quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

AINDA SÃO POUCOS MAS PROJETOS SUSTENTÁVEIS DE AGROECOLOGIA PODEM SALVAR FLORESTAS DO BRASIL

Beneficiamento de castanha em Juruena promete ser alternativa para desmatamento no Mato Grosso: há poucos projetos sustentáveis mas que ainda poderão salvar a nossa biodiversidade

É destaque na edição de hoje no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate o projeto sendo desenvolvido na região noroeste do Mato Grosso, incentivando a cadeia produtiva da castanha do pará.

O projeto CultivAção vai gerar renda e inclusão digital para agricultores do município de Juruena, que está 
 localizado na porção amazônica do estado de Mato Grosso, há 929 km de Cuiabá. A única via de acesso que liga a cidade é a MT 170, que ainda não está pavimentada. Juruena compõe o chamado “arco do desmatamento” , expressão que designa uma ampla faixa do território brasileiro nas fronteiras das regiões Norte e Centroeste do país e que sofre constante pressão de atividades que resultam em desmatamento. É dentro desse cenário que surge o projeto CultivAção.  Há também projetos de agroecologia do estado do Amazonas, entre eles o de incentivo da agricultura indígena, o de revitalização do sistema de produção da borracha e o de beneficiamento da castanha, receberão recursos não reembolsáveis de R$ 14,9 milhões oriundos do Fundo Amazônia. O fundo é gerido pelo BNDES. O contrato foi firmado recentemente no Rio de Janeiro, pelo diretor da área de Meio Ambiente do BNDES, Guilherme Lacerda, e pelo titular da Secretaria de Estado da Produção Rural do Amazonas (Sepror), Eron Bezerra. Ele informou que o financiamento permitirá o desenvolvimento de uma política de agroecologia no estado. Segundo Bezerra, essa política se baseia em três linhas essenciais. Uma delas é a agricultura indígena, “que é uma experiência inédita no Brasil”. As outras linhas abrangem a revitalização do sistema de produção da borracha, ou a retomada da exploração de seringais nativos, e o beneficiamento da castanha, “para agregar valor e verticalizar a produção”. No caso do projeto CultivAção, em Jurema (MT), o foco é na geração de renda e inclusão social, de gênero e digital, o projeto vai atender cerca de 1.500 pessoas de quatro comunidades rurais de Juruena. “Para reduzir o desmatamento e manter as famílias no campo é necessário e urgente que os agricultores tenham renda digna em pequenas áreas, isso é possível com agricultura familiar, diz Lucinéia Machado, coordenadora do projeto CultivAcão. A Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia (AMCA) encontrou uma alternativa de renda sustentável através do beneficiamento de castanha do Brasil. Há quatro anos elas produzem amêndoas, biscoitos e macarrão de castanha do Brasil, Agora em 2014, a AMCA está começando o projeto Cultivação, que conta com patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania.

castanheira
Castanheira, fotografada pela Embrapa no noroeste matogrossense
 
A própria ONU e algumas entidades ambientalistas nacionais e internacionais têm também projetos de sustentabilidade para manter as florestas em pé e via a agroecologia e até a agroindústria da castanha, por exemplo, a exemplo do que está agora virando notícia em Juruena (MT), apoiado pela Petrobrás ou a agroecologia no Amazonas, com apoio do BNDES. "Porém, infelizmente, ainda são exceção os projetos de desenvolvimento sustentável na Amazônia e em todo o país, em torno das cidades e em especial junto às florestas que sobrevivem como uma fonte de recursos naturais e de vida para nosso futuro", comenta a este respeito o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao postar estas informações que nos dão esperança e ânimo aqui no Folha Verde News: "Estes projetos sustentáveis não deveriam ser exceção ou uma espécies de SOS últimas florestas e sim o dia a dia do Brasil".

Projetos sustentáveis de agroecologia ainda são uma exceção....

...o dia a dia ainda é de desmatamento e desperdício dos recursos naturais das florestas


Fontes: www.ecodebate.com.br
             www.ecofinanças.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. A gente aqui em nosso blog de ecologia acreditamos que nas reservas indígenas (respeitando o conteúdo e o estilo de cada povo nativo), bem como nos parques nacionais e áreas protegidas deveriam ser implantados projetos de agroecologia, agroindústria, fruticultura, alimentos orgânicos e outras alternativas de desenvolvimento sustentável.

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  2. A geração de recursos, de empregos, de sobrevivência de pessoas e comunidades podem também ajudar o reequilíbrio socioambiental e a diminuição dos índices de desmatamento, que só aumentam e assim comprometem até o futuro da vida em nossa Nação.

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  3. No Rio de Janeiro, por ocasião da assinatura do projeto no BNEDS pude ver um mapa em que ainda é minoria das minorias os pontos de projetos sustentáveis na Amazônia, comenta aqui também o ecologista Padinha.

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  4. As reservas extrativistas dos seringueiros do Acre, inspiradas nas lutas pioneiras do Chico Mendes, podem agora inspirar outros tantos projetos, como é o caso do que está sendo desenvolvido pela TNC (The Nature Conservancy).

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  5. "Benvindo à única fábrica do mundo que produz camisinhas usando látex natural”, anuncia orgulhosamente uma moça de touca no cabelo: “Nós produzimos 100 milhões de preservativos por ano, mas planejamos dobrar esse número em um ano”, ela explica. - See more at: http://portugues.tnc.org/nossas-historias/destaques/sexo-seguro-pode-salvar-amazonia.xml#sthash.4hzaaaa4.dpuf É o projeto sustentável apoiado pela TNC na Amazônia, fábrica de camisinhas à base de látex natural.

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  6. Mande vc tb a sua informação, comentário ou opinião aqui pro nosso blog, via o e-mail navepad@netsite.com.br

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  7. "Os projetos sustentáveis podem reequilibrar a ecologia do meio ambiente e ainda por cima ajudar a economia do país, apoiando a luta de variados setores da população, é urgente ampliar esta tendência para que estes projetos alternativos não sejam a exceção mas o dia a dia em todas as regiões brasileiras": esta é em resumo a mensagem que recebemos de José Alves Santos, que se dedica ao cultivo de alimentos orgânico num esquema de agricultura familiar na região de Mendes, no Espírito Santo.

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