sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

FINAL NESSE SÁBADO É ORIENTE VERSUS OCIDENTE EM MARRAKESH

Mundial de futebol ganha conotação extra cultural e política pelo jihad dos Muçulmanos


O Atlético Mineiro segue no Marrocos e joga a partir das 14h30 de Brasília com TV ao vivo para nosso país mas só para disputar o terceiro lugar no Mundial de Clubes da Fifa contra o Guangzhou Evergrande, da China, ainda sem tradição no ranking internacional: os atletas do Galo entrarão em campo mais para defender a honra ferida do futebol brasileiro nessa competição, mas a grande atração deste sábado será no final da tarde no Brasil, noite em Marrakesh, ao vivo para todo o planeta quando o time europeu do momento, o Bayern de Munique faz a finalíssima surpresa diante do Raja Casablanca, uma equipe desconhecida porém com boa qualidade técnica e muita garra, os jogadores correr muito mais movidos pela multidão marroquina que nem sonhava estar neste jogo de decisão mundial, que ganha maior importância ainda porque coloca lado a lado ou um contra o outro, orientais e ocidentais: "Um grande momento histórico do esporte mais popular do mundo exatamente porque envolve duas forças bem diferentes, Oriente versus Ocidente, além do mais, os muçulmanos tão desprezados ou mal entendidos fora da África ou dos países árabes têm agora uma oportunidade histórica de se valorizarem diante de bilhões de telespectadores de todas as regiões e religiões da Terra", comenta o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Quando Moutouali fez o segundo gol da vitória marroquina sobre os brasileiros quarta-feira, muitos dos jogadores e dos torcedores se ajoelharam e beijaram o chão, transformando o futebol num rito de oração muçulmana, algo que dá uma energia muito  extraordinária ao Raja". Padinha argumenta ainda que "todas as religiões e culturas, judaicas ou cristãs, muçulmanas, ancestrais ou não, todas merecem ser respeitadas ou pelo menos estudadas, esta é a conotação extra de Casablanca X Bayern neste sábado, evento mundial de esporte mas também de política e de cultura". Em termos tão somente futebolístiscos, o maior campeão da temporada européia, o Bayern de Munich tem um favoritismo disparado, mas assim como aconteceu na partida do meio desta semana diante do favoritissimo Galo de Ronaldinho Gaúcho, de repente os beduínos do Marrocos surpreendem mais uma vez, o que seria espetacular para a mídia de todos os países, melhorando a imagem dos muçulmanos, dos africanos, dos árabes, tratados com preconceito em muitos lugares do mundo. Na final deste sábado do Mundial de Clubes, o presidente do Raja Casablanca, Mohamed Boudrika, comemorou o fato de a equipe deixar em destaque o futebol e o povo do Marrocos, que sedia o torneio internacional de futebol pela primeira vez na história: "É um grande feito ser a primeira equipe árabe a chegar à final do Mundial de Clubes. O importante é passar uma boa imagem do nosso futebol e da gente marroquina", disse Boudrika à Agência Efe. Por sua vez, o atacante Mouhssine Iajour, autor do primeiro gol do Raja, enalteceu o clima positivo vivido entre os integrantes da equipe antes, durante e depois da partida: "Estávamos confiantes desde o começo e determinados a alegrar o público marroquino, havia muita concentração e harmonia no vestiário, temos consciência do que significam estes jogos pro nosso povo, a gente corre mais pensando nisso".


A imagem da fé dos atletas muçulmanos comove muita gente

Jogadores do Raja jogam por Marrocos e por todos árabes

O francês Ribèry é a estrela do time alemão de futebol

Um time globalizado com craques de vários países

Ocidente vs. Oriente...ou Bayern de Munich X Raja de Casablanca...












Atletas marroquinos jogam por todo o povo do deserto e do Islã

Conforme o especialista Alderi Souza de Matos, "estamos acostumados a ouvir notícias sobre o relacionamento hostil entre palestinos e judeus em Israel, vez por outra, também tomamos conhecimento de violentos choques entre muçulmanos e adeptos do hinduísmo e de outras religiões na Índia e em outros países asiáticos. Todavia, mais antigo e mais pleno de conseqüências para o mundo tem sido o relacionamento tenso - por vezes abertamente belicoso - entre cristãos e muçulmanos há quase 1400 anos. Os atentados terroristas nos Estados Unidos e outros países, as ações militares norte-americanas no Afeganistão e posteriormente no Iraque, e as iradas manifestações de muçulmanos ou de gente que é contrária a eles em muitos países constituem mais um capítulo dessa longa história de conflitos". Um novo capítulo nesse contexto é o jogo de bola dos alemães e cristãos do Bayern contra os marroquinos, africanos, árabes e muçulmanos do Raja.

O fantasma ou o mito do jihad que está por trás do jogo mundial de futebol neste sábado

O Islamismo ou Islã foi fundado pelo mercador árabe Maomé (Muhammad, c.570-632) no início do século sétimo da era cristã. Essa que é a mais recente das grandes religiões mundiais sofreu influências tanto do judaísmo quanto do cristianismo, mas ao mesmo tempo opôs-se firmemente a ambos, alegando ser a revelação final de Deus (Alá). O livro sagrado do islamismo, o Corão (Qur`an), teria sido revelado pelo próprio Deus a Maomé, o último e maior dos profetas. A idéia básica do islamismo está contida no seu nome - islã significa "submissão" plena à vontade de Alá e "muçulmano" é aquele que se submete. Os preceitos centrais dessa religião incluem a recitação diária de uma confissão ("Não existe Deus senão Alá e Maomé é o seu profeta"), bem como a prática da caridade e do jejum, sendo este último especialmente importante durante o tempo sagrado de Ramadã. O culto é regulado de maneira estrita. Os fiéis devem orar cinco vezes ao dia, de preferência em uma mesquita ou então sobre um tapete, sempre voltados para Meca, a cidade sagrada do islã, na Arábia Saudita. Um conceito importante é o de jihad, ou seja, o esforço em prol da expansão do Islã por todo o mundo. Esse esforço muitas vezes adquiriu a conotação de guerra santa, como aconteceu de maneira especial no primeiro século após a morte de Maomé, em 632. Os jogadores do Raja, pelos menos os muçulmanos do elenco (a maioria) com certeza enfocam a partida de futebol diante dos ocidentais do Bayern como um jihad. E aí está a força extra dos atletas comandados pelo técnico Nabil Maaloul, os jogadores europeus na verdade enfrentarão dois adversários, os jogadores do Raja Casablanca e os fantasmas desta realidade. 

Fontes: EFE
             www.gazetaesportiva.net
             www.espn.com.br
             www.mackenzie.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. Realmente, para os muçulmanos e todo o povo africano ou árabe do deserto Raja X Bayern é mais do que um jogo de bola, é um momento de afirmação de Marrocos e do jihad, a luta pelo Islã, abençoada por Maomé e mais ainda, por Alá.

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  2. Este detalhe místico, cultural, religioso, dá um a conotação fora do comum a esta partida deste sábado pelo Mundial de clubes, final em Marrakesh histórica, Sul X Norte, Oriente X Ocidente, Muçulmanos X Cristãos...

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  3. Segundo os especialistas em futebol, consultados pelo site gazetaesportiva.net as chances de vitória dos profissionais do Bayern de Munique são de 68%, enquanto que 32% acreditam que o Raja Casablanca serão o campeão mundial de clubes da Fifa.

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  4. Mas, futebol não é somente esporte, hoje tem sido especialmente buseness, porém, pode ganhar outras conotações e atmosferas como é o caso deste jogo em Marrakesh: tudo pode acontecer.

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  5. Mande a sua opinião, palpite, comentário, mensagem ou informação aqui prá redação do nosso blog de ecologia e de cidadania, nesta edição enfocando o futebol por um outro ângulo mais incomum ou mais cult: navepad@netsite.com.br

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  6. "Infelizmente acho que vai dar Bayern, também pela maior rodagem e até categoria dos atletas mas dentro dessa visão do jogo que este blog deu até eu vou torcer pelos marroquinos": a mensagem é de Marina Santos, de São Paulo. Mande vc tb a sua opinião sobre esta pauta e este jogo ou esta questão: navepad@netsie.com.br

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  7. Marina Santos também nos envia notícia que saiu no site Uol e que reforça o tom do nosso post aqui no blog: " O técnico do Bayern de Munique Pep Guardiola valorizou a campanha do Raja Casablanca que chegou até a final do Mundial de Clubes. Para ele, o Atlético-MG não menosprezou o adversário que teve uma grande atuação. Guardiola ainda disse que jogará contra um país: "Não creio que o Atlético subestimou o Raja. É uma equipe muito boa, intensa. Nestas competições a gente pensa que a equipe europeia vai ganhar ou a sul-americana. A história diz que há mais possibilidade, mas podem ter surpresas. Times que jogam com o coração, é só ver como eles celebraram os gols, os jogadores do Casablanca. Há um país por trás. Amanhã vamos jogar contra um povo atrás de uma equipe".

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