sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

NA "40ª RODADA" DO BRASILEIRÃO FLU CONQUISTA O TRI NO TAPETÃO

Jurista afirma que na Justiça e com base no Estatuto do Torcedor Portuguesa poderá reverter queda fora do campo e política, em mais uma derrota para o esporte e a ética no futebol do Brasil 

Não adiantaram os argumentos de bom senso e moralidade colocados pelo advogado João Zanforlin da Associação Portuguesa Desportos no julgamento final do STJD: o relator rebateu a argumentação de Zanforlin, que citou o "BID da suspensão" e o Estatuto do Torcedor, apelou para a moralidade do julgamento, trocada pelo cumprimento da "letra fria" de uma regra, dentro daquela máxima do Direito, "pode até ser legal mas é imoral"...Zanforlin e toda mídia esportiva viram os demais auditores dos Supremo Tribunal de Justiça Desportiva acompanharem a decisão de Neuhaus. Votaram contra o recurso do clube paulista os auditores Caio César Vieira Rocha, José Arruda Silveira Filho, Miguel Angelo Cançado, Gabriel Marciliano Júnior, Alexander Macedo, Ronaldo Piacente e o presidente do STJD, Flávio Zveiter. Todos eles tiveram hoje seu momento de inglória e entram para a histórica conquista de um tricampeonato, no chamado tapetão, para o Fluminense: "Eles podem até ser perdoados mas não podem ser esquecidos pelos esportistas de verdade por aqui nesse país que já foi do futebol, hoje é da politicagem", comentou aqui no blog da cidadania e da ecologia Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha que, no Facebook, já previa que isso aconteceria pois foi um julgamento claramente de cartas marcadas: "O Governo Dilma e o Congresso Nacional precisam promover uma reviravolta na estrutura do futebol brasileiro, inspirada no movimento dos jogadores Bom Senso FC e em episódios lamentáveis como este, que com certeza estimulam mais violência e menos arte da bola nos estádios brasileiros". 

Torcedores da Portuguesa lamentam a violência contra o Estatuto do Torcedor na queda fora de campo do seu time
 
Resta porém uma última esperança: “Pode anotar: em 2014, amparada pela Justiça Comum, a Portuguesa vai disputar a Série A do Campeonato Brasileiro”. Quem deu a garantia é Fernando Capez, procurador de justiça licenciado e jurista, que se elegeu deputado federal, ele que acompanhou o julgamento do recurso da Portuguesa de Desportos pela televisão. “Não houve nenhuma novidade, já era previsto”, avaliou. Mas Capez pinçou dos argumentos dos auditores, do promotor Paulo Schmitt e do presidente do STJD, Flávio Zveitter, o ponto que dá aos torcedores da Lusa o argumento para entrarem na Justiça Comum contra a decisão de punir o clube paulista com perda de quatro pontos e, por consequência, rebaixamento para a Série B: “O que ouvi foi o argumento de que o Estatuto do Torcedor não vale para os clubes. Ora, é melhor ter ouvido isso do que ter vencido no recurso. Está claro que, para o STJD, o Estatuto do Torcedor, lei federal, vale menos do que suas decisões, numa instância que é meramente de passagem”, afirmou o jurista muito respeitado. Ele lamentou a repercussão negativa para o Brasil disso tudo exatamente às vésperas da Copa do Mundo de 2014. O Ministério Público em São Paulo já prepara uma ação na Justiça. A expectativa é de que, a partir de 10 de janeiro, quando termina o recesso dos fóruns, os torcedores da Lusa vão entrar com ações. “Já existem várias ações preparadas. Vai ser uma enxurrada”, revelou Capez que tem orientado o presidente da Portuguesa, Manoel da Lupa a não desistira da luta. Por sua vez, este dirigente deixou o STJD repetindo que vai “atrás dos direitos da Portuguesa”. Ele explicou que espera pelo resultado de inquérito aberto pelo Ministério Público do Torcedor para revelar quais os próximos passos do clube. “Eles vão dizer se o STJD feriu ou não feriu os artigos 35 e 36 do Estatuto do Torcedor”.

Fontes: www.terra.com.br
             www.gazetaesportiva.net
            www.espn.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

 

7 comentários:

  1. "Eu prefiro ficar com os derrotados no caso desta vitória ilegítima do Fluminense no desacreditado embora poderoso STJD: eles passaram por cima da lei do futebol no Brasil, que é o Estatuto do Torcedor, que equivale a uma constituição do setor e com certeza a derrota será revertida em ações na Justiça com o apoio do Ministério Público.

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  2. A declaração explícita no comentário anterior foi feita pelo editor doi nosso blog, o repórter e ecologista Padinha, que considera esta decisão do STJD uma violência jurídica, só cabível nos países sob ditatura. Acredita que vencerá a Justiça, a cidadania e o próprio futebol, com a manutenção da Portuguesa na Série A do Campeonato Brasileiro.

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  3. Cá entre nós, internautas e todos os que vamos à luta pela cidadania, esta situação vexatória para o futebol brasileiro é a gota d'água para que o Brasil (as autoridades) tome medidas contra a ditadura da CBF e de seus tribunais ou de suas manipulações extracampo, que estão acabando com a arte da bola e estimulando mais violência ainda nos estádios.

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  4. Este blog vai acompanhar as ações na Justiça e o resgate do Estatuto do Torcedor: mande vc tb a sua opinião, a sua informação, mensagem ou visão deste acontecimento, por e-mail para navepad@netsite.com.br

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  5. A seguir, o comentário de Milton Neves, a nós enviado por Rogério Fontes, da Band: "Ontem, o Pleno do STJD não julgou, ele se defendeu de grandes e melhores juristas em diversas publicações brilhantes, principalmente no UOL. Muito tempo do derradeiro julgamento foi gasto com esquivas, após golpes desferidos por gente muito mais bem preparada…Mas a apaixonada torcida da Lusa não está dormindo. Mais de 2000 ações entrarão na Justiça Comum nos próximos dias".

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  6. "A Associação Portuguesa de Desportos vem a público afirmar que não está de acordo com a decisão tomada no pleno do STJD no julgamento que se iniciou na manhã de sexta-feira (27), e que buscará, dentro das esferas legais, recuperar o direito que conquistou em campo, que é jogar a Série A do Campeonato Brasileiro de 2014", diz a nota oficial.

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  7. E reproduzimos aqui, por indicação do torcedor da Lusa, Pedro Almeida, comentários sobre estes fatos feitos por Juca Kfouri em seu blog: "1. Do procurador do STJD, perguntando por que Heverton não foi ao seu primeiro julgamento, “o mais importante da história da Portuguesa”, segundo o gênio. A resposta é simples: porque o julgamento não tinha a menor importância para a Portuguesa. Passou a ter depois da trapalhada Lusa; 2. Do advogado da Portuguesa, argumentando que o jogo não valia nada, quando deveria ter mostrado que não trouxe nem prejuízo nem benefício para ninguém, porque valer é claro que o jogo valia; 3. Do advogado do Fluminense, revelando que leu um livro quando criança, o Pequeno Príncipe, roubando a exclusividade das misses. Mas, pelo menos, um livro ele leu; 4. Do relator do caso Lusa, respondendo ao que saiu na imprensa em vez de tratar do caso em si. Mas esta batalha, apesar da unanimidade obtida no STJD (e toda unanimidade é burra como ensinou o grande tricolor Nelson Rodrigues), a da opinião pública, o tribunal perdeu de goleada;
    5. Do Zveiter da vez, argumentando que o STJD é independente da CBF. Tão independente que é a CBF que lhe paga as contas"...

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