sábado, 18 de janeiro de 2014

BOTO CINZA, GOLFINHOS E BALEIAS CADA VEZ MAIS RAROS POR CAUSA DA POLUIÇÃO NO SUDESTE DO PAÍS

Boto Cinza era a espécie mais vista na Baia Guanabara e pode desaparecer de toda a costa fluminense por causa da poluição, principalmente, na Baia de Guanabara: menos de 20% dos recursos disponíveis para despoluição foram realmente investidos no Rio de Janeiro nestes anos

 Lúcia Müzell, da RFI, faz um relato que se destaca entre varios posts de importância no site de assuntos socioambientais neste fim semana, EcoDebate, por aqui no blog da ecologia, levantamos mais algumas fotos e informações para repercutir e debater este problema "que também sinaliza até a pouca chance de existir a nossa vida marítima futura, uma das maiores riquezas em recursos naturais do Brasil", como analisa o repórter e ecologista Padinha que edita o nosso Folha Verde News. Bem, mas a notícia hoje é que um dos símbolos da cidade do Rio de Janeiro corre o risco de desaparecer da costa fluminense. Afetados pela poluição e o desenvolvimentismo, os Botos Cinza estão se tornando raros nas baías de Guanabara e Sebatiba. Para tentar reverter a situação, protetores deste golfinho querem inserir o animal na lista de ameaçados de extinção. Agora, a Baía de Guanabara tem apenas 40 Botos Cinza, uma população estimada em até 1.000 nos anos 70. O oceanógrafo José Lailson, coordenador do Laboratório de Mamíferos Aquáticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, explica como os diversos tipos de poluição marinha afetam os golfinhos: “Eles estão entre os animais mais contaminados do planeta. E boa parte destes poluentes mexem com duas coisas críticas em sistemas biológicos: ao atingir o sistema hormonal, afetam os sistemas imune e o reprodutivo e então, o que ocorre não é uma intoxicação pelo poluente, o que acontece é que ela entra na cadeia alimentar, chega ao Boto, ele começa a não reproduzir e a morrer de doenças”...


Uma situação dramática na vida marinha da costa fluminense e de todo o sudeste do país

Botos Cinza cada vez mais raramente aparecem no dia a dia do mar...

...um ser vivo e inteligente que é vital pro equilíbrio ecológico da costa do Brasil

Algumas das espécies de Botos mais típicas de nossa fauna marinha

A despoulição da Baía da Guanabara não acontece e por causa deste crime....


Boto Cinza
...para o Instituto Boto Cinza de 1000 que existiam há 40 anos, hoje restam só 40  na costa do Rio


Especialistas em oceanos advertem que os Botos Cinza não costumam migrar, por isso não escapam da poluição. Ele observa por exemplo que a construção desmedida de empreendimentos na costa não tem respeitado ao longo das últimas quatro décadas a fauna e a flora fluminenses: “Aqui, é muito difícil de as pessoas fazerem uma regulamentação e aplicá-la, porque a todo o momento, licenciam novas obras, constroem-se mais píers de atracamento, se intensificam as dragagens. Com tudo isso, você aumenta o tráfego de embarcações, o que aumenta também a poluição sonora”, comenta o pesquisador Brito Júnior: "Ainda recentemente construíram um píer grande bem na área mais utilizadas sempre pelos Botos".  Na Baía de Sebatiba, a situação não é tão crítica, mas bastante preocupante. A mortandade dos golfinhos é três vezes superior do que o verificado em outras espécies, de acordo com a bióloga Kátia Pereira da Silva, do Instituto Boto Cinza. Mesmo assim, o animal ainda não faz parte das listas oficiais dos ameaçados de extinção, uma bandeira defendida pelos protetores do mamífero: “Infelizmente o Boto Cinza ainda não entrou na lista oficial, por falta de se oficializar os dados para esta entrada. Já está sendo feito um trabalho com os levantamentos de todas as instituições e pesquisadores para que o Boto entre nesta lista, o que é uma condição básica prá mudar essa situação, essa espécie está sofrendo muitos impactos na nossa costa, e a mortalidade dela vem aumentando, com o passar dos anos". Alguns outros especialistas alertam que os índices desta mortalidade se estendem por toda a costa no sudeste do Brasil, advertindo também para os riscos crescentes deste problema, na medida em que as instalações para a extração do Pré-Sal e outros empreendimentos avançam a todo o vapor na costa fluminense e brasileira. "A nossa atual geração poderá ficar marcada na história ambiental do país e do planeta por este crime", comenta aqui o nosso editor Antônio de Pádua Padinha, citando a informação que destaca o blog SOS Rios do Brasil: somente 16,8% da verba disponível para despoluir a Baía da Guanabara realmente foi investida neste sentido. Cá entre nós, esta é a ponta de um iceberg de ilegalidades que cabe ao Ministério Público investigar e a todos nós não nos omitirmos, a bem do ecoturismo no país, do próprio potencial de vida do Atlântico e a favor da vida destes seres vivos de grande beleza e inteligência. Sem eles, não haverá equilíbrio ecológico nem futuro na costa brasileira.

Fontes: RFI
             www.ecodebate.com.br
             http://sosriosdobrasil.blogspot.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. O desrespeito à vida e à ecologia, no caso dos Botos e outras espécies da fauna marinha na costa fluminense e de todo o sudeste do país, é um grave crime ambiental, todas as autoridades governamentais desta área deveriam ser responsabilizadas pelo MPF, fazendo valer a legislação em vigor no Brasil.

    ResponderExcluir
  2. Dentro deste contexto, os problemas que travam a despoluição da Baía de Guanabara ou não impedem que cada vez mais poluam Sebatiba e outras regiões da costa brasileira, tudo isso precisa se tornar um grande processo público de responsabilização de nossas autoridades, por parte do Ministério Público Federal.

    ResponderExcluir
  3. Estamos enviando este post e comentários para a Unic, órgão de comunicação da ONU, no sentido de solicitar a intermediação junto ao Poder Judiciário do país com este objetivo de garantir desde já a vida futura dos recursos naturais marinhos do Oceano Atlântico, na costa do Brasil.

    ResponderExcluir
  4. Recebemos aqui um e-mail de Joana Santos, estudante de Oceanografia na Unicamp, que além do mais, os Botos, Golfinhos e outras espécies são importantes também pela diferença que têm com os humanos, por exemplo, no uso do som como comunicação, feita por um orifício no alto da cabeça destes mamíferos, entre outras coisas: "Mas com certeza essa questão passa por uma investigação do MP, para uma maior responsabilidade das autoridades e um maior número de informações que gerem atitudes da população".

    ResponderExcluir
  5. Mande vc tb a sua mensagem, sua opinião, sua informação ou o seu comentário, enviando o seu e-mail para a redação do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir

Translation

translation