quarta-feira, 14 de maio de 2014

AUMENTA A VENDA DE TVS POR CAUSA DA COPA MAS O PAÍS NÃO PLANEJOU A RECICLAGEM DO LIXO ELETRÔNICO

Consumidores compram cada vez mais TVs tipo Plasma ou LCD e descartam os antigos CRT e isso faz aumentar o lixo eletrônico num país despreparado para a reciclagem destes e de outros aparelhos


“Já comprou sua TV prá ver a Copa?”, perguntam os vendedores das lojas de eletrodomésticos por todas as cidades do Brasil, o país da Copa 2014.  A cerca de um mês dos jogos, aparelhos cada vez maiores e mais modernos ganham destaque nas lojas, o que enche os olhos tanto dos consumidores quanto da indústria. "Na falta de uma gestão sustentável, este cresimento de vendas ao invés de apenas gerar mais lucro para o Brasil, para os fabricantes e maior conforto pros consumidores, acaba por criar mais um problema ambiental, os aparelhos de TV quanto mais antigos mais possuem substâncias tóxicas e até metal pesado, algo nocivo ao meio ambiente, fazendo crescer o drama no país do lixo eletrônico", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o repórter eecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar aqui esta notícia: além do site da ONU, nossa equipe pesquisou também outros sites sobre este assunto, como o Ecoassist  (que oferece um serviço de reciclagem, mas que tem custo para o consumidor) e o Tecmundo que dá informações técnicas sobre os vários tipos de aparelhos de TV e de como melhor utilizá-los para o lazer e a saúde do telespectador. Acompanhe a seguir o post e confira também os comentários que completam toda a informação.
Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.
(Foto: Agência Brasil/Marcello Casal Jr.): O boom de venda de novas TVs tem lados positivo e negativo

Nenhum detalhe no campo de jogo escapa do telespectador de um aparelho de TV contemporâneo

É preciso levar em conta o tamanho da sala e a distância entre o telespectador e o aparelho para ter a melhor imagem


Agora em 2014, os fabricantes calculam que irão produzir entre 18 e 20 milhões de TVs – 30% a mais do que no ano passado –, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). Do total das vendas, 60% devem ocorrer no primeiro semestre, justamente no embalo do Mundial da Fifa. Mas essa febre de consumo pré-Copa pode, em alguns anos, tornar-se prejudicial para o meio ambiente e a população. Atualmente, o Brasil produz 6,5kg/ano de lixo eletrônico por habitante, e acredita-se que esse número passará a 8kg/habitante/ano em 2015 – ou seja, serão 16 milhões de quilos de resíduos eletrônicos. No entanto, o país ainda não toma medidas unificadas para ter um sistema de reciclagem que já se faz urgente. A preocupação é agravada pelo fato de 2014 ser o último ano em que o Brasil produzirá as tradicionais televisões de tubo (CRT, no jargão técnico). A partir de 2015, só telas de Plasma e de LCD sairão das fábricas. Embora as TVs durem bem mais do que um Smartphone ou um Tablet, a questão do descarte inquieta especialistas na área de lixo eletrônico: “Boa parte do crescimento da venda de TVs de LCD em 2010 se atribui à Copa na África do Sul. À época, a produção de TVs de tubo caiu 30%. Essa preferência certamente vai influenciar o volume de lixo eletrônico à medida que os consumidores substituírem seus aparelhos normais pelos de LCD nestes próximos anos”, avaliam técnicos do Banco Mundial, que analisaram esta questão também. Segundo a pesquisadora Vanda Scartezini, os brasileiros costumam doar suas TVs antigas. “Só que, com o aumento da classe média brasileira e do consumo nos últimos anos, há cada vez menos gente disposta a receber ou manter uma televisão pequena ou mais antiga”. Com isso, a tendência é, nos próximos anos, esses aparelhos serem descartados de qualquer jeito, em qualquer lugar, o que pode ser prejudicial ao meio ambiente e à saúde dos catadores de lixo. As antigas TVs de tubo contêm chumbo, cádmio, bário e fósforo, entre outros elementos tóxicos, capazes de causar danos neurológicos e outros problemas de saúde. Chumbo e plásticos também estão presentes nos modelos mais novos (de Plasma e LCD)  embora em menor concentração. O correto seria um processo organizado e sustentável de reciclagem por todo o país.
Quando o descarte e a reciclagem são feitos corretamente, dá para extrair não apenas esses elementos químicos – que têm valor comercial mais alto –, como também componentes, a exemplo de vidro e metais, que podem ser reutilizados pela indústria. Este processo será capaz de gerar milhares de empregos e uma realidade sustentável no setor. Mas, isso, só quando for implantado no Brasil... O problema é que pouco mudou desde  2010, quando se começou a elaborar a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A implementação da lei ainda depende de uma decisão – que até hoje não saiu – entre o estado e a indústria de eletroeletrônicos. “Em 2013 houve várias conversas, mas ainda há pontos que precisam ser ajustados para o acordo ir adiante”, comenta ainda Vanda Scartezini, ligada ao estudo do Banco Mundial. O acordo diz respeito, entre outros temas, à maneira como os equipamentos devem ser descartados, transportados até as usinas de processamento e reaproveitados. Também está em jogo quem paga por tudo isso: a indústria ou o cliente?  No Japão, por exemplo, cabe ao consumidor empacotar a TV e enviá-la por correio ao centro de reciclagem mais próximo. Enquanto isso, no Brasil, termina em 2014 o prazo para firmar essa decisão. E, no fim do ano que vem, a meta para que o país feche todos os seus lixões a céu aberto. A Eletros, que está à frente do plano a ser feito para a reciclagem de TVs, não quis comentareste problema nem mesmo para assessores de comunicação da ONU, também preocupados com a questão. Se as autoridades políticas não resolvem e a associação nacional de fabricantes se omite, quem se responsabilizará pela reciclagem? Vai ser mais um peso nas costas dos consumidores...Consulte os comentários deste post que tem mais informações.

Fontes: www.onu.org.br
            www. ecoassist.com.br
            www. tecmundo.com.br
            www,folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Como não existe um sistema nacional de reciclagem nem as fábricas assumem, o consumidor pode procurar empresas como a Ecoassist, citada como fonte desta matéria, para descarte de quaisquer aparelhos de TV usados ou de quaisquer produtos eletronicos, que serão destinados à reciclagem sob o pagamento entre 20 e 100 reais, conforme o tipo do produto. Ligue para 08003261000 para você se informar mais ou mande e-mail para contato@ecoassist.com.br

    O descarte de lixo eletrônico inclui produtos como batedeiras, cafeteiras, aquecedores, ventiladores e circuladores de ar, espremedor de frutas e vários eletrodomésticos de porte pequeno; Computadores Desktop, Notebooks, Netbooks, Hds, Estabilizadores, Fax, Impressoras, Monitores entre outros; Televisores de diversos formatos e padrões sejam eles LCD, LED, Plasma, CRT (televisão antiga) e etc;
    Aparelhos portáteis como tablets, smartphones, celulares, MP3 players entre outros.

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  2. Infelizmentre, por enquanto, não existe outra alternativa para você não se sentir responsável também por lixo eletrônico, pagar pelo seu descarte a uma empresa recicladora...Além da Ecoassist, existem outras. Mas deveria é existir um sistema nacional de reciclagem de lixo eletrônico, gerando empregos, bancando a reciclagem e gerando mais recursos para o país e as empresas do setor, ajudando assim também o meio ambiente.

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  3. Mas isso, só quando o movimento ecológico e de cidadania conquistar um avanço de desenvolvimento sustentável no Brasil, também na gestão deste problema do lixo eletrônico.

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  4. Oftalmologistas, arquitetos de decoração ou engenheiros podem orientar mas você, para aproveitar bem os recursos atuais das imagens das TVs de Plasma ou LCD que têm alta definição, bem como, não ofender a sua saúde: descobrir a melhor posição diante do aparelho ou manter a distância mais correta em relação à TV.

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  5. Há quem faça a seguinte conta. No caso de TVs a tubo (CRT) se você está na sala a 2 metros do aparelho, multiplique 2 X 12 e aí encontra o melhor tamanho de aparelho (no caso, 24 polegadas). No caso de aparelhos mais contemporâneos (de Plasma ou LCT), na mesma distância de 2 metros, multiplique por 18: com um aparelho de 36 polegadas você poderá obter o melhor resultado de audiência. Precisa ver também o ângulo de visão e outros detalhes. Tudo isso deveria ser melhor informado para os consumidores...

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  6. Mande vc tb a sua mensagem, informação ou pergunta para o e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  7. "O que me intriga é que enquanto vários aparelhos digitais estão cada vez menores, as TVs cada vez mais aumentam de tamanho": é em resumo a questão levantada por Joseval, estudante da UFSCAR, que prefere monitores pequenos: "Acredito que assim, não fazem mal aos olhos e a imagem fica mais coincentrada, além de não tomarem conta de todo o espaço da sala". Mande vc tb sua opinião nessa pauta da hora: navepad@netsite.com.br

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  8. "TVs cada vez maiores e mais bobas, apesar de toda tecnologia, prefiro a Internet": é a opinião de Marilene Araújo, de Franca (SP), mande vc tb a sua msm, navepad@netsite.com.br

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