quinta-feira, 5 de setembro de 2013

UNESCO PESQUISA SEGURANÇA DE MULHERES REPÓRTERES

ONU apóia levantamento global sobre segurança ou sobre violência em relação a profissionais de mídia
Este blog de ecologia e de cidadania tem feito nos últimos dois anos variadas postagens sobre a necessidade de maior segurança no trabalho dos jornalistas, bem como alertas sobre o aumento da violência contra repórteres em geral (e também, mulheres repórteres): agora o Folha Verde News recebeu por e-mail uma série de informações enviadas pela Unic (órgao de assessoria de imprensa da ONU) sobre um dos ângulos desta situação, para o que abrimos nosso webespaço, no sentido de divulgar esta iniciativa de muito valor em meio à realidade violenta de agora. O Instituto Internacional de Segurança da Imprensa (INSI) lançou esta semana uma pesquisa global sobre a violência contra mulheres profissionais de mídia, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Manifestantes e jornalistas brasileiros correm de ataques no Brasil. Foto: INSI
Manifestantes e jornalistas brasileiros correm de ataques no Brasil. Foto: INSI
É um estudo que pretende entender quais são os perigos e ameaças enfrentados por essas profissionais no seu no dia-a-dia e criar estratégias para melhor protegê-las. Segundo a diretora do INSI, Hannah Storm, as jornalistas recebem ameaças em todos os lugares do mundo e de diferentes formas, entre elas agressões sexuais, ciberbullying, assédio moral e ameaças contra parentes. “Infelizmente, muitos desses crimes não são relatados como resultado de fortes estigmas culturais e profissionais”. Todos os trabalhadores de meios de comunicação podem responder à pesquisa, que estará disponível até o dia 20 de setembro. Os organizadores da proposta convidam especialmente as mulheres profissionais de mídia a participar. Os resultados servirão de base para o instituto trabalhar melhor com especialistas de campo e aumentar a segurança das jornalistas e outros profissionais do campo da comunicação. O estudo vai contribuir para o chamado “Plano de Ação da ONU sobre a segurança dos jornalistas e a questão da impunidade”, que pretende criar um ambiente livre e seguro para os repórteres e profissionais de mídia, tanto em situações de conflito e quanto de não conflito, no dia a dia da profissão repórter.
Também no Brasil cada vez mais repórteres agredidas em seu trabalho
Para participar da pesquisa, acesse:
https://www.surveymonkey.com/s/INSIsurvey2013
Fontes: http://onu.org.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com


5 comentários:

  1. Com o título de Perigo na Pauta, a entidade e movimento Repórteres Sem Fronteiras vem fazendo constantes alertas e levantamentos também sobre este problema positivamente enfocado pela Unesco.

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  2. A violência contra jornalistas cresce e abre debate sobre prevenção e o uso de equipamentos de segurança, escreveu Rodrigo Rodrigues para a agência Reuters: a cada cinco dias, ao menos um jornalista é morto ao redor do mundo durante o exercício da profissão. Os números são da ONG internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e evidenciam uma crescente onda de violência contra a imprensa, seja em áreas de conflito como a Líbia ou o Iraque, seja em países que gozam de plena liberdade democrática, como Brasil e México.

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  3. Segundo a ONG, desde o início do ano, pelos menos 29 jornalistas ou blogueiros foram mortos no mundo e 163 foram sequestrados e presos. Em 2011, o número chegou a 67 assassinatos. O levantamento mostra que os jornalistas tornaram-se alvo de milícias armadas, traficantes e grupos paramilitares pelo planeta. Apesar de o Brasil não ser uma área de conflito civil armado, o país ocupa a quarta posição no ranking de jornalistas vítimas de violência fatal neste ano. O país registrou até agora pelo menos três novos casos do gênero, perdendo apenas para a Somália (seis mortes), México (cinco mortes) e Síria (quatro mortes). Os números da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) são ainda maiores e dão conta de pelo menos quatro casos no Brasil em 2012. Desde 1987, o país contabiliza 43 mortes e um desaparecimento.

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  4. Não se trata só de mulheres e sim também de homens e em especial de jovens repórteres. Um dos casos mais recentes foi o do radialista Valério Luiz de Oliveira, morto com cinco tiros no dia 5 de julho em frente à emissora em que trabalhava, em Goiânia. A polícia ainda investiga o crime que continua impune.

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  5. No Maranhão, no dia 23 de abril, o jornalista e blogueiro Décio Sá foi assassinado com seis tiros em um restaurante na avenida Litorânea, em São Luís, capital do estado. A polícia suspeita que o crime tenha ocorrido a mando do deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD-MA).
    Em 2008, uma equipe do jornal O Dia, do Rio de Janeiro, foi sequestrada por milicianos na favela do Batan, em Realengo, zona oeste da capital fluminense. Abordados por homens encapuzados dentro da favela, repórter, fotógrafo e motorista foram mantidos reféns por mais de sete horas. Eles foram interrogados e torturados com choques elétricos, tendo sido sufocados com saco plástico, recebido socos e pontapés, além de ameaças de morte por roleta russa. Felizmente, a equipe foi solta e teve a vida preservada. Mesma sorte não teve o videocinegrafista Gelson Domingos, da TV Bandeirantes, que morreu durante uma troca de tiros entre policiais e traficantes na favela de Antares, na zona oeste do Rio, em novembro de 2011. Gelson foi vítima de um tiro de fuzil que perfurou o colete à prova de balas. Para a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, Suzana Blass, os casos mencionados evidenciam a necessidade de uma ação permanente de proteção dos jornalistas por parte das empresas de comunicação. De acordo com ela, dez anos depois da morte do jornalista Tim Lopes, da TV Globo, jornais, emissoras de TV e rádio ainda têm dificuldade de assumir que a profissão de jornalista é um ofício de alto risco. "As empresas não admitem o risco porque isso implica em aumentar as medidas de proteção, fazer seguros de vida mais caros e elevar os equipamentos de segurança pessoal. Só se discute o assunto quando casos novos acontecem. É necessário ter uma cultura permanente de segurança e os próprios jornalistas precisam exigir isso das redações".

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