente um paliativo. Uma tempestade feroz há dois anos forçou os moradores locais a uma evacuação de emergência. Agora, os engenheiros prevêem que Kivalina será inabitável até 2025.

Mulher em Kivalina, no Alasca | Foto: BBC
Índios da tribo Inuit de origem oriental vivem sob uma cultura ocidental em Kivalina
A história de Kivalina não é a única. Registros de temperatura mostram que a região do Ártico no Alasca está esquentando duas vezes mais rápido do que o resto dos Estados Unidos. O recuo do gelo, o aumento do nível da água do mar e o aumento da erosão costeira fizeram com que três assentamentos Inuit enfrentem a destruição iminente e outros oito corram sérios riscos. O problema também tem um custo alto. O governo americano diz que levar os habitantes de Kivalina para outro local custar até US$ 400 milhões (R$ 904 milhões) ─ construir uma estrada, casas e uma escola não sai barato em uma região tão inacessível. E não há sinais de que o dinheiro virá de fundos públicos. A líder da assembleia de Kivalina, Colleen Swan, diz que as tribos indígenas do Alasca estão pagando o preço por um problema que não criaram. "Se ainda estivermos aqui em 10 anos, ou esperamos pela enchente e morremos ou saímos este lugar some do mapa e da memória do mundo", diz poética e tragicamente Swan.


Fontes: BBC
               http://folhaverdenews.blogspot.com


4 comentários:

  1. "Se ainda estivermos aqui em 10 anos, ou esperamos pela enchente e morremos ou saímos este lugar some do mapa e da memória do mundo", diz poética e tragicamente Swan, líder da comunidade indígena Inuit, no Alasca, desaparecendo sob o mar devido aos desequilíbrios do ambiente e do clima. Um símbolo na devida proporção do que pode acontecer com muitos lugares da Terra.

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  2. A pequena Kivalina tem 400 habitantes, 400 índios da tribo remota Inuit, do Alasca, ocidentalizada. Para restaurar esta comunidade em solo firme dos USA autoridades estão orçando tudo em 400 milhões de dólares, cerca de 1 milhão para cada um dos pobres indígenas. Superfaturamento?...

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  3. Superinteressante esta reportagem de Stephen Sackur, mesmo porque mostra de forma bem comunicativa o drama climático da atual geração de seres humanos que, depois de uns dois mil anos de agressão ambiental, se vêem diante de um caos ou de um planeta ficando insustentável.

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  4. Se vc tem mais informações sobre Kivalina, a tribo Inuit, ou sobre a submersão de Veneza ou a tragédia dos Atlantes (sonho ou realidade), envie para nós a sua mensagem ou mesmo seu comentário sobre esta pauta do nosso blog, envie para navepad@netsite.com.br

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