segunda-feira, 5 de maio de 2014

EVENTO DA ONU PELA LIBERDADE DE INFORMAÇÃO DESTACA PROTEÇÃO AOS JORNALISTAS

Ban Ki-moon condena o aumento da violência contra jornalistas: um repórter, fotógrafo ou câmera morre por semana em todo mundo


Ato de jornalistas no Rio de Janeiro homenageira colega morto Santiago Andrade, atingido na cabeça por um rojão quando cobria uma manifestação. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Esta foto de Fernando Frazão (Agência Brasil) registrou este protesto de jornalistas no Rio de Janeiro


Passou quase despercebido no Brasil, por causa  da "desmobilização" do feriado de 1º de Maio, que na prática paralizou o país por três dias, a data mundial da Liberdade de Imprensa (celebrada sempre dia 3 de maio no calendário oficial da ONU em todos os países): o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, destacou nesse dia "o caráter indispensável de uma mídia livre para o avanço de um verdadeiro desenvolvimento, a democracia e a boa governança, sendo a defesa deste direito fundamental um fator crítico para os planos internacionais de uma necessária e urgente evolução". “A liberdade de expressão, independência midiática e acesso universal ao conhecimento fortalecerão nossa luta por resultados duradouros às pessoas e ao planeta”, disse o secretário-geral na abertura do evento “Liberdade de imprensa por um futuro melhor”, na sede da Organização das Nações Unidas em Nova York. No seu pronunciamento, Ban Ki-moon denunciou a violência diária e crescente sofrida pelos profissionais de informação: "Por comunicarem verdades desconfortáveis, jornalistas são sequestrados, detidos, espancados e até mesmo mortos".  “Tal tratamento”, segundo Ban, “é total e completamente inaceitável em um planeta cada vez mais dependente de canais globais de notícias”. Entre as estatísticas citadas pelo chefe da ONU incluem-se 456 exílios forçados desde 2008, mais 70 mortes e 211 prisões de jornalistas em 2013. Desde 1992, mais de mil jornalistas foram assassinados no mundo, quase um por semana. “Por trás de cada uma dessas estatísticas alarmantes”, lamentou Ban, “há um homem ou mulher que simplesmente estavam fazendo o seu trabalho”. No momento em que registramos aqui no blog da ecologia e da cidadania esta manifestação da maior importância (inclusive também para a não violência, que faz parte da nossa linha editorial), o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha disse que "por aqui no Folha Verde News temos feito dezenas de postagens sobre o problema da violência, também contra os comunicadores, as situações ou ameaças de censura e a luta para avançar a cidadania e mudar esta realidade, também por aqui em nosso país, também na Internet, que andou ameaçada recentemente de ter limitada a sua livre expressão". Padinha argumentou ainda que "a liberdade de informação é um fator essencial para o desenvolvimento sustentável, sem o qual não há chance de existir futuro nem na Nação nem no planeta". 


No Brasil e em praticamente todos os países há o aumento deste problema







Fontes: www.onu.org.br
             www.folhaverdenews.com

8 comentários:

  1. Abrimos aqui o nosso webespaço para mais uma vez colocar este alerta pela liberdade de informação e contra a violência contra os jornalistas, ao mesmo tempo, em que agradecemos em nome também do movimento ecológico, da não violência e da cidadania as advertências da ONU que tem se manifestado constantemente nesse sentido.

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  2. A cada semana pelo menos um jornalista é morto ao redor do mundo durante o exercício da profissão. Os números são da ONG internacional Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e evidenciam a crescente onda de violência contra a imprensa, seja em áreas de conflito como a Líbia ou o Iraque, seja em países que gozam de plena liberdade democrática, como Brasil e México. O levantamento da ONU chegou a constatar em alguns anos, uma morte por dia em todo o mundo de profissionais de comunicação, jornalistas, fotógrafos, câmeras.

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  3. Agradecemos também aqui no blog o envio por parte da Unic - setor de comunicação da ONU - das informações que formam o conteúdo desta noticia de hoje aqui no Folha Verde News.

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  4. Segundo a entidade Repórteres Sem Fronteiras, desde o início deste ano, pelos menos 29 jornalistas ou blogueiros foram mortos no mundo e 163 foram sequestrados e presos. Em 2011, o número havia chegado a 67 assassinatos. Agora em 2014, este record poderá ser infelizmente batido mais uma vez.

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  5. Levantamentos em todo o mundo mostram que os jornalistas tornaram-se alvo de milícias armadas, traficantes e grupos paramilitares pelo planeta. Apesar de o Brasil não ser uma área de conflito civil armado, o país ocupa a quarta posição no ranking de jornalistas vítimas de violência fatal neste ano. O país registrou até agora pelo menos três novos casos do gênero, perdendo apenas para a Somália (seis mortes), México (cinco mortes) e Síria (quatro mortes). Os números da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) são ainda maiores e dão conta de pelo menos quatro casos no Brasil em 2012. Desde 1987, o país contabiliza 43 mortes e um desaparecimento.

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  6. A violência contra jornalistas no país tem sido caracterizada também pela ação de milicianos, traficantes ou oligarquias políticas e fundiárias, que encomendam os crimes. O caso mais recente foi o do radialista Valério Luiz de Oliveira, morto com cinco tiros em frente à emissora em que trabalhava, em Goiânia. A polícia até hoje ainda nvestiga o crime.
    No Maranhão, no dia 23 de abril, o jornalista e blogueiro Décio Sá foi assassinado com seis tiros em um restaurante na avenida Litorânea, em São Luís, capital do estado. A polícia suspeita que o crime tenha ocorrido a mando do deputado estadual Raimundo Cutrim (PSD-MA)

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  7. Seja você jornalista ou não, participe de nossa pauta ou divulgue ai como puder esta luta pela liberdade de informação e não violência contra os profissionais da comunicação: envie seu e-mail também para o nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  8. Recebemos aqui no blog por e-mail a msm do nosso editor em um post no Facebook: "AGRESSÃO TAMBÉM EM FRANCA - Fiquei sabendo que o Júnior (Corrêa Neves, Comércio, Difusora) ainda hoje foi agredido em Franca, por causa de uma matéria sobre lixo irregular. Solidariedade a ele tb. E vc confira em www.folhaverdenews.com números da ONU e da entidade mundial Repórteres Sem Fronteiras sobre os riscos à liberdade de informação e à segurança dos jornalistas, fotógrafos e câmeras hoje aqui e em todo o planeta: o Brasil é o 4º país onde as ameaças são maiores..Até em Franca...Abraços ao Corrêa e à toda vítima de violência: ameaçar um jornalista significa por em risco a própria liberdade de informação".

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