quinta-feira, 8 de maio de 2014

ALÉM DO MAIS O DESMATAMENTO FAZ AUMENTAR O CUSTO DA ÁGUA E DESTRÓI TODO ECOSSISTEMA

Desmatamento eleva em 100 vezes o custo do tratamento da água no país e em Franca, além do mais, tem os efluentes do cromo dos curtumes de couro agravando ainda mais este problema


O pesquisador José Galizia Tundizi, do Instituto Internacional de Ecologia (IIE) foi um dos maiores destaques do Ciclo de Conferências 2014 do programa BIOTA-FAPESP Educação, realizado agora em São Paulo. Galizia explicou que "em locais com vegetação degradada, só cloro não é suficiente. É preciso usar coagulantes, corretores de pH, flúor, oxidantes, desinfetantes, algicidas e outras substâncias, encarecendo o custo do processo". Ele comprovou ainda que "além de alterar o ciclo de chuvas, prejudicar a recarga de aquíferos subterrâneos e, consequentemente, reduzir os recursos hídricos disponíveis para o abastecimento humano, o desmate da vegetação que recobre as bacias hidrográficas tem forte impacto sobre a qualidade da água, encarecendo em cerca de 100 vezes o tratamento necessário para torná-la potável". Este alerta é superoportuno e está em destaque no site de assuntos socioambientais EcoDebate. "Esta questão é essencial para a economia e a ecologia em todas as regiões do Brasil e no caso de um região coureira e calçadista, além dos efeitos do desmatamento, tem que acrescer o custo para o tratamento dos residuos de couro, contendo cromo, metal pesado, o que por exemplo faz com que Franca tenha uma das águas mais caras do país e olha que antes do ciclo da industrialização, esta cidade era há uns 100 anos uma estância hidromineral", comenta no blog Folha Verde  News o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, resumindo aqui as informações de José Galizia Tundizi e fazendo a ligação delas com o principal problema ambiental daqui da região de Franca, onde estamos no momento e que exemplifica bem o problema em foco. 

Em áreas com muito desmatamento, os recursos hídricos escasseiam e também....
 
...aumenta grandemente o custo do tratamento para tornar a água potável


Os recursos naturais hídricos cada vez mais escassos sobrevivem em áreas com florestas e sem poluição
Com o desmatamento e a poluição o volume das águas vai também escasseando
Em áreas não degradadas nem desmatadas nem poluídas a água quase dispensa tratamento




















Pesquisador explica a sustentabilidade dos mananciais e os impactos sobre as águas 

“Em áreas com floresta em torno ou próxima dos cursos d'água, bem protegida, basta colocar algumas gotas de cloro por litro e obtemos água de boa qualidade para consumo. Já em locais com vegetação degradada, como o sistema Baixo Cotia (bacia hidrográfica do rio Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo), é preciso usar coagulantes, corretores de pH, flúor, oxidantes, desinfetantes, algicidas e substâncias para remover o gosto e o odor. Todo o serviço de filtragem prestado pela floresta precisa ser substituído por um sistema artificial e o custo passa de R$ 2 a R$ 3 a cada mil metros cúbicos para R$ 200 a R$ 300. Essa conta precisa ser relacionada com os custos do desmatamento”, explicou Tundizi. Quando a cobertura vegetal na bacia hidrográfica é adequada – e isso inclui não apenas as florestas ripárias como também matas de áreas alagadas e demais mosaicos de vegetação nativa –, a taxa de evapotranspiração é mais alta, ou seja, uma quantidade maior de água retorna para a atmosfera e favorece as chuvas. Além disso, explicou Tundisi, o escoamento da água das chuvas ocorre mais lentamente, diminuindo o processo erosivo. Parte da água se infiltra no solo por meio dos troncos e raízes, que funcionam como biofiltros, recarrega os aquíferos e garante a sustentabilidade dos mananciais. “Por outro lado, em solos desnudos, o processo de drenagem da água da chuva ocorre de forma muito mais rápida e há uma perda considerável da superfície do solo, que tem como destino os corpos d’água. Essa matéria orgânica em suspensão altera então completamente as características químicas da água, tanto a de superfície como a subterrânea”, explicou Tundizi: "A mudança na composição química da água é ainda mais acentuada quando há criação de gado ou uso de fertilizantes e pesticidas nas margens dos rios, aí ocorre aumento na turbidez e na concentração de nitrogênio, fósforo, metais pesados e outros contaminantes, impactando fortemente a biota aquática".  No caso aqui da região coureira e calçadista de Franca, nosso editor completa informando que "o impacto ou a poluição das águas é grande, mesmo havendo um sistema de tratamento dos efluentes dos curtumes: devido a esse fato, precisa ser maior ainda a quantidade de substâncias para o tratamento para tornar a água potável, o que encareceainda mais este processo: seja desmatamento ou ou alguma forma de poluição, isso eleva demais o custo do tratamento da água, além de comprometer todo o ecossistema, com o desequilíbrio da ecologia dos recursos hídricos, a dano da saúde e do do futuro sustentável da população", ressalta ainda o repórter e ecologista Padinha, finalizando este post aqui no nosso blog.

Fontes: www.ecodebate.com.br
             www.ebah.com.br
             www.folhaverdenews.com
           

5 comentários:

  1. José Galizia Tundizi, do Instituto Internacional de Ecologia, explica neste post com todos os detalhes os efeitos do desmatamento para danificar os recursos hídricos e além do mais, encarecer o custo da água, pela maior necessidade de substâncias a serem usadas no tratamento para torná-la potável.

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  2. Nas contas do especialista neste assunto, José Galizia Tundizi, por causa do desmatamento, o custo da água tratada é 100 vezes maior do que colhida em áreas com o ecossistema protegido, equilibrado.

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  3. Estes dois fatores devem ser levados em conta na hora de um planejamento para uma gestão sustentável dos recursos naturais e hídricos, algo que envolve o lado econômico e o ecológico. Um tipo de gestão que inexiste no caos socioambiental da realidade do país.

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  4. Mande vc tb a sua opinião, o seu comentário ou a sua mensagem, enviando o seu e-mail para navepad@netsite.com.br

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  5. "No caso de regiões com economia coureira e calçadista, também citada na matéria, a preocupação com o tratamento da água é muito grande. Uma das principais vias da contaminção dos seres vivos pelo metal cromo é, indubitavelmente, o consumo de água contaminada. Elevados níveis deste metal no organismo provocam serias consequências. " O consumo continuado de água da rede pública contaminada com cromio hexavalente provocou graves lesões hepáticas e algumas lesões renais e, embora não se tenham registado desenvolvimento de tumores, observaram-se alterações no metabolismo da glicose", concluiu Maria Cármen Alpoim, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). A especialista acrescenta que "os doentes desenvolvem um quadro clínico idêntico ao da diabetes tipo 2 e passam a sofrer de elevados níveis de ácido úrico".
    (O e-mail nos foi enviado por Pedro Alves, da Unisinos). Mande vc tb a sua informação ou msm: navepad@netsite.com.br

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