domingo, 25 de maio de 2014

BRASIL NÃO SE DESTACA POR FILMES MAS POR UM FOTÓGRAFO NO FESTIVAL DE CANNES

 
O Sal da Terra (Wim Wenders, Juliano Ribeiro Salgado, Brasil/França/Itália) foi o filme que melhor destacou o cinema e a cultura do Brasil, nosso país não emplacou nenhum longa-metragem nas três seções do Festival de Cannes que chegou agora em 2014 a 67 anos de história. Como diz a notícia da agência France Press e do site Uol, um  brasileiro (que nem estava presente, se encontrava fazendo um trabalho fotográfico e ecológico em Cingapura), Sebastião Salgado ganhou um dos maiores aplausos em todos estes anos no evento: o documentário sobre ele foi aplaudido de pé por cinco minutos ao final de sua única sessão. O filme é dirigido pelo cineasta alemão de vanguarda Wim Wenders  e pelo filho de Sebastião, Juliano Ribeiro Salgado, de 40 anos, uma parceria que reabre perspectivas de avanço para o cinema de arte e também made in Brazil, embora seja uma produção internacional, feita conjuntamente com produtores da Itália e da França também. "Enfim, o nosso país não produz somente jogadores de futebol mas também fotografia de arte e de natureza, essa é a feliz leitura que eu faço com alegria da premiação deste filme sobre este fotógrafo brasileiro, um ícone também da luta cult pela ecologia", comenta por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. O Sal da Terra, escrito e dirigido pelo experiente Wim Wenders e pelo jovem Juliano Salgado em parceria alemã-brasileira, narrado em off pela própria voz de Sebastião Salgado (pai de Juliano), ganhou o Prêmio do Júri na mostra paralela do Festival de Cannes Un Certain Regard: "Um olhar diferente do mundo e do homem a partir das fotos de Salgado ao longo de sua vida por vários países, um olhar diferente do cinema comercial de hoje, as fotografias mais dramáticas e as mais recentes (ecológicas) deste profissional e símbolo vivo da luta cult brasileira", completa Padinha, acrescentando ainda que "Sebastião Salgado é um cidadão do mundo, assume a luta do ser humano em vários desafios das últimas décadas e na atualidade". Um filme exibido uma única vez, ovacionado por um público superespecializado em cinema, este fato e esta premiação podem reabrir o mapa do cinema internacional para o nosso país. O principal prêmio de Cannes 2014 ficou com o diretor Nuri Bilge Ceylan, que recebeu  Palma de Ouro pela produção turca "Winter Sleep". "Dedico este prêmio a todos os que perderam a vida ao longo do último ano", o que sinaliza que se trata de um filme dramático, que contém a violência da atualidade.  

Wim Wenders, cineasta de ponta da Alemanha, dirigiu o filme sobre as fotos e o fotógrafo brasileiro...
...em parceria com Juliano, jovem cineasta brasileiro e filho do personagem central do documentário...
 
 
...o fotógrafo Sebastião Salgado que rodou o mundo fotografando e voltou na luta pela natureza de Aymorés, sua terra natal
O prêmio agora reconstrói a conquista de mais de 40 anos atrás do Cinema Novo de Glauber Rocha



Fontes: France Press (AFP)
             www.uol.com.br
             www.folhaverdenews.com

 

8 comentários:

  1. LOGO MAIS ESTAREMOS POSTANDO AQUI 5 COMENTÁRIOS SOBRE SALGADO, WIM WENDERS, GLAUBER ROCHA E ESTE PRÊMIO QUE RECOLOCA O CINEMA BRASILEIRO NO MAPA CULTURAL DO PLANETA.

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  2. O Prêmio do Júri em Cannes a O Sal da Terra (Wim Wenders, Juliano Ribeiro Salgado, Brasil/França/Itália) recoloca o cinema brasileiro mais cultural ou menos comercial na parada, mesmo sendo esta uma co-produção internacional.

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  3. Aliás, a coprodução entre o Brasil e produtores da Europa parece ser uma das melhores alternativas para o cinema brasileiro menos comercial ou mais autoral.

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  4. As produções brasileiras evoluíram tecnicamente e até em termos de mercado, mas os filmes mais comerciais não conquistaram quase nenhum prêmio importante em festivais internacionais, o que aconteceu agora com este documentário que é uma parceria entre o consagrado cineasta alemão de vanguarda Wim Wenders e o jovem diretor brasileiro Juliano Ribeiro, filho do fotógrafo Sebastião Salgado: as fotos dele foram o tema deste filme cult.

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  5. Com o apoio de Wim Wenders, o cinema brasileiro parece querer retomar o caminho (interrompido pela Censura e pela Ditadura) de filmes autorais, que com Glauber Rocha e outros integrantes do Cinema Novo criaram uma alternativa diferente do cinema tipo Hollywood.

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  6. "Espero que os cineastas brasileiras não venham a fazer filmes de difícil compreensão ou incomunicáveis, como os Jean Luc Goddard, que aliás foi vaiado neste mesmo Festival de Cannes", opina Raul Moreira, ligado à Unesp de Bauru (SP), que elogia as fotos de Sebastião Salgado, "leas são sempre dramáticas e feitas em todo o lugar do mundo".

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  7. Realmente, Raul Moreira, é possível um equilíbrio nos filmes mais autorais e independentes (sempre de maior importância crítica) para que também conquistem mercado e público, não só prêmios e elogios, afinal o cinema é uma indústria cultural, Nesse sentido, um bom exemplo é o curta "Sem Coração", dos brasileiros e pernambucanos que foram premiados na Quinzena de Realizadores, agora em Cannes também, parece que sinalizando um...Novo Cinema Novo...

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  8. Envie a sua msm aqui pro nosso blog sobre esta pauta, mandando o e-mail para navepad@netsite.com.br

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