sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

OS DESAFIOS DA REALIDADE PARA QUEM BUSCA A ECOLOGIA

Algumas das ameaças de desastres ou desequilíbrios ecológicos no Brasil


Dias atrás, postamos aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News que, além da poluição dos agrotóxicos, o Aquífero Guarani (uma das maiores reservas de água doce do planeta e que abrange parte do interior do Brasil) tem uma nova ameaça iminente, a exploração do gás de Xisto (prevista para começar no país em 2014, a ANP já deu um pontapé inicial no programa): é grande o potencial de contaminação das águas subterrâneas e de poluir o lençol freático, hoje já atormenta muitos ecologistas de várias regiões, como por aqui em nossa macrorregião, entre os nordeste paulista e o sudoeste mineiro, aos pés da Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco ou onde quer que existam aquíferos, com o no nordeste do país. Mas este é apenas um entre os mais variados problemas ecológicos e socioambientais brasileiros. Um outro, por exemplo, que preocupa demais os produtores e consumidores de agricultura orgânica, os vegetarianos, os nutricionistas e todos os que lutam pela qualidade de vida e saúde da população é a força crescente dos alimentos transgênicos que lado a lado com os agrotóxicos têm um poder crescente no Congresso Nacional  graças aos lobbies e aos ruralistas. Além destes dois problemas, ambos de muita gravidade, recorremos a uma reportagem que Suzana Paquete fez para o site mundo estranho da abril, em que lista alguns dos desafios ecológicos da atualidade brasileira. A extinção de grandes áreas de vegetação nativa e a destruição de rios importantes são algumas das principais ameaças. O duro é saber que por trás disso tudo está, claro, a ação humana e interesses de grandes empresas: "Estamos alterando ciclos importantes do planeta. E isso acontece no Brasil em função das atividades econômicas, como em todo país desenvolvido", é o que diz o engenheiro Márcio Freitas, coordenador de qualidade ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os efeitos de alguns desses problemas só serão sentidos num futuro distante - como a destruição das florestas, da fauna e da flora. Mas há também as conseqüências que podem estourar a qualquer momento, deixando uma região em situação crítica após, por exemplo, o vazamento de um oleoduto ou de uma usina nuclear. As ameaças de acidentes ecológicos são tão sérias que mobilizam várias organizações não-governamentais (ONGs), todas desenvolvendo projetos para driblar os problemas e tentando abrir os olhos dos governantes enquanto ainda há tempo. Esse tipo de fiscalização é fundamental e dá resultados. Quer um exemplo? Há cerca de 20 anos, os prognósticos sobre a poluição atmosférica nas grandes metrópoles brasileiras era o pior possível: alguns especialistas imaginavam que já no ano 2000 os automóveis poderiam ser até proibidos de circular na cidade de São Paulo. Após mudanças na legislação, o controle da emissão de poluentes dos veículos ficou bastante rigoroso e as previsões mais assustadoras não se concretizaram: os carros continuam circulando por São Paulo e poluindo o ar, mas agora numa versão bem menos agressiva ao meio ambiente. Simultaneamente aos desafios, aumentam também as alternativas de solução e a busca de um desenvolvimento sustentável, isso é a esperança da hora.


Os índios estão na boca do vulcão dos problemas ecológicos

As crianças das regiões mais pobres não têm condição humana de vida

A poluição e a desnatureza invadem os cartões postais do Brasil

As favelas são um foco de falta de saneamento e de ecologia

As energias limpas como a eólica e solar, esperança de outra realidade


























Aqui 10 dos grandes desafios para quem vai à luta pela ecologia no país
 

1. Gás de Xisto versus recursos hídricos
2. "Avanço" dos transgênicos
Além destes dois dilemas já analisados agora  aqui no nosso blog são também de risco máximo outros problemas como o desmatamento e destruição de rios ou de matas ciliares, por todas as regiões.
3. Mata Atlântica Restam só 7% de sua vegetação original. O desmatamento nos últimos 100 anos a transformou numa das florestas mais ameaçadas do planeta. Segundo dados de entidades como a Conservação Internacional e a SOS Mata Atlântica, hoje se perde um campo de futebol de vegetação a cada quatro minutos! Essa destruição põe em risco também a fauna da região: de 271 mamíferos que habitam a floresta, 160 só existem lá e podem desaparecer
4. Rio São Francisco
A construção de hidrelétricas já afetou bastante um dos principais rios brasileiros. A vegetação em volta dele foi desmatada e, segundo a Conservação Internacional, isso tem provocado o assoreamento - a obstrução por sedimentos - de trechos do São Francisco, pois chuvas simples causam deslizamentos das margens. Outro problema é a introdução no rio de peixes de hábitats diferentes, o que já provocou um sério desequilíbrio ecológico e a extinção de várias espécies que habitavam o São Francisco
5. Floresta Amazônica
O desmatamento da maior floresta tropical úmida do mundo ocorre por vários motivos, como o uso de áreas para a pecuária, para a agricultura e a extração ilegal de madeiras. A taxa anual de desmatamento é de cerca de 25 500 km2. Se ela continuar perdendo a cobertura vegetal nesse ritmo, especialistas não se cansam de alertar que a Amazônia poderá no futuro se tornar um grande deserto. É que são as próprias árvores que dão a umidade necessária para a região e tornam o solo fértil para outras plantas
6. Cerrado
A vegetação típica da região central do Brasil perdeu, em apenas 30 anos, 60% de sua área original, segundo a Conservação Internacional. Do que sobrou, menos de 2% estão protegidos em parques ou reservas. Nesse ritmo de desmatamento, várias ONGs afirmam que em pouco tempo o cerrado estará numa situação pior que a da Mata Atlântica. A expansão agropecuária, a mineração e a abertura de estradas são os principais problemas
7. Rio Xingu
A maior ameaça ao rio que cruza o Pará e Mato Grosso é a construção da hidrelétrica de Belo Monte, que deverá ser a terceira maior do planeta. Apesar da necessidade concreta de se ampliar a produção de energia no país, especialistas dizem que a obra terá um grande impacto ambiental. Além de uma possível mudança no fluxo do rio, a barragem de Belo Monte e outras complementares poderão inundar uma imensa área de vegetação nativa
8. Cubatão e São Sebastião
As duas cidades abrigam inúmeros oleodutos da Petrobrás. A Fundação SOS Mata Atlântica afirma que os dutos estão velhos, rachados, podendo se romper e causar um grande acidente ecológico nas praias e nos mangues da região. A Petrobrás se defende, por meio de sua assessoria: "Somos uma indústria de risco, mas desde 2000 investimos 6 bilhões de reais em segurança. Os principais dutos foram automatizados com sensores e recebem manutenção a cada dois anos"
9. Sul da Bahia
Hoje restam 25% de cobertura verde original da região. Florestas são desmatadas para dar lugar a grandes hotéis, áreas previstas para virar parques nacionais estão abandonadas e a extração de madeira ainda existe. Entidades como a The Nature Conservancy (TNC) e a SOS Mata Atlântica se preocupam principalmente com as cercanias de Porto Seguro. Empresários hoteleiros rebatem garantindo que as novas construções têm procurado preservar o máximo de floresta nativa
10. Cresce a violência
Variadas formas e tipos de violência aumentam no país e isso significa um dos maior desequilíbrios no Brasil na realidade socioambiental, afetando a ecologia humana. Na área criminal, o IBGE informa que nos últimos 20 anos aconteceram cerca de 2 milhões de mortes violentas (homicídios, suicídios, acidentes entre outras causas não naturais): isso sem contar várias outras manifestações mais sutis mas não menos graves de todos os tipos de violência, como falta de saneamento básico, injustiça social, desnutrição, doenças, todo um sistema deficiente de saúde, de educação, de transportes, desemprego, corrupção política. Vivemos nos meios urbano e rural a cultura da violência, é algo que está em todo o planeta globalizado mas que sacrifica em especial a população com menores recursos, no caso, mais de 50% dos brasileiros e brasileiras. Enfim, a falta de ecologia está entre os mais graves problemas sociais do país. Por outro lado, o que consola, embora ainda não resolva, é a evolução da cidadania, a consciência e a ação de diferentes setores do povo para mudar e para avançar a realidade do Brasil, cobrando uma gestão sustentável das autoridades públicas. 


Fontes: www.ibama.com.br
             www.mundoestranho.abril.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Cada um destes 10 desafios ecológicos do Brasil atual pode depois vir a ser uma reportagem especial por aqui, mas neste post de hoje você tem a síntese da realidade parta quem vai à luta na área sociambiental.

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  2. Não se trata de determinar os 10 mandamentos da luta ecológica e sim de deixar claro alguns dos maiores desafios para os que querem mudar e avançar a realidade brasileira sob o ponto de vista da ecologia.

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  3. Em cerca de dois anos e meio de edições deste blog, foram 1794 posts sobre ecologia, cidadania, não-violência, tecnologia, cultura, criação do futuro, recebemos nesse tempo e através destas postagens o acesso de uns 200 mil internautas, em sua maioria ligados ao movimento ecológico e da cidadania: este é o sentido de sintetizarmos os desafios de nossa luta.

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  4. Mande vc tb a sua informação, mensagem, opinião, para enriquecer este nosso dossiê ecológico, avançando a nossa pauta em busca de um desenvolvimento sustentável, o caminho para outra realidade no país.

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  5. "Meu nome é Anderson, estou fazendo o segundo grau no Objetivo aqui em São Paulo e esta matéria vai me servir como pesquisa, gosto sempre de acessar este blog": agradecemos ao Anderson e mande vc tb a sua opinião para navepad@netsite.com.br

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