quarta-feira, 18 de setembro de 2013

DIA MUNDIAL SEM CARRO TERÁ MAIS ADESÕES AINDA AGORA EM 2013

Em busca de maior mobilidade urbana e vida sustentável uma alternativa de viver sem o carro

O destaque desta semana do jornal Tudo BH é uma reportagem de Cláudia Rezende sobre um empresário e diretor de cinema, Diego Louzada, que ao abandonar o uso de carro, passou a ter maior qualidade de vida, fez um filme no tema que foi premiado e se tornou um ícone do Dia Mundial Sem Carro, dia 20 de setembro agora: uma outra postagem muito interessante dentro desta mesma pauta está no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate, que começa com o seguinte questionamento: “Estudos mostram que o deslocamento do centro da cidade do Rio de Janeiro até um determinado ponto da periferia demorava 20 minutos há 10 anos e, agora, demora 45 minutos. Nos próximos 10 anos, faremos esse percurso em quanto tempo?”...

Na sequência, vem outras informações:  há 15 anos esta iniciativa mobiliza inúmeras pessoas de diversas cidades do mundo, que abdicam seus carros para aderirem à proposta do Dia Mundial Sem Carro: evitar acidentes e mortes no trânsito, poluição, congestionamento, estresse, barulho e mau uso do espaço público. A campanha surgiu na França, em 1998, e se espalhou pelo mundo. No Brasil, o evento inicial foi realizado em 2001, com a proposta de “repensar o modelo de cidade que temos, com excessiva frota motorizada em circulação”, diz Uirá Felipe Lourenço, presidente da ONG Rodas da Paz. De um símbolo de luxo e liberdade, o automóvel se transformou em sinônimo de caos nas cidades metropolitanas de todo o país, de tal modo que “não existe mais hora do rush e isso significa perda de mobilidade”, argumenta o jornalista André Trigueiro, refletindo  sobre o uso dos automóveis e pensando alternativas que garantam a mobilidade urbana.

Você é o trânsito, diz o empresário e cineasta Diogo Louzada

"Comecei a ir para o trabalho a pé. De ônibus, levava uma hora no mínimo e ia lotado, igual mesmo lata de sardinha", Diogo caminhava cerca de 1 hora por dia, agora, morando mais perto do trabalho, se desloca a pé por BH por cerca de 2,5 quilômetros/dia, não se arrependendo de ter aberto mão de andar de automóvel, não só no Dia Mundial Sem Carro, mas todos os dias: como Belo Horizonte tem uma topografia montanhosa, ele também desistiu de usar bicileta, vendeu o carro, dispensou o transporte coletivo sem a necessária qualidade e adotou uma vida de caminhante: "Além do mais, isso me traz benefícios prá saúde, me livra do stress, me dá um alívio mental não ter que encarar congestionamento".
E a partir desta experiência, Diogo Louzada, 32 anos, mudou a sua vida e acabou por produzir um filme neste assunto, "Eu Não Sou O Trânsito". Participou de um festival mundial de filmes neste tema, tendo conquistado o prêmio Sustentabilidade. A idéia central do seu filme e da sua proposta de vida, Diogo resume numa frase: "Você não precisa ficar preso no trânsito, você é o trânsito". O vídeo está no Youtube e no Vimeo. O jornal Tudo termina a matéria com um dado bem expressivo porque usou o exemplo de Diogo Louzada como semente de uma nova maneira de viver e de uma maior mobilidade urbana: BH tem hoje 1,56 milhão de carros, o dobro que tinha há menos de 10 anos...Uma realidade urbana que de forma geral e problemática se repete em milhares de cidades brasileiras hoje em dia.


Em busca de maior mobilidade e mais qualidade de vida, a opção de viver sem o carro

Até os pilotos da F-1 aderiram a esta luta com a bike Ferrari


   


Fontes: www.jornaltudobh.com.br
          www.ecodebate.com.br
                          IHU On-Line (Universidade do Vale dos Sinos, RS)
                            http://folhaverdenews.blogspot.com












5 comentários:

  1. Seja a pé, de bike, a cavalo, no transporte coletivo, vale tudo no Dia Mundial Sem Carro para divulgar a iniciativa de uma maior mobilidade urbana, menor poluição, mais qualidade de vida urbana e menos violência no dia a dia das cidades.

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  2. O exemplo de atitude, de proposta cultural e de vida do jovem empresário e cineasta Diogo Louzada demonstra que a opção pelo carro já começa a ser mais polêmica na atualidade e olha que tudo na realidade urbana é feito hoje em função dos carros, mas esta ditadura de transporte gera também cada vez maiores problemas.

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  3. Participe vc tb do Dia Mundial Sem Carro e envei aqui para a redação do nosso blog da ecologia e da cidadania a sua opinião sobre esta pauta, bem como o que fará nesta data ecológica e mundial: navepad@netsite.com.br

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  4. "Sou biker como lazer e acho que a bicileta é mesmo uma alternativa de transporte individual nas cidades mas o que eu acho mais fundamental, também nesse Dia Sem Carro, é a gente lutar por uma transporte coletivo de qualidade, o que mudará realmente as cidades": esta é a opinião e mensagem de Altair Azevedo Morais, de Juiz de Fora (MG). Mande vc tb o seu e-mail aqui pro Folha Verde News: navepad@netsite.com.br

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  5. O ecologista José Galdino, de Uberaba, nos mandou um resumo sobre a história do Dia Mundial Sem Carro, que no Brasil será nesta sexta, 20, nos países europeus, haverá toda uma semana de divulgação desta proposta: "Em cidades do mundo todo, são realizadas atividades em defesa do meio ambiente e da qualidade de vida urbana, no que passou a ser conhecido como Dia Mundial Sem Carro. Na Europa, a semana toda é recheada de atividades, no que chamam de Semana Europeia da Mobilidade (sempre de 16 a 22 de setembro). No Brasil, a mobilização é menor mas começa a pegar. O objetivo principal do Dia Mundial Sem Carro é estimular uma reflexão sobre o uso excessivo do automóvel, além de propor às pessoas que dirigem todos os dias que revejam a dependência que criaram em relação ao carro ou moto. A ideia é que essas pessoas experimentem, pelo menos nesse dia, formas alternativas de mobilidade, descobrindo que é possível se locomover pela cidade sem usar o automóvel, ajudando a diminuir a poluição do ar e divulgando que há vida além do para-brisa".

    A data foi criada na França, em 1997, sendo adotada por vários países europeus já no ano 2000.

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