quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

ONU VOLTA A ADVERTIR SOBRE DESIGUALDADE: 1% VERSUS 1%...

Apenas 1% dos mais ricos detém maior parte dos bens globais, alerta relatório da ONU, já a metade mais pobre da população detém apenas 1% dos bens: uma desigualdade insustentável

 É a segunda vez em menos de cinco meses que a Organização das Nações Unidas adverte sobre a desigualdade que desequilibra a economia mundial na atualidade: agora o mais recente relatório da ONU com este mesmo objetivo e mais dados está sendo divulgado por agências de notícias como a Inter Press Service (IPS) no planeta ou a EBC no Brasil: alguns sites socioambientais como o EcoDebate e também o Envolverde procuram destacar a informação de muita importância, "mas parece que a chamada grande mídia parece omitir esta advertência, é um alerta fundamental para todos em todo o mundo", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania - Folha Verde News - o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. Síntese do relatório da ONU: apenas 1% dos mais ricos concentra mais de 40% dos bens, enquanto que mais da metade da população fica somente com 1% das riquezas...O relatório do PNUD pede adoção de padrões de crescimento inclusivo, aponta que a desigualdade de renda aumentou demais entre 1990 e 2010, exigindo redistribuição de renda e mudança no padrão da atual economia, sugere diante desta realidade o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Moradores de rua no Distrito Federal. Foto: EBC
Esta foto da EBC de moradores de rua em Brasília corre o mundo
A violência da desigualdade gera revolta também no Brasil...

...e em vários países,onde o Relatório do PNUD soa como alerta máximo

 ONU divulga relatório sobre urgência de mudanças em todo o planeta

A redução sustentada da desigualdade requer uma mudança para padrões de crescimento mais inclusivos – apoiados por políticas redistributivas e mudanças nas normas sociais – afirma o relatório lançado nesta semana pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).  O 1% mais rico da população mundial detém cerca de 40% dos bens globais, enquanto a metade mais pobre é dona de apenas 1%. O relatório – intitulado “Humanidade dividida: Confrontando a desigualdade nos países em desenvolvimento”  mostra que, se não for controlada, a desigualdade pode minar as bases para o desenvolvimento, causando violência e invibializando a paz social em cada país em diferentes graus: “As desigualdades nos níveis atuais são injustas e, como demonstrado neste relatório, elas também podem impedir o progresso humano”, argumentou a executiva do PNUD, Helen Clark. “O relatório explora as causas e consequências das desigualdades que nos dividem – dentro e entre países – e  explica que não há nada inevitável sobre a desigualdade crescente". O estudo mostra que a desigualdade de renda aumentou em 11% nos países em desenvolvimento entre 1990 e 2010 e esta tendência continua nesta década agora. Uma maioria significativa das famílias nos países em desenvolvimento – mais de 75% da população – vivem atualmente em sociedades onde a renda é mais desigualmente distribuída do que era na década de 1990.
Neste contexto crítico, o estudo destaca alguns casos positivos e que a crescente desigualdade não parece ser um resultado que chega a ser inevitável do crescimento. Apesar de um crescimento contínuo na década de 2000, alguns países foram capazes de reverter a mudança na desigualdade, com uma queda na desigualdade de renda. Na Argentina e no Brasil, o índice de Gini – que mede a concentração de renda – caiu substancialmente 46,5 para 38,8 e 54,2 para 45,9, respectivamente, enquanto na Bolívia e no México de 46,5 para 42,5 e 53,2 para 48,2, respectivamente. O efeito do salário mínimo sobre a desigualdade no Brasil é um outro exemplo considerado interessante pela ONU. Entre 2003 e 2010, o salário mínimo real aumentou 80% aqui em nosso país, destacado neste ponto.Um item do estudo analisou a desigualdade de renda entre 1995 e 2009 descobriu que dois terços dessa redução foi devido a melhorias nos ganhos no mercado de trabalho, enquanto que um terço foi devido a transferências de dinheiro. Aumentos do salário mínimo foram, segundo as Nações Unidas, os responsáveis por um quarto do efeito no mercado de trabalho e, por extensão, por 16% da redução total da desigualdade. Esse aumento no salário mínimo também pode ter outras conotações positivas. Segundo o relatório acredita, há evidências de que, servindo como um ponto de referência para as negociações salariais individuais, o salário mínimo poderá vir a ajudar a aumentar inclusive também a renda dos trabalhadores informais. Os controles de capital e outras medidas mais amplas também se tornaram mais populares nos últimos anos. Países como a Indonésia, Coreia do Sul, Brasil e Tailândia, por exemplo, introduziram medidas defensivas contra os fluxos de capital, reduzindo a fragilidade financeira, o risco cambial e as pressões especulativas. O documento ainda vê  em alguns outros países como “especialmente importante” a criação de espaços políticos para a redução da desigualdade, “mecanismos que garantam a participação da sociedade civil nos debates políticos sobre os planos nacionais de desenvolvimento e na definição das prioridades do orçamento”. E Apesar da queda geral nas taxas de mortalidade materna na maioria dos países em desenvolvimento, as mulheres nas áreas rurais ainda têm até três vezes mais probabilidades de morrer durante o parto do que a mulher urbana. As mulheres também estão participando mais na força de trabalho, mas permanecem desproporcionalmente representadas no emprego vulnerável e sub-representadas entre os decisores políticos, continuando a ganhar muito menos do que os homens. Evidências de países em desenvolvimento mostram que, em algumas regiões, crianças mais pobres têm até três vezes mais probabilidade de morrer antes do quinto aniversário do que crianças mais ricas. A proteção social foi estendida, mas as pessoas com deficiência são até cinco vezes mais propensas do que a média a terem despesas de saúde catastróficas. A alta desigualdade prejudica o desenvolvimento impedindo o progresso econômico, enfraquecendo a vida democrática e ameaçando a coesão social.  E apesar da redistribuição continuar muito importante para a redução da desigualdade, uma mudança é necessária para um padrão de crescimento mais inclusivo, que aumenta os rendimentos das famílias pobres e de baixa renda mais rápido do que a média, a fim de reduzir de forma sustentável a desigualdade. Em um debate que envolveu quase 2 milhões de pessoas em todo o mundo, constatou-se que as pessoas estão exigindo uma voz nas decisões que afetam suas vidas. As pessoas estão indignadas, indicou a pesquisa, com a injustiça que sentem por causa do aumento das desigualdades e inseguranças que existem, especialmente para as pessoas mais pobres e marginalizadas. O relatório analisa as tendências globais da desigualdade, identificando as suas causas e extensões, o seu impacto e os meios pelos quais eles podem ser reduzidos.
Após ilustrar os resultados de uma investigação do ponto de vista dos formuladores de política sobre a desigualdade, o relatório conclui com um quadro político global abrangente para enfrentar a desigualdade em especial nos países em desenvolvimento como nosso país. Vale muito consultar estas informações, pode ser vitais para mudar esta realidade que chegou a uma situação-limite. 

 Fontes: www.onu.org.br
             Inter Press Service (IPS)
             www.ecodebate.com.br
             Agência Brasil (EBC)
             http://folhaverdenews.blogspot.com
      

5 comentários:

  1. Estes dados, informações e comentários podem alimentar a criação de um programa de desenvolvimento sustentável, também por aqui no Brasil, por sinal, agora em 2014, em ano de eleição.

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  2. Relatórios como este da ONU podem ajudar a mudança da realidade e a criação do futuro nos países em desenvoilvimento, como o Brasil, onde o futuro realmente ainda não está garantido diante de variados problemas socioambientais e econômicos.

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  3. No site socioambiental EcoDebate há o seguinte comentário: O relatório analisa as tendências globais da desigualdade, identificando as suas causas e extensões, o seu impacto e os meios pelos quais eles podem ser reduzidos. Após ilustrar os resultados de uma investigação do ponto de vista dos formuladores de política sobre a desigualdade, o relatório conclui com um quadro político global abrangente para enfrentar a desigualdade nos países em desenvolvimento.

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  4. Você que quer mais informações e dados sobre este relatório pode consultar o seu original, acessando no site www.undp.org o estudo ali intitulado "Humanity divided: confront iginequality in developing countries". Um documento importante da ONU.

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  5. Mande vc tb o seu comentário ou a sua informação e opinião ou mensagem aqui pro nosso blog: navepad@netsite.com.br

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