sábado, 31 de maio de 2014

SECA NO SUDESTE AUMENTA ÍNDICE DE QUEIMADAS, INCÊNDIOS, PROBLEMAS AMBIENTAIS E RESPIRATÓRIOS

Incêndio ambiental neste mês: houve 55 ocorrências, mais que o triplo da média de 15 casos para o mesmo período de 2009 a 2013 e isso somente em Minas Gerais: risco em todo o país   

Tiago de Holanda, do portal do jornal Estado de Minas, fez hoje reportagem sobre o estio e o aumento das queimadas em várias regiões mineiras: a seca ou a falta regular de chuva, nessa fase pré-inverno, faz crescer o risco e a incidência de incêndios em áreas de proteção ambiental e nas últimas manchas de matas por variadas zonas do sudeste brasileiro. O site em informa que o início de ano mais seco e quente em Minas está contribuindo para aumentar a quantidade de incêndios nas unidades estaduais de conservação. Até o dia 24 deste mês houve 55 ocorrências, mais que o triplo da média de 15 casos para o mesmo período de 2009 a 2013. O fogo já destruiu 573,21 hectares nas áreas protegidas, contra uma média de 155,91 nos últimos cinco anos, segundo a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). O órgão planeja contratar 330 brigadistas temporários em 2014, mais que o dobro do efetivo empregado no ano passado. "Isso só sinaliza o desafio ambiental destes dias, que são um risco também de doenças respiratórias, trata-se de uma questão também policial, alguns incêndios são criminosos, embora haja um contexto de seca, o estio dura praticamente há 3 meses, com raras garoas neste meio tempo, em todo sudeste do país", comenta por aqui no blog Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha.
 





Esta sequência de imagens fala por si mesma e documenta o instante no Brasil pré-inverno

Os meses em que unidades de conservação tiveram maior área queimada neste ano foram janeiro e abril, com 208,29 e 214,2 hectares atingidos, respectivamente. Em fevereiro foram 139,33 hectares, bem mais que março (4,7) e maio (6,69). As chamas também atingiram matas ao redor das florestas protegidas. Em um raio de até 3 quilômetros no entorno, a Semad registrou 27 incêndios até 24 de maio, contra a média de 13 para o mesmo período entre 2009 e 2013. Nesses terrenos vizinhos, as chamas queimaram 438,32 hectares em 2014, mais que o triplo da média de 95,89 nos últimos cinco anos. Uma das unidades mais penalizadas foi o Parque Estadual da Serra do Rola Moça, que se estende pelos municípios de Belo Horizonte, Brumadinho, Ibirité e Nova Lima. Um único incêndio neste mês destruiu 34 hectares da área protegida, o que já superou o total queimado em 2013, segundo o diretor de prevenção e combate a incêndios florestais e eventos críticos da Semad, Rodrigo Bueno Belo. Outra ocorrência devastou cerca de 60 hectares do Parque Estadual da Serra do Papagaio, que se distribui pelos municípios de Airuoca, Alagoa, Baependi, Itamonte e Pouso Alto.
“Se o ano continuar com dias muito secos, como se espera, a tendência é haver um crescimento dos incêndios, tanto em quantidade quanto em gravidade”, alerta Belo. Os 330 brigadistas temporários que a Semad planeja contratar até julho serão espalhados por 30 unidades de conservação e deverão trabalhar até novembro ou outubro, a depender do local aonde sejam designados. Em 2013, o órgão abriu 250 vagas para a função, mas conseguiu preencher apenas 130.  Para ajudar no combate aos incêndios, segundo Belo, a secretaria pretende comprar nos próximos dois meses 12 motobombas portáteis, equipamentos com capacidade para lançar 180 litros de águas por minuto, e 12 sopradores costais, usados para apagar as chamas com ar. O órgão já adquiriu 36 motobombas, com capacidade para armazenar 500 litros de águas cada, e planeja abrir processos de licitação para contratar os serviços de um helicóptero capaz de transportar de 3 mil a 5 mil litros, e de um ou dois tratores, que serão empregados para abrir aceiros. “Mais de 90% dos incêndios em nossas unidades são de origem criminosa, incluindo os acidentais”. As chamas são favorecidas pelo tempo seco. Em janeiro desde ano, choveu 110 milímetros em Belo Horizonte, menos da metade da média histórica de 274,1 milímetros, segundo a Climatempo. A situação é ainda mais preocupante no norte mineiro, região onde costuma haver mais incêndios. Em Januária, o primeiro mês do ano registrou 40 milímetros, pouco mais de um terço dos 110 milímetros de média. Em Montes Claros, foram apenas 30 milímetros, contra 230 de média. No primeiro bimestre um bloqueio atmosférico sobre a região sudeste impediu a chegada de frentes frias a toda esta região brasileira, o que provocou a queda na quantidade de chuvas e a alta nas temperaturas. Chamariz para problemas como queimadas e incêndios que levam por sua vez a desequilíbrios socioambientais e de saúde da população.
 
Fontes: www.em.com.br
             www.folhaverdenews.com
 
 

7 comentários:

  1. Os baixos volumes de água na Grande São Paulo e até mesmo na região entre o nordeste paulista e o sudoeste mineiro (entre o Rio Grande, a Serra da Canastra e Furnas) normalmente farta em potencial hídrico revela o alcance maior do caos do clima.

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  2. Mande vc tb um e-mail sobre a condição do clima e a seca ou a incidência de queimadas ou incêndios aí na região em que vc está.

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  3. Contatos com o e-mail navepad@netsite.com.br: a gente quer a sua msm e precisa da sua informação.

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  4. "A gente compreende este número elevado de incêndios e de queimadas (mais do que o triplo da média desta época do ano) porque estamos agora em 2014 sofrendo a maior seca e o mais longo estio dos últimos 50 anos", comenta aqui o estudante de Geografia da Unesp de Araraquara (SP), Oswaldo, que com razão ainda comenta: "As chuvas andam muito irregulares ou chove demais ou de menos mas nunca na proporção certa".

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  5. "Ou chove demais ou de menos no caos do clima hoje em dia", comenta o estudante de Geografia na Unesp de Araraquara (SP), Oswaldo, que manda números sobre enchentes e secas da atualidade.

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  6. Envie vc tb a sua msm para o e-mail do nosso blog da ecologia e da cidadania: navepad@netsite.com.br

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  7. "È mesmo o caso de um caos, haja natureza prá aguentar tudo o que acontece no país": é um resumo do e-mail de Arnaldo José, que é de São Paulo mas vive em Petrópolis no Rio, atuando em rádio. Mande vc tb a sua msm p/ navepad@netsite.com.br

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