sábado, 21 de dezembro de 2013

JOVENS E NATUREZA ESTÃO ENTRE AS MAIORES VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA NO PAÍS

Nas regiões desmatadas maior violência socioambiental


Cidades em torno de desmatamentos sofrem mais com a violência, segundo levantamento do IPEA, a maioria dos 46 municípios que mais desmatam está nos estados do Pará e de Mato Grosso. Dois deles, inclusive, figuram entre os 20 mais violentos do país: Marabá e Novo Progresso, ambos no Pará. De toda forma, variadas formas de violência são a principal causa de morte da juventude, pesquisou o IBGE.

Crimes violentos aumentando na vida de jovens entre 15 a 24 anos de todo o país

Vladimir Platonow nos envia a informação via a Agência Brasil, a sua matéria está repercutindo em sites como Uol e no exterior, através de agências de notícias como a Reuters: nós destacamos este levantamento do IBGE "porque lutar para aumentar a condição humana de vida de todos os mais fragilizados da nossa população e aí estão incluídos os jovens, em especial os mais pobres, essa luta precisa entrar mais em pauta no dia a dia da gente em todo Brasil", comenta por sua vez aqui no blog, o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que ressalta ainda, que "o problema maior dos jovens vítimas de violência está na periferia das grandes metrópoles e nos estados do norte e nordeste do país".
Em resumo, aqui no Folhas Verde News, você fica sabendo que as mortes violentas, como assassinatos e acidentes de trânsito, representam a principal causa de óbitos para jovens entre 15 e 24 anos de idade. Em 2012, foram 29.797 casos. Este dado faz parte do levantamento Estatísticas do Registro Civil, divulgado agora pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual de mortes por causas não naturais, em todas as faixas etárias, correspondeu a 10,2% do total no país em 2012, representando um aumento sobre o ano anterior, quando alcançou 9,6%. A Região Sudeste registrou a menor porcentagem de óbitos nessa faixa etária, com 8,7%, seguida pelas regiões Sul (9,2%), Nordeste (12,3%), Norte (13%) e Centro-Oeste (13,7%). Em 2012, ocorreram 117.076 mortes violentas no país. Ainda de acordo com o levantamento do IBGE, os homens continuam sendo as principais vítimas de mortes violentas entre 15 e 24 anos, representando 69,5% no país e chegando a 80,7% em Sergipe, 78,3% na Bahia e 77,7% em Alagoas.

Há um lado socioambiental na violência, segundo revela agora a Agência Brasil

Um estudo publicado nesta proximidade do Natal pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) concluiu que os municípios localizados em áreas de desmatamento da Amazônia sofrem mais com a violência do que outras cidades com o mesmo tamanho e importância econômica. Segundo a pesquisa, a média da taxa de homicídios nos 46 municípios que mais desmatavam em 2010 era 48,8 por 100 mil habitantes naquele ano. A taxa é quase o dobro da observada em outros 5.331 municípios pequenos e médios do país (27,1 por 100 mil habitantes). Além disso, segundo o estudo, as cidades em área de desmatamento tiveram uma piora de 51,9% na taxa de homicídios, entre 2000 e 2010, enquanto no restante dos municípios esse aumento foi 2%. O Ipea dividiu os municípios em área de desmatamento em cinco grupos: os municípios pequenos (com até 100 mil habitantes) e renda per capita mais baixa (até R$ 5.193), os pequenos (com renda média entre R$ 5.193 e R$ 15.460), os pequenos com renda mais alta (acima de R$ 15.460), os municípios médios (com população entre 100 mil e 500 mil) com renda média e os médios com renda mais alta. A maior discrepância na violência entre os municípios de área de desmatamento e o restante do país foi observada nas cidades média com renda média. Enquanto entre aqueles que mais desmatam a taxa de homicídios era 108,7 por 100 mil habitantes, entre aqueles que não desmatam a taxa era quase três vezes menor (38,9 por 100 mil). “Constatamos que nos municípios onde há um maior valor econômico a explorar, há um ciclo de ilegalidades que começa com a grilagem de terra, o desmatamento e outras violências, inclusive o homicídio. A gente percebeu isso claramente no nosso estudo”, disse o coordenador da pesquisa, Daniel Cerqueira, do Ipea. A maioria dos 46 municípios que mais desmatam está nos estados do Pará e de Mato Grosso. Dois deles, inclusive, figuram entre os 20 mais violentos do país, de acordo com o Ipea: Marabá, com taxa de 108,7 por 100 mil habitantes, e Novo Progresso, com taxa de 91,7 por 100 mil, ambos no Pará.





Houve também pesquisa da equipe da ONU sobre jovens, como no Complexo do Alemão

A violência tem os mais variados perfis e tipos na juventude atual

Na periferia das grandes cidades o jovem pobre e negro é a vítima nº 1em mortes violentas







Aumentam índices de violência no Pará e Mato Grosso onde há mais desmatamentos



Fontes: Agência Brasil
             www.uol.com.br
             Reuters
             http://folhaverdenews.blogspot.com


6 comentários:

  1. Faz parte do dia a dia de nosso blog da cidadania e da ecologia lutar pela não-violência e é no sentido de chamar a população e as autoridades do país para esta situação que divulgamos este levantamento do IBGE, que coincide também com um trabalho de campo duma equipe da ONU.

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  2. As mortes violentas, como assassinatos e acidentes de trânsito, representam a principal causa de óbitos para jovens entre 15 e 24 anos de idade no Brasil, são os jovens "Amarildos", em especial em torno das grandes cidades do país. Esta pesquisa localiza exatamente os casos de violência contra a juventude por regiões e localidades, isso pode alimentar uma gestão sustentável deste problema, drama brasileiro da atualidade.

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  3. O site Mundo Jovem, por sua vez dá destaque a este seguinte enfoque. Como poderiam os oprimidos dar início à violência, se eles são o resultado de uma violência anterior?, questionava Paulo Freire. Surpreendentemente, a juventude é encarada como protagonista da violência no país. A inversão dos fatos assombra, sendo que, na maioria das vezes, ela é o oposto: a grande vítima das violências.

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  4. O mesmo site Mundo Jovem propõe uma alternativa de solução. A juventude, seja ela negra, indígena, branca, mulher, homem, homo e heterossexual, trabalhadora e desempregada, estudante e sem escola/universidade, é capaz de reverter a lógica da violência, da exclusão étnica e social. Organizarse, ocupar os espaços, movimentar as cidades, o campo, as escolas; reivindicar direitos, propor mudanças estruturais e urgentes, ideológicas e objetivas. Somente a própria juventude é capaz de combater as violências que a exterminam.
    Por acreditar nisso, as Pastorais da Juventude do Brasil (PJB) têm promovido nestes anos todos em todo o país uma grande campanha atiuva da juventude diante da violência e o extermínio de jovens.

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  5. Mas nós insistimos aqui que é superurgente uma gestão pública com inteligência e sustentabilidade para mudar esta situação: mande vc tb a sua visão desta pauta, enviando op seu e-mail para a redação do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  6. Marabá e Novo Progresso, as duas cidades no Pará, são recordistas em áreas de desmatamento e em índices de fatos violentos também, isso mostra o lado socioambiental da violência no Brasil e não somente nos municípios matogrossenses ou paraenses...

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