quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

MATANÇA DE GOLFINHOS DEMONIZA IMAGEM DOS JAPONESES E PRECISA PARAR

Yoko Ono contra matança de Golfinhos que continua no Japão

Um grupo de ativistas luta agora e desde o final de 2013 e mais ainda nestas primeiras semanas de 2014 contra a matança de golfinhos tradicional no Japão, entre eles, Yoko Ono, mas também Ric O'Barry, considerado um dos maiores defensores do mundo desta espécie e o ex-baterista do Guns N' Roses, Matt Sorum. Eles e outros ecologistas, artistas e cientistas  estão nestes dias em Taiji, em Wakayama, onde a temporada de caça começou, apesar dos protestos contra esta violência que estão sendo feitos em várias regiões do planeta e em especial nas redes sociais da Internet, que na visão de muita gente, se transformou também no reino da ecologia. Pelo menos, da luta pela ecologia. 

A violência contra os Golfinhos choca as crianças e a opinião pública no Japão e em todo o mundo


A artista japonesa Yoko Ono, ex-companheira de pacifismo de John Lennon, publicou agora uma carta em seu site na qual pede aos pescadores da cidade japonesa de Taiji que deixem a caça anual de Golfinhos, já que considera que esta prática alimenta o ódio de outros países em relação ao Japão. Na carta, dirigida aos pescadores e ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, Ono diz compreender o desgaste que a pressão "unilateral do Ocidente" para pôr fim a "tradicional captura e massacre de Golfinhos" gera em Taiji. Pede que observem a situação de um ponto de vista "mais amplo" e compreendam que o Japão necessita "da simpatia e da ajuda do resto do mundo". A cara nos chega via a agência de notícias Reuters e aqui na redação do blog Folha Verde News, nosso editor o repórter Antônio de Pádua Padinha (ligado ao movimento da não-violência) comenta que faz questão de divulgar este documento: " É muito expressiva a posição de Yoko Ono, Taiji e aliás o planeta todo precisam entender que a proteção da natureza, não só dos Golfinhos mas de todos os seres vivos, hoje é fundamental para o reequilíbrio do meio ambiente precário e a própria chance de vida e futuro de nossa espécie e da própria Terra". 
Taiji, considerado o berço da pesca de cetáceos no Japão, realiza há décadas a caça de Golfinhos. Parte deles são vendidos a zoológicos e aquários de todo o mundo antes do restante ser destinado ao consumo humano. "A forma como estão insistindo em matar tantos Golfinhos e sequestrá-los para vender a zoológicos", disse Ono, "fará com que as crianças do mundo odeiem os japoneses pelo resto dos tempos". Autoridades e pescadores japoneses de Tiaji defendem a pesca de Golfinhos como atividade econômica e como uma tradição cultural do seu povo. Mas a carta de Yoko Ono, que repercutiu via a web em todo o mundo, finaliza com o pedido de acabar com o ritual realizado uma vez por ano e "considerado como um sinal de arrogância, ignorância e amor pela violência por parte do Japão". Assim, a famosa e histórica ativista se une à embaixadora dos EUA no Japão, Caroline Kennedy, que no fim de semana passada agora qualificou de "desumana" esta tradição em sua conta no Twitter e lembrou que Washington não permite esta prática, abominada na maior parte dos países. Já o ministro porta-voz do Japão, Yoshihide Suga, disse que a atividade "tradicional" é realizada dentro da legalidade e que Tóquio "apresentará sua posição para os americanos e para o mundo". De acordo com a organização ambientalista Sea Shepherd, os pescadores de Taiji já começaram a matar muitos dos cerca de 250 golfinhos que capturaram desde a semana passada. A pesca em águas pouco profundas de golfinhos e pequenos cetáceos é realizada em Taiji por meio de um método tradicional inventado na cidade, no qual várias embarcações criam um muro de som que empurra os animais para a baía, onde são selecionados e, em seguida, capturados. O filme americano "A Cova", ganhador do Oscar em 2009 de melhor documentário, contribuiu para expor a prática, que desde então foi muito criticada no mundo por sua violência e por estar na contramão do ambientalismo, considerado comoum dos fatores de desenvolvimento sustentável na atualidade.  Na baía de Taiji, 10% dos Golfinhos que já foram capturados, acabaram sendo mortos para consumo, a maior parte esta sendo comercializada viva para parques aquáticos. Depois do movimento agora em Taiji essa história de violência pode começar a mudar.

Matança de golfinhos continua no Japão apesar das críticas internacionais
Imagem da Reuters documentou agora a captura de golfinhos em Taiji apesar dos protestos  
Os simpáticos Golfinhos tornam o Japão antipático por causa da prática na baia de Taiji

O ritual de matança e de violência se repete, o site de assuntos socioambientais brasileiro EcoDebate faz nesta semana uma postagem especial sobre este crime ambiental. Segundo a agência Reuters, pelo menos 200 Golfinhos – incluindo adultos, crias e um golfinho albino, raro, que será mais valioso – estão presos desde sexta-feira na baía de Taiji. A CNN diz que serão 500 os Golfinhos até o fim festa prática.

Fontes: Reuters
             Sea Shepherd
             www.ecodebate.com.br
             CNN
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Além desta matança localizada em Taijin, os Golfinhos e outros cetáceos enfrentam o aumento de grandes redes de pesca no mar. Esta pesca incidental ameaça esta forma inteligente de vida tanto quanto a poluição e a violência do ser humano.

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  2. As redes de pesca no mar (em vários países) já é uma das maiores formas de extinção dos Golfinhos e das Baleias. . Essas redes se estendem por vários quilômetros e são resistentes, os Golfinhos não conseguem atravessá-las. Apesar da apurada audição e da possibilidade de detectar obstáculos previamente através dos ecos dos sons que emitem, Golfinhos e Baleias de variadas espécies, algumas já raras, estão sendo com frequência assim capturados e mortos.

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  3. Para uma solução sustentável deste impasse, favorecendo a pesca e livrando Golfinhos e Baleias da morte, encontram-se em estudo novos tipos de redes e de estratégias que possam facilitar a identificação e a fuga das redes pelos cetáceos, mas os resultados ainda não apareceram. E a violência continua, inclusive com o uso excessivo de redes.

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  4. Outra questão a ser considerada é na dimensão da educação ambiental: a entidade Sea Shepherd acredita que a indústria de entretenimento de Golfinhos em cativeiro, bem como de outros cetáceos, estão sentindo a pressão de pessoas informadas de todo o mundo que querem estes seres inteligentes em liberdade. A IMATA, associação de treinadores de Golfinhos e Baleias, está tendo que se justificar diante dos argumentos crescentes de que eles estão prejudicando mais do que ajudando os Golfinhos e a ecologia. Porém, se trata der uma industria de entretenimento...

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  5. Mande vc tb aqui pro e-mail do nosso blog o seu comentário, a sua informação, opinião ou mensagem: navepad@netsite.com.br

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