domingo, 19 de janeiro de 2014

HÁ TAMBÉM ATUALMENTE UMA RAZÃO SOCIOAMBIENTAL PARA SER VEGETARIANO

Ecologistas alertam sobre o aumento no consumo da carne: a destruição do meio ambiente e prejuízo na vida dos mais pobres

Há razões médicas ou científicas, também motivos religiosos e culturais (como se ligar na prática da não-violência), bem como até, motivações estéticas ou econômicas, mas agora, uma razão a mais, ambientalistas da Alemanha estão alertando que o aumento mundial do consumo de carne contribui para a destruição do meio ambiente e prejudica a qualidade de vida da população mais pobre. Segundo um estudo da organização Bund, a Fundação Heinrich Böll, ligada ao Partido Verde alemão, e o jornal francês Le Monde Diplomatique, até meados deste século, agricultores e empresas agrícolas em todo o mundo terão que aumentar sua produção dos atuais 300 milhões para 470 milhões de toneladas de carne para satisfazer a demanda global. O Fleischatlas (“Atlas da carne”), divulgado agora é uma coletânea de dados sobre o consumo e a produção de carne no mundo. Através de estatísticas, textos e gráficos, o documento, publicado pelo segundo ano seguido, busca alertar para os efeitos colaterais do crescimento dessa indústria.
A publicação aponta que, enquanto na Europa e nos Estados Unidos o consumo de carne vem estagnando, nos países em desenvolvimento, ele aumenta, sendo impulsionado sobretudo pela crescente classe média.
Até 2022, cerca de 80% do crescimento no setor serão originados dessas economias, principalmente na Ásia. Também no Brasil e na África do Sul, integrantes dos chamados países Brics, juntamente com Rússia, Índia e China, a demanda deve subir em ritmo constante. Para poder saciar a demanda e alimentar os animais, só a produção de soja teria que ser quase duplicada, passando dos atuais 260 milhões de toneladas para 515 milhões de toneladas. Esse desenvolvimento pode acarretar um aumento do desmatamento de florestas para ampliação de espaços destinados a pecuária ou a monoculturas de grãos para produção de ração animal. As consequências são uma produção de carne em grande escala que provoca, cada vez mais, efeitos colaterais indesejados, como uso abusivo de antibióticos e de hormônios de crescimento. O texto também alerta para um crescente uso de terras aráveis ​​para a produção de ração animal, o que reduziria as áreas destinadas à plantação de alimentos, causando, consequentemente, um aumento do preço de produtos da cesta básica. “Cerca de 70% das áreas cultiváveis no mundo já são utilizadas para o plantio de ração animal”, critica a especialista da Bund Reinhild Benning. O estudo observa que essas áreas poderiam ser utilizadas mais eficientemente para produzir alimentos. Também são citadas ameaças para o solo, para os lençóis freáticos e o aumento da contaminação ambiental através de pesticidas. Além disso, a publicação prevê o aumento dos preços dos alimentos básicos, devido à diminuição das áreas cultiváveis para comida destinada ao consumo humano.  Barbara Unmüssig, diretora na Fundação Heinrich Böll, critica as dimensões “cada vez mais absurdas” da industrialização da produção de carne, que levam a uma competição entre ração animal e cultivo de alimentos para a população. Ela lembra que atualmente, só na produção europeia de carne, já são necessários cerca de 16 milhões de hectares para cultivo de soja. A especialista prevê um grande encarecimento dos alimentos caso a produção anual de carne chegue aos 470 milhões de toneladas prognosticados pelo Fleischatlas. “A ração necessária para alimentar a produção adicional de 150 milhões de carne por ano levará a uma explosão dos preços de terras e de alimentos”, alerta Unmüssig. “A conta para a fome global por carne é paga pelos mais pobres, que são levados a sair de suas terras e cada dia podem comprar menos alimentos, devido aos altos preços". Ela pede uma mudança de costumes, no caso, na Alemanha, país que está entre os líderes na Europa no consumo e produção de carne. O consumo per capita no país é de 60 quilos por ano, tendo apresentado uma ligeira queda de 2,5 quilos. Ela pede que os alemães passem a comer carne pelo menos somente uma vez por semana."Por estas informações, existe uma razão a mais para ser vegetariano, a luta socioambiental para mudar e avançar a atual realidade", comenta pór aqui no Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ativista da não-violência e por sinal, vegetariano há mais de 20 anos.

As questões ligadas à saúde são ainda a principal força da alimentação vegetariana




Einstein, Gandhi e líderes em todo mundo foram vegetariano, Thomaz Novelino foi um dos pioneiros aqui no interior

Fontes: Bund (Fundação Heinrich Böll)
             www.terra.com.br
             www.ambientebrasil.com.br
             www.vegetarianismo.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com


Os 21 principais motivos para você não comer carne segundo o site dos vegetarianos



1- Evitar carne é um dos melhores e mais simples caminhos para cortar a ingestão de gorduras. A criação moderna de animais provoca artificialmente a engorda para obter mais lucros. Ingerir gordura animal aumenta suas chances de ter um ataque cardíaco ou desenvolver câncer.
2- A cada minuto todos os dias da semana, milhares de animais são assassinados em abatedouros. Muitos sangram vivos até morrer. Dor e sofrimento são comuns. Só nos EUA, 500.000 (meio milhão)  de animais são mortos a cada hora!
3- Há milhões de casos de envenenamento por comida relatados a cada ano. A vasta maioria é causada pela ingestão de carne.
4- A carne não contém absolutamente nada de proteínas, vitaminas ou minerais que o corpo humano não possa obter  perfeitamente de uma dieta vegetariana.  
5- Os países africanos - onde milhões morrem de fome - exportam grãos para o primeiro mundo para engordar animais que vão parar na mesa de jantar das nações ricas.
6- "Carne" pode incluir rabo, cabeça, pés, reto e a coluna vertebral de um animal.
7- Uma salsicha pode conter pedaços de intestino. Como alguém pode estar certo que os intestinos estavam vazios quando utilizados? Você realmente quer comer o conteúdo do intestino de um porco?  
8- Se comêssemos as plantas que cultivamos ao invés de alimentar animais para corte, o déficit mundial de alimentos desapareceria da noite para o dia. Lembre-se que 100 acres de terra produz carne suficiente para 20 pessoas, grãos suficientes para alimentar 240 pessoas!
9- Todos os dias dezenas de milhões de pintinhos de apenas 1 dia de vida são mortos apenas por que não podem botar ovos. Não há regras para determinar como ocorre a matança. Alguns são moídos vivos ou sufocados até a morte. Muitos são utilizados como fertilizantes ou como ração para alimentar outros animais.
10- Os animais que morrem para a sua mesa de jantar morrem sozinhos, em pânico e terror, em profunda depressão e em meio a grande dor. A matança é impiedosa e desumana.
11- É muito mais fácil ser e manter-se elegante quando se é vegetariano.
12- Metade das florestas tropicais do mundo foram destruídas para fazer pasto para criar gado para fazer hambúrguer. Cerca de 1000 espécies são extintas por ano devido à destruição das florestas tropicais.
13- Todos os anos 400 toneladas de grãos alimentam animais de corte - assim os ricos do mundo podem comer carne. Ao mesmo tempo, 500 milhões de pessoas nos países pobres morrem de fome. A cada 6 segundos alguém morre de fome por que pessoas no Ocidente estão comendo carne. Cerca de 60 milhões de pessoas morrem de fome por ano. Todas essas vidas poderiam ser salvas, porque estas pessoas poderiam estar comendo os grãos usados para alimentar animais de corte se os norte-americanos comessem 10% a menos de carne.
14- As reservas de água fresca do mundo estão sendo contaminadas pela criação de gado de corte. E os produtores de carne são os maiores poluidores das águas. Se a indústria de carne no EUA não fosse subsidiada em seu enorme consumo de água pelo governo, algumas gramas de hambúrguer custariam US$ 35.
15- Se você come carne, está consumindo hormônios que foram administrados aos animais. Ninguém sabe os efeitos que estes hormônios causam à saúde. Em alguns testes, um em cada 4 hambúrgueres contém hormônios de crescimento originalmente administrados ao gado.
16- As seguintes doenças são comuns em comedores de  carne: anemias, apendicite, artrite, câncer de mama, câncer de cólon,  câncer de próstata, prisão de ventre, diabetes, pedras na vesícula, gota, pressão alta, indigestão, obesidade, varizes. Vegetarianos há longo tempo visitam hospitais 22% menos que carnívoros e por pouco tempo. Vegetarianos têm 20% menos colesterol que carnívoros  e isso reduz consideravelmente ataques cardíacos e câncer .
17- Alguns produtores usam calmantes para manter os animais calmos. Usam antibióticos para evitar ou combater infecções. Quando você come carne, está ingerindo estas drogas. Na América do Norte 55% de todos os antibióticos são dados a animais de corte, e a porcentagem de infecções por bactérias resistentes a penicilina avançou de 13% em 1960 para 91% em 1998.
18- Num período de vida um comedor de carne médio terá consumido 36 porcos, 36 ovelhas e 750 galinhas e perus. Você deseja tanta carnificina em sua consciência!?
19- Os animais sofrem dor e medo como nós. Passam as últimas horas de sua vida trancados em um caminhão, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte ensopado de sangue. Quem come carne sustenta o modo como os animais são tratados.
20- Animais com um ano de vida são freqüentemente muito mais racionais - e capazes de pensamento lógico  do que bebês humanos de 6 semanas. Porcos e ovelhas são muito mais inteligentes do que criancinhas. Comer esses animais é um ato bárbaro.
21- Vegetarianos são mais aptos fisicamente do que comedores de carne. Muitos dos mais bem-sucedidos atletas do mundo são vegetarianos.  (Fonte: www.vegetarianismo.com.br)

7 comentários:

  1. Trata-se também de uma questão cult: a tendência cultural e alimentar que mais cresce nos países mais desenvolvidos é a dieta vegetariana, algo que se explica em especial pelos ganhos na saúde da pessoa.

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  2. Mas com certeza, estes argumentos dos ecologista alemães têm todo fundamento e são novas motivações para você pelo menos questionar o atual padrão alimentar e pesquisar a alimentação vegetariana.

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  3. É possível pensar que a causa da fome no mundo (seis bilhões de pessoas, 800 milhões com fome crônica) seja a falta de alimentos, mas também há um novo ângulo nisso: os grãos produzidos no planeta estão sendo roubados da humanidade para alimentar os animais para o consumo humano. De fato, metade dos grãos produzidos no mundo é consumida por animais...

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  4. Dos 850 milhões de hectares do território brasileiro, 250 milhões são usados como pasto; na agricultura, só 50 milhões. E de toda a produção agrícola do país, 44% - quase a metade - são desviados para alimentar animais “de corte”. Dá para entender por que não sobra para a produção de alimentos que, aumentada, faria cair o preço e faria crescer a saúde da população mais pobre.

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  5. O nosso editor de conteúdo, o ecologista Padinha prefere dizer que o consumo de carne é estimulado pela mídia e pela moda, faz parte da cultura da violência, crescente no país e no planeta...

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  6. A carne é um “alimento” elitista que rouba os recursos do planeta. Se uma área de terra qualquer for usada para a criação de gado e a sua carne alimentar ao final 100 pessoas, a mesma área usada para o cultivo de grãos alimentaria 1400 pessoas. A proporção é essa: 1 para 14. Essa é a verdadeira razão oculta da fome no planeta.
    Um terço das terras cultiváveis da Terra é usado para a produção de alimento para o gado (dados da FAO). Podemos então fazer uma relação simples: Cinco bilhões e 200 mil terráqueos que comem normalmente são alimentados com 2/3 da produção agrícola.

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  7. Mande vc tb a sua opinião sobre esta pauta de hoje do nosso blog enviando o e-mail para navepad@netsite.com.br

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