segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

CULTURA DA VIOLÊNCIA DE COMUNIDADES DO RIO INVADE FACEBOOK

Tráfico usa redes sociais para mostrar poder, armas, drogas, sexo, joias, roupas caras...

 

A Internet tornou-se um território para comunidades sem lei e para criminosos cada vez mais jovens (de áreas do Rio ainda não ocupadas pelas forças policiais), as redes sociais, em especial o Facebook, estão sendo usadas para exibir armamento pesado e fazer apologia ao tráfico de drogas. As páginas já estão na mira de autoridades policiais que tem solicitado a retirada dos perfis, acusando-os de serem usados para incitar a violência. Meninas adolescentes também têm exaltado facções criminosas em frente até carros da Polícia Militar. Além das armas, jovens ostentam joias, dinheiro, roupas de marca e motocicletas potentes usadas em morros como Juramento (Vicente de Carvalho), Serrinha (Madureira), Faz Quem Quer (Rocha Miranda) e Nova Holanda (Complexo da Maré), entre outros: esta situação é tema na edição do jornal O Dia do Rio de Janeiro, "não se trata só de uma questão de colocar a polícia nestas comunidades, esta realidade configura a cultura da violência que hoje já está em diferentes proporções em todas as classes sociais e em variados setores, como por exemplo nos estádios de futebol, como se viu neste final de semana, é um problema estrutural, jovens precisam de educação, emprego, valorização da vida e um ambiente social e ecologicamente sustentável", é o que argumenta aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que andou fazendo filmagens e gravações no Rio meses atrás, dentro da captação de imagens para um documentário que discute a violência atual da vida.

Grupo de jovens ligados a traficantes com armas na realidade de violência
Os próprios  traficantes destas comunidades do Juramento (Vicente de Carvalho), Serrinha (Madureira), Faz Quem Quer (Rocha Miranda) e Nova Holanda (Complexo da Maré) aparecem com mais frequência nas redes sociais e trocam ameaças entre si pelo controle territorial. Conhecida como ‘Digata trem bala’, uma jovem, com roupas curtas, vive se exibindo nas redes sociais, ostentando um fuzil e uma pistola. Ela ainda faz questão de intimidar. “Se peitar, vai morrer fiel”, diz a moça, aguçando a curiosidade de outras adolescentes. “Essa é estouro. Preciso de uma peça dessa”, curtiu e comentou uma outra internauta. Oriundo do Morro da Pedreira, em Costa Barros, um rapaz postou uma foto em que ele e outros cinco jovens aparecem fortemente armados.  Estas duas fotos aqui citadas e postadas ilustram o que anda acontecendo na periferia carioca mais remota ou abandonada pelo Estado, pela Prefeitura, que a polícia civil ou militar denomina como..."não pacificada". Hoje em dia perfis com nomes de comunidades estão por toda parte nas redes sociais. Uma delas, com o nome de ‘Cajueiro CVzada’, exibe traficantes orando com religiosos antes de irem para o confronto com bandidos rivais. Para exemplificar, na Nova Holanda, um suspeito publica fotos de tênis e roupas de marca que custam R$ 250 e uma pistola que parece ser uma arma cara e importada.
 
Uma jovem com roupas curtas exibe corpo, fuzil e revólver
A postagem de fotos de armamentos e a ostentação feita por jovens "tirando uma onda" ou por  traficantes podem estar com os dias contados se depender de um esquema sendo montado por policiais.. Segundo o delegado Gilson Perdigão, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), a especializada realiza constantes rondas virtuais em sites da Internet para monitorar e coibir a prática de crimes na web. Ainda segundo o delegado, quando os perfis são encontrados, o site é oficiado para que forneça todos os dados necessários à investigação e retire a página do ar. Caso isso não ocorra, a especializada recorre à Justiça, solicitando as providências cabíveis. De acordo com o antropólogo e ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Paulo Storani, as postagens são para mostrar poder. “Para muitos jovens que cresceram no meio da violência, isso acaba sendo natural. Eles acreditam que vão ganhar fama e serem tratados como ícones. É uma forma de se promover e ter projeção de poder, violência e até de maldade dentro de sua comunidade. A polícia deve retirar essas páginas”, alertou o especialista em segurança. "Porém, cá entre nós, é preciso mai9s, muito mais do quer somente policiar e reprimir", conclui nosso editor Padinha ao postar aqui no nosso blog estas informações do jornal e site O Dia.
 
 
             http://folhaverdenews.blogspot.com
 

6 comentários:

  1. Estamos postando esta reportagem como um alerta para que seja juntos toda a população e autoridades de todos os setores criemos uma nova realidade menos violenta e mais sustentável, mudar esta situação exige mais do que somente policiamento ou repressão...

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  2. TVs, rádios, jornais, clubes, escolas, igrejas, toda a comunidade deveria apoiar a cultura a não-violência ou pelo menos o uso da inteligência e não da força no dia a dia, por exemplo, estimulando talentos para a música, a arte, a produção cultural que abrem outras perspectivas que não a violência de todos os dias.

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  3. Dentro deste sentido de estimular mudanças e avanços na realidade, aqui no blog da ecologia e da cidadania estamos hoje postando um jovem talento da música brasileira, Larissa Bag, com a sua mais recente criação, "Agora é jazz".

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  4. Mande vc tb a sua informação, a sua opinião, o seu comentário aqui pro nosso blog, enviando o seu e-mail (de preferência, indicando local onde está e identificando seu nome): navepad@netsite.com.br

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  5. "Boa esta postagem, que não basta só policiar ou reprimir, eu só queria acrescentar que a geração que nem estuda nem trabalha é um dos maiores problemas socioambientais do país": este é um pequeno resumo do texto a nós enviado por Mariana Sousa, de Ourinhos (SP) que voltou nestes dias de intercâmbio na França. Mande vc tb a sua mensagem: navepad@netsite.com.br

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  6. Renato, que mora na Aclimação em São Paulo, nos manda informação da coluna de Bob Fernandes no site Terra: "“Os jovens da periferia não tem opção de diversão, estão clamando por políticas públicas de lazer e cultura, mas as autoridades preferem tratar isso como caso de polícia”, essa é a opinião do professor José Magalhães Júnior, da Faculdade de Urbanismo e Arquitetura do Mackenzie, sobre a onda de ‘invasões’ a shoppings centers que vêm ocorrendo na Zona Leste de São Paulo".

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