sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O PLANTIO DE FLORES NATIVAS ENTRE OUTRAS PLANTAÇÕES PODE CONTER O SUMIÇO DAS ABELHAS?


Urgente conter o sumiço das abelhas que tem causas ambientais segundo os cientistas: já há alternativas de solução como evitar pesticidas, fungicidas e cultivar muitos campos floridos...


O sumiço em massa das abelhas e o temor pela perda de frutas e legumes que não seriam mais polinizados isso é real mas ao mesmo tempo, no Brasil e no mundo inteiro, a população de abelhas produtoras de mel cresceu cerca de 7% nos últimos 10 anos. Segundo o biólogo Peter Rosenkranz, da Universidade de Hokhenheim (Alemanha), a razão desse crescimento é o aumento do número de apicultores. Já o sumiço das abelhas é um  fenômeno já explicado por pesquisas feitas na Universidade de Maryland (Estados Unidos): não é p aquecimento global nem o Wi-Fi, a causa, uma combinação de pesticidas e de fungicidas que contaminam o pólen coletado pelas abelhas. "Pelas últimas informações, entre 10 milhões e 20 milhões de colmeias foram dizimadas no planeta, causando um prejuízo de muitos milhões e danos incalculáveis ao ecossistema de várias regiões da Terra, inclusive por aqui na nossa macrorregião, entre a Serra da Canastra e o Rio Grande", comenta aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. A seguir um resumo do que estão informando sites como o Terra e o Ambiente Brasil sobre estes dois assuntos até que um tanto contraditórios, o sumiço das abelhas e o aumento da apicultura, importante também pela produção de mel e própolis, produtos fundamentais para a medicina natural e a qualidade de vida atualmente em todos os países. Confira a seguir, inclusive a informação sobre o plantio orgânico ou nativo de corredores ou canteiros de flores até entre canaviais e todo tipo de plantações.

Além da polinização, da beleza, da saúde, abelhas adubam e fertilizam plantações

O sumiço de abelhas é dano para a agricultura e todo o meio ambiente

Nativas ou na apicultura, as abelhas são vitais para os ecosistemas e o futuro da vida  


Canteiros ou corredores de flores orgânicas no meio de plantações e até em canaviais, uma solução

Os apicultores precisam conviver com grandes perdas todos os anos, pois muitos desses insetos voltam debilitados devido a produtos químicos e ao parasita conhecido como Varroa destructor. E, no inverno, uma grande quantidade desses insetos morre. Em determinados anos, essa taxa chega a 30% da população total. Na primavera, a população das colméias precisa ser substituída.A quantidade populacional nas espécies selvagens também é um grande problema. Somente na Alemanha, existem mais de 500 espécies selvagens, entre elas estão também os zangões (conhecidos também como mamangabas em países como Brasil e Portugal). Principalmente em regiões de atividade agrícola intensa, onde são usadas grandes quantidades de pesticidas, quase não há mais abelhas nativas. E elas são vitais para o setor agrícola.  Com a polinização das plantas pelas abelhas, os apicultores recebem pólen e mel. Ao mesmo tempo, o processo rende colheitas lucrativas para os agricultores. Segundo Rosekranz, essa é uma situação onde todos lucram, mas ainda há “um potencial inexplorado para aumentar a produtividade” sem o uso de pesticidas ou adubo, ou seja, “sem poluir o meio ambiente.” Para isso, são necessárias mais abelhas.E justamente esse é o objeto de pesquisadores que publicaram recentemente um artigo na revista científica Plos One. Eles reivindicam mais desses insetos nas plantações destinadas à produção de biocombustíveis, ou seja, de milho, de girassol e de colza. Para Rosenkranz, essa medida é bastante útil. A produtividade de colza pode ser incrementada entre 30 e 40 %, “quando colmeias são formadas seguindo um plano determinado.” Ou seja, os agricultores deveriam comprar de apicultores a quantidade de abelhas que necessitam para o campo. Os insetos ficam encarregados do resto. A polinização como prestação de serviço é uma tendência que está começando na Europa, afirma o biólogo. Em outros países, como Estados Unidos ou China, essa prática já é conhecida há vários anos”. Existem alternativas. É possível plantar flores entre as plantações destinadas à produção de biocombustível, por exemplo. nos canaviais também.  Mas essa opção diminuiria entre 30 e 40% a produtividade. Porém, em vez da monocultura, o campo teria mais variedade de espécies e por isso ficaria mais saudável mais saudável para as abelhas e para a sustentabilidade agrícola. Porém, para Rosenkranz, os ruralistas não veem a variação de espécies como algo positivo. Segundo ele, é difícil convencê-los a desistir de 5 até 10% dos seus lucros em favor de um campo ecológico florido. Testes dos pesquisadores do Centro Tecnológico Agrícola Augustenberg, em Karlsruhe (LTZ, da sigla em alemão), confirmaram, em  diversas  combinações de flores. Por um lado, para ter um significado ecológico, as flores precisam ser atraentes para as abelhas. Por outro, para uma maior produtividade, poderão até ser utilizadas na produção de energia. Enquanto se discute o plantio orgânico de flores até em meio a plantações de biocombustíveis, canaviais, café, como uma solução sustentável para o aumento das abelhas, sobre o sumiço delas, que ainda é uma realidade em todo o planeta, um novo estudo aponta que o que tem dizimado abelhas nos EUA e no Brasil é algo bem familiar ao nosso cotidiano e que é muito mais difícil de ser combatido. Cientistas da Universidade de Marylanbd (USA) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, além também de pesquisas feitas pela Embrapa, identificaram que uma combinação de pesticidas e fungicidas está contaminando o pólen coletado pelas abelhas para alimentar as colmeias. Os pesquisadores já agora descobriram que abelhas contaminadas com essa mistura se tornam muito mais vulneráveis a uma infecção por um parasita chamado Nosema ceranae, que é um dos maiores responsáveis por CCDs identificadas em outros momentos da história. O pólen analisado no estudo em Maryland, coletado de colmeias na costa oeste dos EUA, estava contaminado com uma média de nove pesticidas e fungicidas, embora em um caso, os cientistas tenham encontrado 21 diferentes químicos agrícolas em apenas uma amostra. Desses químicos, cerca de oito estão associados a maiores riscos de infecção das abelhas pelo parasita, de acordo com o estudo. Para ser mais preciso, abelhas alimentadas com pólen contaminado têm três vezes mais chances de serem infectadas pelo Nosema ceranae. De acordo com os cientistas responsáveis pela pesquisa, as descobertas lançam uma nova luz sob a discussão do uso de pesticidas e fungicidas, da interação entre eles e das orientações que devem seguir nos rótulos dessas substâncias, já que a pesquisa também descobriu que os químicos estão contaminando inclusive espécies próximas aos locais onde os pesticidas estão sendo aplicados diretamente. O melhor mesmo seria o campo optar pela agroecologia, indicam os especialistas.


 Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             www.terra.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com




6 comentários:

  1. Consideramos feliz esta postagem aqui do blog da ecologia porque além de informar causas do sumiço das abelhas (um fenômeno crescente no país e no planeta), ensaiamos soluções sustentáveis para este problema, como campos floridos em meio a outras plantações e aumento da população de abelhas no meio rural, que em alguns casos, podem até servir como adubo ou fertilizante da própria natureza...

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  2. O perigo que o declínio das abelhas e de outros polinizadores representa para o abastecimento alimentar mundial esteve em destaque esta semana quando a Comissão Europeia decidiu banir uma classe de pesticidas suspeita de contribuir para a chamada "desordem do colapso das colônias", comenta a bióloga e autora Elizabeth Grossman: um em cada três pedaços de alimentos ingeridos em todo o mundo depende dos polinizadores, sobretudo abelhas, para uma colheita bem-sucedida econômica e ecologicamente.

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  3. Nos últimos meses, a confusão nos amendoais da Califórnia deu ao mundo um cheirinho daquilo que o futuro poderá reservar para a produção de alimentos se a dizimação disseminada, e ainda desconcertante, de colônias de abelhas continuar. Durante grande parte da última década, os apicultores, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, têm reportado perdas anuais de colmeias na ordem dos 30% ou mais, significativamente acima do que é considerado normal ou sustentável. Porém, este inverno, muitos apicultores dos EUA tiveram perdas de 40 a 50% ou mais, mesmo quando os criadores comerciais de abelhas se preparavam para transportar suas colmeias para o maior evento de polinização do país: a fertilização das amendoeiras da Califórnia. Espalhados por 800.000 acres, os pomares de amendoeiras da Califórnia requerem normalmente 1,6 milhões de colônias de abelhas domesticadas para polinizar as árvores em flor e produzir aquilo que se tornou a maior exportação agrícola além-mar do estado. Contudo, este inverno, devido às perdas alargadas de abelhas chamadas “desordem do colapso das colônias”, os cultivadores de amêndoa da Califórnia conseguiram polinizar sua plantação somente por meio de um intenso esforço nacional para reunirem em conjunto o número necessário de colônias de abelhas saudáveis. ”A longo prazo, se não encontrarmos soluções, poderemos perder muitas abelhas”, diz um especialista nos States e prejudicar radicalmente a agricultura.

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  4. Por aqui em nossa região temos um engenheiro agrônomo da USP, que é apicultor e produtor de mel e própolis, Manoel Eduardo Ferreira Tavares, da Apis Flora, que poderá comentar por aqui o que vem acontecendo no setor, em especial no interior do Brasil.

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  5. Haverá uma escassez de abelhas durante todo um período, analisam pesquisadores diante da situação atual nos EUA. “A capacidade para substituir as abelhas que se perderam se esgotou, por isso o próximo ano é uma grande incógnita. Não sabemos se atingimos um ponto sem retorno ou não"....Esta situação-limite ainda não chegou ao Brasil mas já são urgentes medidas para a proteção e para o aumento das abelhs, para assim ampliar as chances da própria agricultura brasileira.

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  6. Mande vc tb a sua opinião ou comentário pro nosso blog pelo e-mail navepad@netsite.com.br

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