sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

UMA NOVA MÚSICA SUSTENTÁVEL AO MESMO TEMPO ELETRÔNICA E ACÚSTICA

Síntese entre som eletrônico e música acústica destaca Maria Luíza Jobim aqui e nos States

"Eu sou mais uma gringa na música", afirma Maria Luíza que quase só compõe e canta em inglês, mas não é este o ponto que justifica o seu sobrenome, Jobim: filha do grande maestro, criador da Bossa Nova ao lado de João Gilberto, a menina Marilu virou mulher. "Ela tentou fugir do mercado musical mas o DNA falou mais alto, junto com o produtor Lucas Paiva cada vez mais foi se dedicando aos eletrônicos e instrumentais, mas já inovando porque ao invés de um som pesado como na maioria do pop digital de hoje em dia em todo o planeta, Maria Luíza Jobim prefere um tom musical mais suave...Tom Jobim", escreve aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que conheceu Antônio Carlos Jobim, no Rio, na época para uma reportagem sobre a Bossa Nova, no Globo Repórter e Fantástico, depois também para a Band. Padinha veio a saber, desde o show de Maria Luíza em BH que ela havia abandonado Arquitetura para se dedicar ao projeto de música e que agora voltou a estudar Letras, na PUC do Rio, talvez pensando em profissionalizar o seu domínio das palavras em inglês e em português: "O show dela com Paiva e músicos instrumentistas ao vivo no Circo Voador, palco mágico do Rio de Janeiro, parece encaminhar o trabalho desta dupla pop digital para algo mais: assim como o Maestro Jobim fundiu o fox com o samba para criar a Bossa Nova, parece que Luíza está sintetizando um novo som contemporâneo e sustentável, misturando acústico e eletrônico, digital e analógico, internacional e brasileiro, creio estar nascendo um novo caminho na música agora, em bora, assim como Jobim, ela atua mais com a intuição do que com o marketing, fala pouco sobre as suas procuras e pesquisas, mas está claro quando o grupo começa a tocar e ela a cantar", argumenta Antônio de Pádua Padinha, que conheceu a caçula de Tom Jobim ainda criança e diz não ter se surpreendido com o que está vendo agora: "Um crescimento cultural digno do Maestro do Brasil", resume Padinha, aqui no blog, onde ele posta também algumas informações do Portal Uai e do site do jornal Diário de Pernambuco que até ao contrário da grande mídia nacional, também comemoraram com entusiasmo o lançamento do EP Opala, de Maria Luíza Jobim e Lucas Paiva. Nos Estados Unidos já há uma expectativa em torno deste trabalho que foge da rotina do pop digital e até do mercado da música porque contém, conforme ele busca explicar, a pureza da inovação. Convém então ficar atento ao trabalho de Maria Luíza Jobim.


A garotinha Marilu do maestro Tom se transformou na música Maria Luíza Jobim

Talvez ela venha a repetir o sucesso da bossa Garota de Ipanema inovando o pop digital....
 

 

 (Jorge Bispo/Divulgação)
...lado a lado com Lucas Paiva, seu parceiro e produtor nesta inovação sonora


Poesia sonora em vez de um som digital truculento, até lembra o espírito lúdico de Tom Jobim
 
Mas até o ecologista e produtor cult Padinha reconhece que definitivamente, ela não é mais aquela menina do ‘cabelo amarelo e zóio cor de chuchu’, cantada em verso e prosa pelo pai, o maestro e compositor, líder da Bossa Nova, que via o Brasil ganhou o mundo. Maria Luiza, de 26 anos, virou gente grande e é hoje uma das promessas da música eletrônica. Só que é uma outra música eletrônica. Ao lado do parceiro Lucas de Paiva, faz parte do duo Opala, que arrasou no Eletronika, festival de novas tendências que é realizado há 15 anos, seu show em BH deu o que falar e a apresentação no Circo Voador teve um toque de magia, teve gente que enxergou Disco Voador e até Jobim em meio às luzes do palco. Mas tanto Paiva como Luíza tem aquele pique de humildade prá não ficar teorizando muito, o que poderia parecer pretencioso: desde que o EP da dupla foi lançado, no meio do ano, a agenda do Opala está intensa. E, depois da apresentação na capital mineira e no Circo Voador a intenção de ambos é dar uma parada para trabalhar o primeiro CD. “Estamos fazendo muita coisa e estamos tendo ótima repercussão. Mas queremos fazer o disco em 2014. O EP tem apenas cinco faixas, e o repertório, umas sete, então, temos que focar para produzir mais coisas para o álbum”, conta Maria Luiza, que embora faça algo bem distante da música de Tom, tem no seu som aquela energia Jobim. Aliás, a família Jobim estava em peso no show em BH, inclusive, a tia Helena Jobim, primos, primas, sobrinhada e toda uma galera: "Se a minha música está chegando às pessoas, é porque estou fazendo um bom trabalho, isso é bacana”, disse então Maria Luíza Jobim, ela que quando tinha 7 anos e era chamada pelo pai de Marilu gravou sua voz em duas faixas do disco "Antônio Brasileiro".  Gravou também a antológica "Wave", de Tom Jobim, como tema da novela da Globo "Páginas da Vida", depois também cantou com o mineiro Beto Guedes. Alfabetizada em inglês e integrada sob alguns ângulos no american way of life, ela no entanto é carioca e é Jobim. Chegou a cantar na banda Baleia, no Rio, que já era vanguardista, misturando jazz com música brasileira e cigana ou ecológica. E assim, naturalmente, Maria Luíza Jobim chegou ao resultado atual de um novo formato da música eletrônica em choque com suas raízes brasileiras e com as brincadeiras musicais com o seu pai. Agora, depois que começou a criar e a se apresentar com Lucas Paiva, a gente pode sentir que está nascendo uma nova fusão, quem sabe, talvez, até uma nova bossa do som digital da atualidade. Nosso editor Padinha, aqui no Folha Verde News, bota fé que está surgindo algo novo, "Paiva e a cantora e maestrina Luíza de repente podem criar uma nova música e o mercado musical carece mesmo hoje em dia de inovação e de energia pura, para ter futuro". 

Fontes: www.diariodepernambuco.com.br
             Portal Uai
             http://folhaverdenews.blogspot.com


6 comentários:

  1. Um new pop ou um som gringo misturado com um tempero de música brasileira, sons analógicos e de computador que no show - como no clip aqui no blog, gravado no Circo Voador - é mostrado também com músicos tocando ao vivo...De repente, um novo formato.

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  2. "Falei rapidamente uma vez em São Paulo, num encontro do PV, com Paulo Jobim, que creio ser o irmão mais velho de Maria Luíza, ele parecia ser um cara muito sério e bem menos carioca e brincalhão do que Jobim, que era aquele boêmio típico, que brincava de música, talvez por isso, genial. Acho que a Luíza vai nessa direção, embora ela não diga nada sobre isso", comentou também aqui no blog o nosso editor Padinha.

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  3. O mercado musical é complicado, para não dizer, complexo, maluco, você tem Sean Lennon ou Lisa Maria Presley e outros grandes talentos, como os filhos dos geniais John Lennon e Elvis, que de repente não têm o seu trabalho assimilado, embora de reconhecido valor. Esperamos que Maria Luíza Jobim quebre esta escrita e assim como Maria Rita (a filha de Elis Regina) consiga ampliar o seu espaço, mesmo com a cobrança por ser filha do gênio Jobim.

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  4. Mande ver aqui o seu comentário, mensagem opinião ou mensagem, envie por e-mail para nossa redação: navepad@netsite.com.br

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  5. "Ouvi no site Rock In Press uma gravação de Come Home, do EP Opala de Maria Luíza Jobim e Lucas de Paiva e concordo com o enfoque bem diferente que este b log faz deste trabalho que a grande mídia nacional praticamente e infelizmente ignora": é este em resumo o comentário de Alcântara, de Niterói (RJ), estudante da PUC no Rio. Mande vc tb o seu e-mail: navepad@netsite.com.br

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  6. "Fui no show de Maria Luíza e de Lucas Paiva em BH, gostaria de ter ido no Circo Voador no Rio, é mesmo um som diferente, no caso dela, é a primeira vez que vejo um enfoque assim, ligando suas buscas no pop digital com as do seu pai Tom Jobim, tomara que ela tenha mesmo a mesma energia renovadora": foi a opinião de Mariana Ribeiro, estudante de Biologia na Universidade Federal de Minas. Ela ainda nos mandou duas fotos do show em Belo Horizonte e outras informações sobre as 7 músicas do EP Opala da dupla Luíza e Lucas. Obrigado e vamos juntos à luta cult.

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