domingo, 12 de janeiro de 2014

MAU SINAL PARA A MATA ATLÂNTICA: AS ONÇAS PINTADAS ESTÃO DESAPARECENDO DE VEZ

Extinção do maior predador e símbolo das matas brasileiras é o destaque negativo da semana

A National Geographic acaba de publicar um artigo que apesar de tantas advertências feitas pelos ecologistas nos últimos 30 anos, agora parece ser algo definitivo e infeliz: a onça pintada pode desaparecer totalmente da Mata Atlântica. Um dos símbolos do Parque Nacional do Iguaçu - que é um dos pontos remanscentes dessa mata típica brasileira - está em grande perigo. Aliás, ambas estão, toda  a flora e fauna, correm muito risco de extinção. "A concretização deste fato, que já era previsível, o que não tira nem diminui a gravidade disto, poderá significar um marco na desnatureza, uma precipitação do fim da nossa natureza brasileira", comenta aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha diante do alerta geral feito no site nacional de assuntos socioambientais EcoDebate, na revista Science, na National Geografic e também por mensagens que recebemos de e-mails  enviados por ativistas da ecologia que vivem  e atuam localmente na região da Foz do Iguaçu, que há muitos anos vem se deteriorando como habitat de variadas espécies nativas de seres vivos. É neste contexto que a onça pintada corre sério risco também , tanto quanto a natureza do Brasil.

Foto de João Sérgio de Barros/National Geografic feita ainda nesta semana sob o impacto desta noticia lamentável para a nossa ecologia
O impacto desta notícia, já esperada, é muito grande no país e em todo o planeta: este último alerta foi feito originalmente pela revista Science, com uma carta de cientistas que afirmam a estimativa de apenas 250 animais adultos vivos em todo o território, distribuídos em oito populações isoladas. E, segundo constataram os pesquisadores, nem 50 dessas onças estão se reproduzindo. A Mata Atlântica pode ser "o primeiro bioma tropical a perder seu principal predador". Um passo rumo a seu próprio fim. A estratégia agora por indicação dos pesquisadores seria a de se elaborar, com a participação do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap), um plano de conservação da onça-pintada e do seu habitat. "De acordo com os especialistas, a medida mais urgente a ser tomada para salvar a onça-pintada seria o aumento da fiscalização para evitar a perda de indivíduos tanto pela caça quanto pela redução do ambiente causada pelo desmatamento ilegal ou por problemas como agrtóxicos". 
 
Ícone da natureza do Brasil virou hoje último alerta sobre o seu fim
  
Fontes: National Geofrafic/Revista Science
             www.ecodebate.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com 
 


8 comentários:

  1. Ícone da natureza vira alerta sobre a desnatureza ou o fim de vários biomas e da biodiversidade nativa do país: não existe pior notícia para a última ecologia que sobrevive no Brasil.

    ResponderExcluir
  2. De repente, esta violência contra a ecologia tem pelo menos um lado positivo, gritar pela urgência urgentíssima de se implantar no Brasil um programa governamental de desenvolvimento sustentável, que torne possível o aumento econômico brasileiro sem destruir o último equilíbrio ecológico daqui, que já foi o país da natureza.

    ResponderExcluir
  3. A extinção da onça pintada é o sinal que faltava para acordar governos, ruralistas, empresários, população em geral para o apocalípse da Nação, sem a nossa natureza o Brasil também não sobreviverá.

    ResponderExcluir
  4. Nós temos aqui alertado também em outros posts com o enfoque que, se também o índio acabar, isso decretará mais rapidamente o total desequilíbrio socioambiental no país.

    ResponderExcluir
  5. Mande sua mensagem, informação ou opinião aqui prá redação do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  6. De acordo com Ronaldo Gonçalves Morato, coautor do texto e chefe do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), entre as principais causas do declínio estão a perda de habitat resultante do desmatamento e da fragmentação da mata e também a caça. Estima-se que, atualmente, reste apenas entre 7% e 12% da cobertura original da Mata Atlântica. O impacto do desaparecimento da onça-pintada para o ecossistema local é difícil de prever, conforme ele comunica, mas certamente o saldo será negativo. “Quando um grande predador desaparece, pode haver explosão nas populações de herbívoros, como veados, catetos e queixadas. Em excesso, esses animais acabam consumindo todo o sub-bosque da floresta e isso implica em perda da capacidade de recomposição e perda de estoque de carbono. Em longo prazo, pode levar à quebra da dinâmica da floresta”, opinou Morato.

    ResponderExcluir
  7. Pedro Manoel Galetti Junior, professor do Departamento de Genética e Evolução (DGE) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) de sua parte comenta que o desaparecimento da onça pintada pode ainda causar aumento desmedido nas populações de predadores intermediários, como jaguatiricas e outros carnívoros. Por sua vez, isso poderá levar a um aumento na predação de ninhos e, potencialmente, à extinção local de muitas aves, importantes dispersoras de sementes, e alterar até a estrutura da vegetação. “O predador de topo de cadeia tem um papel de regulação do ecossistema e, quando ele desaparece, um distúrbio é criado. Isso pode causar a extinção de algumas espécies, até que o ecossistema encontre um novo equilíbrio”, disse Galetti, que coordena pesquisa apoiada pela FAPESP e realizada no âmbito do Sisbiota – programa lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que reúne vários pesquisadores de diversos estados, contando em São Paulo com financiamento da FAPESP.

    ResponderExcluir
  8. O Instituto Mamirauá está monitorando um tipo raro de onça na Amazônia: a onça-preta. O monitoramento vem sendo possível desde outubro, quando o espécime foi capturado em uma das trilhas de pesquisa da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. Pesquisadores instalaram uma coleira de rádio GPS no animal e sua posição é conhecida a cada dois dias. Das 15 onças-pintadas capturadas e soltas com chip desde o início da pesquisa em 2008, apenas uma era preta. A onça-preta capturada foi o primeiro animal que teve o colar GPS instalado nesta campanha. As atividades serão retomadas em fevereiro, quando se pretende instalar mais quatro colares. “Apesar de serem frequentemente confundidas como uma espécie distinta da onça-pintada (Panthera onca), as onças-pretas são, na verdade, indivíduos melânicos de onça-pintada que desenvolvem esta característica por causa de uma mutação”, disse o pesquisador Emiliano Esterci Ramalho, responsável pelo projeto que estuda a ecologia da onça-pintada nas florestas inundáveis de várzea da Amazônia. (www.ambientebrasil.com.br)

    ResponderExcluir

Translation

translation