terça-feira, 3 de setembro de 2013

FLASHES SOBRE A QUESTÃO SÍRIA AUMENTANDO A VIOLÊNCIA DA ATUALIDADE



Três enfoques diferentes da questão Síria: aumentam a realidade violenta e as chances de Guerra

A BBC estima que cerca de 5 mil pessoas por dia estão deixando a Síria, um país de cerca de 23 milhões de habitantes. "Demorou dois anos para que tivéssemos o primeiro milhão de refugiados, mas apenas seis meses para que chegássemos no segundo milhão", foi o que disse Antonio Guterres, alto comissário das Nações Unidas para refugiado.Cerca de metade dos sírios obrigados a deixar seu país seriam crianças – 75% das quais teriam menos de 11 anos. Apenas 118 mil crianças refugiadas estariam recebendo algum tipo de educação e um quinto teriam aconselhamento psicológico, segundo a ONU. Cerca de 97% dos refugiados sírios estão hoje em países vizinhos – o que, segundo a Acnur, pode sobrecarregar suas “infraestrutura, economia e sociedade”. Só no Líbano, principal destino desses emigrantes, hoje haveria pelo menos um refugiado sírio para cada seis libaneses. Até o fim de agosto, a agência contabilizou 716 mil desses refugiados no país. Jordânia e Turquia estão em segundo e terceiro lugar no ranking dos países que mais têm recebido refugiados sírios. E o Iraque estaria na quarta posição, tendo recebido 170 mil pessoas.Crianças e refugiados, nos bastidores da violência da realidade na Síria neste momento.
 
Jornalistas questionam se ataques químicos foram do Governo ou dos rebeldes com apoio dos States  

Segundo o site anajure, embora quase não reste dúvida sobre gás tóxico, muitos questionam se os foguetes foram lançados por rebeldes abastecidos pelos Estados Unidos ou pelo governo. O comerciante Mohamed Z. observou pela janela de sua casa, no bairro de Bab as Salaam, os disparos de foguetes contra áreas mais ao leste de Damasco, controladas pelos rebeldes. Para ele, era mais um dia de bombardeios das tropas do governo contra posições do Exército Sírio Livre (ESL). Mas as imagens que correram o mundo revelaram um massacre de civis na capital síria. Ativistas sírios e membros da oposição alegam que forças governamentais realizaram um ataque de “gás venenoso” contra pelo menos três bairros – Irbin, Ein Tarma e Zamalka –, deixando centenas de mortos. As autoridades sírias negaram veementemente qualquer envolvimento com o uso contra civis de armas químicas.

Há uma expectativa de uma ampliação do conflito com intervenção armada dos Estados Unidos
A EFE garante que os Estados Unidos seguem movimentando recursos navais em torno da Síria, com a aproximação do porta-aviões Nimitz, que navega no sul do Mar Vermelho, e a retirada de um dos cinco destróieres que estava no Mediterrâneo oriental, afirmaram nesta terça-feira os meios de comunicação americanos.O Nimitz e seu grupo de escoltas tinham concluído a missão de seis meses no Mar Arábico e se preparavam para retornar ao porto na costa leste dos EUA, quando receberam uma ordem para navegar rumo a oeste. A rede "ABC" e o jornal "Navy Times" assinalaram nesta terça-feira que a pequena frota, que inclui o cruzeiro Princeton e os destróieres Shoup, Lawrence e Stockdale, navega no Mar Vermelho. Os informantes militares indicaram  que o deslocamento do grupo Nimitz é um "posicionamento prudente" à espera de eventos na região. Por sua vez, a rede "CNN" afirmou, citando fontes do Pentágono, que o Mahan, um dos cinco destróieres equipado com mísseis cruzeiros e postado desde a semana passada no Mediterrâneo oriental, teria recebido ordens de tomar rumo a seu porto base em Norfolk, Virgínia. Mas por outro lado, desde a semana passada, o Pentágono tinha enviado à região os destróieres Ramage, Mahan, Barry, Gravely e Stout - cada um equipe com pelo menos 40 mísseis de cruzeiro Tomahawk - e a embarcação San Antonio, com 200 infantes de Marina a bordo. Informantes militares explicaram que cada uma das embarcações têm alvos na Síria para possíveis ataques mas, com a passagem dos dias, o Governo sírio mobiliza suas unidades e armamento constantemente, e isso poderia requerer uma adaptação de planos e de unidades. Os especialistas em assuntos militares esperam que a Marinha de Guerra americana também opere na região submarinos equipados com mísseis guiados. Enfim, já são estratégias de ataque e contrataque, táticas de guerra. O presidente de EUA, Barack Obama, pouco antes de se reunir na manhã desta terça-feira na Casa Branca com seus assessores militares e dirigentes do Congresso, reiterou que uma eventual intervenção americana na Síria não envolverá o envio de tropas terrestres.Mas não descartou a intervenção por meio de ataques por mísseis a partir das embarcações. 

Charge crítica do Brasil de Fato à situação de Pré-Guerra e aumento da violência na Síria

Fontes: BBC
              EFE
              www.anajure.org.br
              www.yahoo.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

8 comentários:

  1. O bombardeio de mísseis Tomahawk esperado para ocorrer sobre bases sírias e centros de comando e controle – se o presidente Barack Obama obtiver aprovação do Congresso – certamente ferirá os inimigos dos Jihadistas, porém talvez não fatalmente. Vai colocar mais fogo na guerra civil que poderá então aumentar e se generalizar?...

    ResponderExcluir
  2. Mas, ao invés de ser comemorada pela cúpula dos rebeldes Jihadistas, a possibilidade de ataque soou o alarme e causou confusão na Síria e entre outros grupos islâmicos. Muitos se dizem convencidos de que os alvos reais dos ataques americanos serão as numerosas milícias islâmicas anti-ocidentais que se proliferaram nos dois anos e meio da guerra civil na qual mais de 100.000 pessoas foram mortas.

    ResponderExcluir
  3. "Um ataque iminente dos Estados Unidos terá como alvo posições da al-Nusra, do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL)", anunciou uma mensagem em rede social publicada em uma conta que apóia um dos dois mais efetivos grupos Jihadistas que lutam na Síria.
    A mensagem listou a visão do grupo sobre os objetivos primários dos mísseis: sistemas sírios de radar e defesas aéreas, depósitos de mísseis Scud e veículos envolvidos com armas químicas.

    ResponderExcluir
  4. Um segundo objetivo de ataque americano de mísseis seria contra forças da al-Nusra, campos de treinamento do ISIL, líderes de facções Jihadistas e tribunais da Sharia (a Justiça religiosa islâmica). A administração americana tem se esforçado para salientar que qualquer ação militar será uma resposta estrita para o que dizem ser um uso significativo de armas químicas pelo regime de Assad nos subúrbios de Damasco no dia 21 de agosto. O governo dos EUA também nega que entrará na guerra civil síria do lado de alguma das forças.

    ResponderExcluir
  5. Desde ontem, o vice chanceler da Síria, Faisal Mekdad, disse à BBC que qualquer ação americana contra seu governo na verdade ajudaria os rebeldes jihadistas antiocidente: "Qualquer ataque contra a Síria é apoio à al-Qaeda e seus afiliados, como a Frante al-Nusra ou o Estado do Islã na Síria ou o Iraque", afirmou....E aí, como fica esta confusão?...



    ResponderExcluir
  6. "Você pensa que acreditamos nos americanos?", um integrante do grupo rebelde Liwa al-Islam teria dito. Ela ainda afirmou: "Eles deram um aviso de duas semanas para que Assad limpe suas bases. Nós sabemos que somos o alvo real". Na preparação para o ataque de mísseis – se e quando acontecer – instruções foram passadas online para os comandantes rebeldes para que mudem de posição e não se reúnam em grandes grupos ou comboios. Há um medo específico de que chips de localização sejam escondidos nos carros dos líderes para guiar mísseis – procedimento que pode ter sido usado em áreas tribais do Paquistão e na Faixa de Gaza. "Todos os líderes devem mudar de posição para confundir os espiões", diz uma das instruções enviadas pela internet para os grupos Jihadistas. "Mudem a sequência dos afazeres de rotina e os locais habituais das orações. Evitem aparecer em público". Tal é a profundidade da hostilidade e das suspeitas dos grupos do Jihadistas em relação aos governos ocidentais que alguns deles acusaram o Ocidente de estar por trás indiretamente dos ataques químicos de 21 de Agosto, afirmando que "o Ocidente deu luz verde para Assad".

    ResponderExcluir
  7. Nesta quarta-feira, Washington chegou a anunciar que atacará a Síria mesmo sem o aval da ONU, mas não é essa a posição da França, e em especial da China e da Rússia. O presidente russo, Vladimir Putin, pediu nesta quarta aos países ocidentais que apresentem na ONU provas convincentes do suposto uso de armas químicas na Síria e disse que Moscou atuará "de maneira mais decisiva" caso fique comprovado o responsável e não seja apenas especulação ou informação de serviços secretos.
    "Se existem provas de que armas químicas foram usadas, pelo exército, estas provas devem ser apresentadas ao Conselho de Segurança da ONU. E têm que ser convincentes", disse Putin em uma entrevista à emissora de TV Pervyi Kanal, antes da reunião do G20 em São Petersburgo.

    ResponderExcluir
  8. Segundo a EFE e o site Yahoo hoje também Obama está na Europa em busca de apoio à sua posição em relação à Síria. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aterrissou nesta quarta-feira no aeroporto de Arlanda (Estocolmo) para começar uma visita de dois dias à Suécia, marcada por seu recente anúncio de realizar uma ação militar "limitada" na Síria para a qual procura apoio internacional e a aprovação do Congresso de seu país. Obama foi recebido na pista por vários membros do Governo sueco, liderados pelo ministro das Relações Exteriores, Carl Bildt. O primeiro ponto na agenda do dia será um encontro com o primeiro-ministro, Fredrik Reinfeldt, no palácio de Rosenbad, sede do Governo sueco. Obama participará de um jantar com Reinfeldt e tb com os primeiros-ministros da Dinamarca, Noruega e Islândi e o presidente da Finlândia.

    ResponderExcluir

Translation

translation