quarta-feira, 20 de novembro de 2013

RACISMO CONTRA NEGROS LADO A LADO COM DEMOCRACIA RACIAL?


Início do conteúdoUma realidade em transformação está criando a cidadania, a nação e a etnia Brasil

"Há na história e na atualidade da Terra brancos, negros, amarelos, até vermelhos, raças diferentes em diferentes regiões do planeta, variados fatores econômicos e sociais como circunstâncias que levaram ou estimularam algum tipo de racismo ou preconceito de raça ou da cor da pele da pessoa: no Brasil este fato também se deu. O país inicialmente habitado por 6 ou 10 milhões de índios, de diferentes etnias, veio a ser a partir de 1500 colonizado por portugueses, houve em seguida dentro da colonização a importação de negros da África como mão de obra escravizada, depois da Abolição da escravatura, este fato econômico gerou uma discriminação social contra os brasileiros de origem africana, ao mesmo tempo em que na sequência da formação do Brasil (um processo ainda em andamento hoje em dia), vieram os imigrantes italianos, espanhóis, japoneses, judeus, árabes, aumentando a complexidade étnica e ao mesmo tempo ampliando a chance de vir a existir um dia por aqui uma democracia racial. Há atualmente vários tipos e graus de miscigenação de raças, a realidade do nosso povo não se limita só a mulatos (mistura de brancos com negros), caboclos (brancos com índios) ou cafuzos (índios com negros), o IBGE em seus últimos levantamentos populacionais destaca a condição de pardos, vem crescendo a vinda de chineses, japoneses, orientais, de eslavos, enfim, hoje, os mestiços são os mais variados tipos e estilos em nosso país, que se transmuta num país de mestiços. Este conteúdo híbrido de ser brasileiro ou brasileira, a multidiversidade de origens enriquece o nosso povo ainda em formação, torna mais complexa a questão racial, ao mesmo tempo em que a gente pode ver na atualidade uma evolução da cidadania, o conceito de nação ensaiando se concretizar, formando-se a etnia Brasil": este é o resumo que escreveu aqui para o nosso blog Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha para questionar ou avaliar nesse Dia Nacional da Consciência Negra a questão do racismo, do potencial de uma democracia racial e da formação do nosso povo. Padinha sugere que os internautas acessem pelo menos três sites para aumentar o número  e a qualidade de informações sobre este tema: www.racismo-no-brasil.info e também www.inesc.org.br (um levantamento feito em 2001 para o Congresso Mundial Negro organizado por aqui pela ONU e ainda com dados e comentários superatuais), bem como a postagem de hoje em www.estadao.com.br que sintetiza a realidade de agora mostrando um mapa da violência contra os negros, os problemas dos afrobrasileiros na atualidade, onde está claro que existe um racismo e também ao mesmo tempo uma possibilidade real de nossa gente criar ainda uma democracia racial, algo que stualmente não existe de fato, algo que somente se concretizará com o avanço da cidadania, com o país virando mesmo uma nação, o que fará com que passe  a existir por aqui a etnia Brasil. 

O mito de um país sem racismo ou com uma democracia racial vai se tornar realidade um dia aqui?

 Segundo o Ipea a cada 3 homicídios no Brasil de agora, em 2 a vítima é negra

Lissandra Paraguassu é a repórter que hoje faz a matéria tema deste feriado da Consciência Negra no site e jornal  Estadão sobre a expectativa de vida de um homem negro no Brasil: ela seria 1,73 ano menor do que deveria ser por causa da violência - o valor é mais do que o dobro da perda dos homens brancos. Os dados, levantados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que, a cada três homicídios no Brasil, em dois a vítima é negra. Informações sobre mortalidade do Censo 2012, usadas pelos pesquisadores, mostram que a taxa de mortes violentas entre os negros é de 36 mortes por 100 mil. Entre os não negros, de 15,2. A principal conclusão da pesquisa é que a cor aumenta a vulnerabilidade dos negros, que correm 8% mais riscos de se tornarem vítimas de homicídio do que um homem branco, ainda que nas mesmas condições de escolaridade e características socioeconômicas. "O negro é duplamente discriminado no Brasil, por sua situação socioeconômica e por sua cor de pele. Essas discriminações combinadas podem explicar a maior prevalência de homicídios de negros vis-à-vis o resto da população", diz este estudo.Por outro lado, outras pesquisas já mostraram, ao analisar por exemplo o desaparecimento e a morte do auxiliar de pedreiro na Rocinha, no Rio de Janeiro, Amarildo de Sousa, que a maior parte dos milhares de desaparecidos e mortos nas favelas e periferias do Rio, São Paulo e em muitas outras regiões metropolitanas ou não, são de negros, pobres e jovens em sua maioria. Há também a questão do mercado de trabalho que é uma outra face desta violência, bem como os costumes do dia a dia de nossa terra e nossa gente que mostram a realidade brasileira em mutação tanto para negros, como para brancos, para pardos, para índios, para todos os personagens da vida do nosso povo, que está apenas começando: é o que em síntese resume por aqui no blog o nosso editor Padinha. Ele ainda ressalta a força da natureza, como um fator de extrema importância para a definição e o avanço da nossa terra e da nossa gente. 

Fontes: www.racismo-no-brasil.info
             www.inesc.org.br
             www.estadao.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com 

5 comentários:

  1. A gente indica no post de hoje no bloga da ecologia e da cidadania o estudo de Alexandre Ciconello, no site Inesc, analisando a questão de como eliminar no Brasil o racismo em suas várias faces e manifestações, algo essencial para o avanço da nação e até de uma nova etnia por aqui.

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  2. O nosso editor, o repórter e ecologista Padinha, é ele também um típico brasileiro dentro da multidiversidade de origens do nosso povo, ele é descendente de índios Kaiapós, de imigrantes da Itália, com ligações tanto como árabes como judeus...A salada da etnia Brasil em formação.

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  3. Esta etnia Brasil está ainda em formação, uma história viva no dia a dia de nossa terra e nossa gente: temos que superar a violência e os desafios da realidade para nosso país vir a ser mesmo uma nação. Para isso, o avanço da cidadania é um fator fundamental para nosso povo.

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  4. Dentro desta pauta, mande vc tb a sua opinião, a sua informação, mensagem ou comentário aqui para o e-mail da redação do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  5. O internauta e amigo Vinicius Moreira, de São Paulo, curtiu esta pauta aqui do blog e nos envia sugestão para o pessoal ver tb hoje a postagem na BBC sobre o assunto: discute a lei que institui o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas, ela completa dez anos, teve avanços, mas os maiores desafios persistem. Confira vc tb.

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