sábado, 25 de janeiro de 2014

AS ÚLTIMAS MANGABAS: ECODEBATE DISCUTE AS FRUTAS HOJE RARAS NAS ÚLTIMAS MATAS DO CERRADO

Uma fruta gostosa e medicinal conhecida pelos índios sobrevive por aqui ainda entre o Rio Grande e a Serra da Canastra: a mangaba hoje é muito valorizada pelo sabor e pela medicina natural

"Onde sobrevivem as mangabas", crônica de Mayron Régis é um destaque naturista na edição deste fim de semana no site se assuntos socioambientais EcoDebate: ele cita que atualmente é raro achar uma mangaba, elas proliferam ainda no mato do Baixo Paraiba no Maranhão. Especialistas dizem que hoje em dia a fruta da mangabeira pode ser encontrada com menor dificuldade nas reservas ambientais ou parque ecológicos, muito mais facilmente do que nos mercados ou varejões: "Por aqui na região, por exemplo no Estreito, nas beiradas do Rio Grande, entre São Paulo e Minas Gerais, ainda é possível se encontrar nas pequenas matas do cerrado as mangabas, tais como os índios Kaiapós, nativos desta área entre a Serra da Canastra no lado de Minas da divisa com o norte e o nordeste do estado de São Paulo", comenta por aqui no nosso blog da ecologia Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Por aqui a mangaba é mato mas como os matos estão rareando, estas frutas também, além de muito saborosas quando bem maduras elas tem propriedades medicinais, porém só agora começa a ser revalorizada, já tem gente que exporta até mudas e cascas da mangabeira". É valiosa esta crônica de Mayron Régis, postada hoje no EcoDebate, este jornalista assessora o Fórum Carajás e atua no Programa Territórios Livres do Baixo Parnaíba. Procuramos colher outras informações e fotos para o post aqui no nosso blog da ecologia e da cidadania, trata-se de um assunto de valor ecológico e que também integra a luta de cidadania, "para o povo revalorizar as suas frutas nativas, nossa natureza e nossa cultura original brasileira", argumenta Padinha. 


Nas últimas matas do Cerrado (aqui no Estreito por exemplo) a mangabeira é mato

Além da fruta gostosa e medicinal, tudo da mangaba é usado pela medicina natural hoje

A flor da mangabeira era usada pelo índios nas matinhas do Cerrado



mangaba
Hoje a mangaba começa até a entrar como produto nativo de exportação

"As Cabeceiras da Baixa Grande. Os moradores das Cabeceiras desconversaram quando Chico Freitas, vulgo Chico sem Freio, presidente da Associação de Proteção do rio Buriti, pediu que eles coletassem mangaba na Chapada e que vendesse a ele as suas produções.
Ele relembrou desse fato na casa do senhor Francisco, presidente da associação do povoado Cajueiro, município de São Bernardo, Baixo Parnaiba maranhense. O senhor Francisco vende diversas espécies de polpas de frutas e uma destas é a polpa de mangaba. Os mangabais se espalham por toda a Chapada do Cajueiro. A família do senhor Francisco coletou o suficiente para obter mais de cem quilos de polpa e quase tudo se vendera. O pessoal das Cabeceiras, e as demais comunidades de São Bernardo também o fazem, assiste as mangabas se estragarem na Chapada ou servirem de alimento para os porcos ou outros animais porque acredita que despolpar mangaba não trará nenhum retorno financeiro dos mais gratificantes no curto prazo. Os agricultores afirmaram ao Chico sem Freio que a mangaba que coletariam não daria nenhum quilo de polpa. A família do senhor Francisco do Cajueiro prova que não é bem assim. Além da polpa da mangaba, ela vende polpa de manga, de buriti, de caju, de acerola e de bacuri. Os freezers vivem abarrotados de polpas. As famílias do Cajueiro entenderam que a produção de polpa de fruta de qualidade se reverte numa busca constante por parte de compradores do município e de fora dele como no caso das lanchonetes de Parnaiba, município do Piaui, que enviam pessoas para comprar quilos e mais quilos de polpa de acerola. Elas também compreenderam a importância de evitar o máximo a derrubada de espécies de valor econômico de longo prazo para o extrativismo de frutas, entre elas a mangaba. A mangaba é uma fruta típica do Cerrado maranhense e de suas transições. Quase ninguém provou o seu suco. Alguns jovens se lembram da bola de mangaba. Em algumas regiões do Maranhão, extinguiu-se a mangaba por conta dos desmatamentos dos plantadores de soja e de eucalipto. As mangabas sobreviveram em Morros, Barreirinhas e São Bernardo em assentamentos da reforma agrária". (Mayron Régis).

Mangabeiras sobrevivem também aqui perto das represas do Rio Grande

Fontes: www.ecodebate.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. Com certeza as mangabas e as mangabeiras fazem parte dos estudos de medicina natural na Universidade de Uberlândia e na USP de Ribeirão Preto, mas além das pesquisas, elas e toda a riqueza nativa do Cerrado terão uma revalorização muito grande pelos consumidores urbanaos, em busca de uma fruta saborosa e de propriedades curativas.

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  2. A mangaba de nome científico Hancornia speciosa pertence à família Apocynaceae. O nome mangaba tem origem indígena e significa “coisa boa de comer”. Fruto da mangabeira, a mangaba pode ser encontrada em regiões de Cerrado, Caatinga e no litoral nordestino. Sua floração acontece de agosto a novembro, sendo que sua frutificação pode ocorrer em qualquer mês do ano, mas principalmente nos meses de julho a outubro e de janeiro a abril como agora no verão.

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  3. Pesquisas mostram que a mangaba é uma fruta rica em vitamina A, B1, B2 e C, além de ferro, fósforo, cálcio e proteínas. A fruta só pode ser consumida quando madura, pois quando verde pode causar problemas de saúde. Com ampla aceitação no mercado, a mangaba pode ser consumida in natura ou na forma de sucos, sorvetes, doces, geleias e licores, o que gera renda para comunidades como a do Jalapão, no estado do Tocantins, além de constituir importante matéria-prima para as agroindústrias de sucos e sorvetes do Nordeste e Centro-Oeste.

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  4. O pé de mangabeira, a mangabeira pode alcançar até 10 metros de altura e por ter flores bonitas, pode ser utilizada também como planta ornamental. Por que não em nossas cidades?... Do tronco da mangabeira extrai-se o látex, que pode substituir o látex da seringueira, mas com qualidade inferior. Da madeira são feitos caixotes, lenha e carvão. As folhas e a casca da mangabeira são utilizadas em infusões na medicina popular para gripes, doenças epiteliais, úlceras, problemas de rins, cólicas menstruais e câimbras; e as raízes para tratar luxações e hipertensão. É uma árvore melífera.

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  5. Outras pesquisas médicas recentes mostraram que o chá da mangaba, quando tomado em doses certas, atua no controle da hipertensão. A casca do tronco da mangabeira é encontrada em lojas de produtos naturais e utilizada para controlar diabetes e colesterol. Enfim, tudo se aproveita nesta riqueza natural do nosso país, tão desprezada mas que agora começará a ser revalorizada como um ouro do Cerrado.

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  6. Mande vc tb a sua foto, mensagem, informação ou opinião sobre a mangaba ou a mangabeira aí em sua região: navepad@netsite.com.br

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