terça-feira, 10 de dezembro de 2013

RIOS VOLTAM A ENCHER APÓS ANOS DE SECA NO NORTE DE MINAS



Até o Rio Galheiros (que estava totalmente seco há anos) renasceu com as chuvas intensas destes dias: cheia na região norte de Minas Gerais, divisa com a Bahia

Se em alguns pontos do espaço urbano de Belo Horizonte sofre inundaçõers por causa das chuvas intensas destas últimas horas, algumas regiões que sofriam a maior seca dos últimos tempos, estão renascendo: o repórter Oliveira Júnior. do Jornal de Espinosa, nos informa que agora até o Rio Galheiros está cheio de novo, após muito anos com o leito totalmente seco. Chuvas intensas vêm acontecendo nestes dias, um fato  vivenciado também em outros municípios do Norte de Minas Gerais. Sites e blogs regionais constataram que entre a manhã de domingo e a manhã de segunda-feira, choveu o correspondente a 40 milímetros em Espinosa que, neste mês, acumula a precipitação de 60 milímetros, algo anormal mas feliz para toda a região. Em Monte Azul também choveu forte no fim de semana. Neste mês o índice pluviométrico em Monte Azul acumula em 109 milímetros, segundo apurou por lá Oliveira Júnior. Somente entre domingo e hoje choveu o correspondente a 86 milímetros em Monte Azul, cidade que fica em torno de 50 quilômetros da divisa de Minas Gerais com a Bahia. Nas últimas 24 horas choveu em Montes Claros o correspondente a 48 milímetros e em Salinas foi 30 milímetros, enquanto que em Janaúba choveu 11 milímetros de ontem para hoje. As chuvas mudam o cenário das cidades e das fazendas, os rios voltam a encher após anos de seca brava: "As chuvas trouxeram a alegria das pessoas daqui de volta", afirma Jorge Tolentino, técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em Espinosa  (MG). Por sua vez, também o
repórter Luiz Ribeiro está hoje nas manchetes do site e do jornal Estado de Minas, informando que as chuvas dos últimos dias provocaram uma grande mudança na caatinga mineira, como por exemplo em Espinosa, de 31,5 mil habitantes e a 690 quilômetros de BH, no extremo norte de Minas Gerais.



O Rio Galheiros voltou a ficar cheio, enchendo de vida a região extremo norte de Minas...

...mudando radicalmente a paisagem: o leito deste rio estava totalmente seco há anos


Os rios Galheiros, São Domingos e Verde Pequeno, que cortam aquela região voltaram a encher depois de cinco anos que estavam com os leitos vazios ou “cortados”. Situada na divisa com a Bahia, Espinosa vem enfrentando problemas com estiagem há dois anos, conforme revelou também o site em. Em setembro do ano passado, por duas semanas, as torneiras da cidade ficaram secas, por causa da redução do nível da barragem do Estreito, que abastece o município. "As chuvas trouxeram a alegria das pessoas de volta. Até então, muitos moradores ficavam desanimados, dentro de casa ou sentados nas praças, sem saber o que fazer. Eles agora podem voltar a plantar as lavouras de milho, feijão e sorgo. Além disso, têm a tranquilidade de contar com uma reserva de água para o período da seca”, relatou Jorge Tolentino, técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Ele lembra que na zona rural do município existem mais de 400 caixas de polietileno, distribuídas pelo Governo Federal dentro do Programa Água para Todos para a captação de água da chuva, a ser “guardada” para o período crítico da seca. “Até então, todas as  caixas estavam vazias. Com essas últimas chuvas, elas ficaram cheias".O consultor na área agropecuária Nilson Faber Sepúlveda, que foi ligado à Secretaria de Agricultura de Espinosa, destaca que as chuvas do atual período serão de grande importância para a recuperação da barragem do Estreito, localizada na divisa de Minas Gerais com a Bahia. Devido às longas estiagem de 2012 e deste ano, a barragem ficou com apenas 6% de sua capacidade, que é de 76 milhões de metros cúbicos. "Até já se dizia por ali na região que o norte mineiro seria transformado numa nova caatinga como do nordeste do país, tal era o rigor e vinha sendo a duração da seca", comenta aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que passou por estes dias por BH em Minas, sendo então informado desta situação. Agora, com a recuperação do reservatório, além da garantia de água para o abastecimento da população da região de Espinosa, será possível a retomada da irrigação numa área de 6 mil hectares ao redor da barragem, onde as atividades estavam há muito interrompidas, devido escassez de água. As chuvas renovam a esperança de dias melhores também em outros municípios do extremo norte de Minas Gerais como Monte Azul e Mamonas, onde a população vinha sendo atendida por caminhões-pipas, tendo em vista que as barragens usadas para o abastecimento humano tiveram os níveis muito reduzidos ou secaram completamente em função das estiagens prolongadas dos últimos dois anos. Por outro lado,  o excesso das atuais chueva tem causado alguns desbarrancamentos e inundações em outras regiões mineiras, esperança para uns e novo problema para outros. "Mas de toda forma a volta da chuva depois de tanta seca é uma grande notícia, esperamos que ela venha a se concretizar também no nordeste do Brasil, que sofreu ultimamente a maior seca dos últimos 50 anos", concluiu assim este post aqui no nosso blog o ecologista Padinha, que voltará a enfocar chuvas e seca neste verão, que mostra mais uma vez o desequilíbrio da  natureza do interior do país.

Fontes: Jornal de Espinosa (MG)
             www.em.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. No texto Secas e Tempestades, o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais José A. Marrengo (que também integra a comissão de estudos climáticos da ONU) comenta que todo o nosso país tem sido vítima de secas ou de tempestades, com desastres, alagamentos, enchentes ou mesmo de desbarrancamentos: desmatamentos, agrotóxicos, falta do uso de energias limpas como a solar ou a eólica, estão entre as causas dos desequilíbrios.

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  2. O aquecimento global ou as mudanças climáticas começaram a ser foco da atenção mundial a partir de 1988, data de fundação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Desde então, o Painel produz relatórios científicos para melhorar o conhecimento sobre as mudanças climáticas. No quinto relatório liberado em setembro de 2013, o IPCC AR5, o diagnóstico é alarmante: o aquecimento global é uma realidade, observando-se um aumento na temperatura da ordem de 0,9 grau desde 1850 (veja pág. 32). O IPCC AR5 atribui o aquecimento global observado nos últimos 50 anos majoritariamente às atividades humanas, com uma certeza de 95%. Isso explica os fatos que se manifestam também no norte de Minas Gerais.

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  3. Seja na caatinga do nordeste brasileiro e de todo o semiárido ou em outras regiões do Brasil, as secas e os excessos de chuva têm convivido lado a lado, enquanto não há uma diálogo de verdade entre os governos municipais, estaduais e as autoridades federais com cientistas e os ecologistas, que vivem alertando e propondo um desenvolvimento que seja sustentável também na questão climática.

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  4. Mande vc tb o seu relato de como estão as chuvas ou as secas em sua região aqui pro nosso blog da ecologia e da cidadania, que continuará a fazer postagens com esta puta: navepad@netsite.com.br

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