quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

AS ÁRVORES ANTIGAS SÃO SUPERIMPORTANTES PARA O MEIO AMBIENTE MAS TAMBÉM AS MAIS DESPREZADAS

Estudo mostra que quanto mais velha a árvore mais ela absorve dióxido de carbono (CO2) na atmosfera e renova a nossa vida


Floresta Amazônica

Quanto mais velha é uma árvore, mais dióxido de carbono (CO2) captura na atmosfera para continuar a crescer, revelou um estudo [Rate of tree carbon accumulation increases continuously with tree size] publicado nesta quarta-feira sobre o impacto das florestas no aquecimento global, matéria da AFP, no Yahoo, com informações adicionais do EcoDebate e do Jornal da USP entre outros sites que o nosso blog Folha Verde News acessou para fazer este post (veja ao final do texto as fontes de consulta). Os resultados dos trabalhos sendo publicados na revista científica britânica Nature indicam que em mais de 400 tipos de árvores estudados, são os espécimes mais velhos (e portanto os maiores de cada espécie) os que crescem mais rápido e que, consequentemente, absorvem mais CO2 ajudando a despoluição e ainda aumentando o potencial de oxigênio na atmosfera. Estes cientistas contradizem agora o postulado segundo o qual as árvores velhas contribuiriam menos na luta contra o aquecimento global: “É como se para os humanos, o crescimento se acelerasse depois da adolescência ao invés de se retardar”, explicou para a AFP Nathan Stephenson, um dos autores deste trabalho superimportante. As árvores absorvem do ambiente o CO2, principal gás causador do efeito estufa, responsável pelo aquecimento global e o armazenam em seus troncos, seus galhos e suas folhas. As florestas desempenham, assim, um papel de reservatórios de carbono, mas até que ponto elas retardariam o aquecimento?...Esta é apenas uma das questões em foco.

Jequitibás também por aqui em nossa região exemplificam e...

...ilustram o estudo de árvores antigas sobreviventes em todo o mundo

No Espigão no Rio Grande do Sul ou em todo o Brasil elas sobrevivem e precisam ser valorizadas

"Há ainda questões em aberto na ciência mas a nossa pauta de hoje procura revalorizar as árvores mais antigas também em nossas cidades, onde elas têm sido sempre desprezadas e cortadas indiscriminidamente, sem critério e sem levar em conta o seu alto valor também para a ecologia urbana", comenta por aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar no blog Folha Verde News este estudo "Rate of tree carbon...".  “Já sabemos que as florestas antigas estocam mais carbono do que as florestas mais jovens”, explicou Nathan Stephenson, capturando assim a maior quantidade de CO2. Este estudo dá uma resposta clara a esta questão: “para reduzir o dióxido de carbono presente na atmosfera, é melhor ter árvores grandes e portanto, antigas”, resumiu o cientista, acrescentando ainda que "este conhecimento vai nos permitir melhorar nossos modelos para prever como as mudanças climáticas e as florestas interagem”. Cerca de quarenta cientistas participaram deste estudo, que analisou os dados dos últimos 80 anos de 670.000 árvores de 403 espécies diferentes que estão em todos os continentes: Rate of tree carbon accumulation increases continuously with tree size
Nature (2014) doi:10.1038/nature12914

http://www.nature.com/nature/journal/vaop/ncurrent/full/nature12914.html

Fontes: AFP
              www.ecodebate.com.br
              Jornal da USP
              www.yahoo.com.br
              www.epochtimes.com.br
              www.ciclovivo.com.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

            
Ricardo Cardim nos mostra um caso comum de descaso com  árvores antigas

Estado atual do muro das figueiras-das-lágrimas, com a Dona Yara ao lado.
Situação do muro da figueira-das-lágrimas, com a sua guardiã Dona Yara

O que era para ser um grande motivo de orgulho em um país desenvolvido ou um símbolo da História e da Mata Atlântica de São Paulo, representa hoje uma vergonha para a maior metrópole brasileira: o estado da figueira-das-lágrimas, uma árvore nativa com mais de dois séculos de existência e que assistiu Dom Pedro I passar sob sua copa no distante ano de 1822, é infelizmente o resultado do total descaso por parte do Poder Público. Mande você também a sua foto ou denúncia sobre maus tratos ou destruição de grandes árvores antigas em sua cidade ou região aqui para o e-mail do nosso blog de ecologia e de cidadania, que está comprando a briga das árvores mais antigas: envie para  navepad@netsite.com.br



7 comentários:

  1. Este estudo vem em boa hora e pode ser ilustrado também com as fotos do francês Jerome Hutin, que saiu rodando o planeta e registrando as imagens das árvores mais antigas em vários países, inclusive por aqui no Brasil.

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  2. Algumas das árvores consideradas por especialistas como das mais antigas do mundo: Pando, Methuselah na Califórnia (pode ter cerca de 4.700 anos), Ciprestes Gigantes, Sequóias, Sugi no Japão, Castanheiras e Jequitibás no Brasil...

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  3. Por aqui na macrorregião nordeste paulista e sudoeste mineiro, entre a Serra da Canastra (MG) e Franca (SP) podem ser encontradas nativas ou plantadas espécies de Pinheiros, Carvalhos, Baobás, Castanheiras, Jatobás, Perobas, Araucárias, Jequitibás, como uma famosa árvore centenária que sobrevive numa fazenda em Patrocínio Paulista.

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  4. Por aqui também existe o Museu da Árvore, por iniciativa do engenheiro agrônomo que atuou como pesquisador do IPT da USP na Amazônia e em várias regiões do Brasil, João Peres Chimello, a quem estamos contatando para escrever um artigo sobre esta pauta de grande importância para a luta ecológica que busca mudar e avançar nossa realidade.

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  5. Mande vc tb a sua foto ou informação ou opínião e mensagem aqui pro e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  6. João Peres Chimello, engenheiro agrônomo e ex-pesquisador do IPT da USP (inclusive trabalhando com árvores na Amazônia) nos disse que na segunda-feira poderá nos passar informações e comentários sobre esta pauta do nosso blog, aguarde que vale.

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  7. Parabéns pessoal, amei , estou enviando fotos de árvores antigas da cidade de Muzambinho, também as nativas, amei, abençoada semana junto aos seus.

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