segunda-feira, 30 de junho de 2014

DE REPENTE O MOVIMENTO DE CIDADANIA PODE TER ENCONTRADO UMA FORMA MELHOR DE MANIFESTAÇÃO

Movimento de cidadania do Rio realizou uma marcha silenciosa e sem violência pelo direito à manifestação e contra a repressão violenta, por mudanças e avanços na realidade do Brasil

Akemi Nitahara, da Agência Brasil, também as equipes dos sites Uol e diariodopoder documentaram  esta linda iniciativa do movimento carioca de cidadania nesse domingo, com paz e com inteligência: "Dessa forma, a manifestação funciona muito mais e atinge todos os corações e todas as mentes", comentou por aqui no blog da ecologia Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, nosso editor de conteúdo. A boa notícia política em pleno andamento da Copa do Mundo da Fifa por aqui no país do futebol é que um grupo de manifestantes seguiu pela avenida Atlântica, em Copacabana, do Posto 5 até a Fan Fest, em uma marcha silenciosa marcada apenas por dois bumbos, na tarde deste domingo no Rio de Janeiro. Muitos usavam mordaça e vestiam camisetas amarelas com o número -1 e o nome de vítimas da violência do estado nas favelas, como o pedreiro Amarildo, Cláudia (arrastada por uma viatura da Polícia Militar) e o dançarino DG. Outras camisas exibiam Educação e Saúde, com o número zero estampado. Os manifestantes simularam um jogo de toque de bola na rua. Nos cartazes, dizeres como "pelo direito à livre manifestação", "não é normal o Estado matar negro e pobre", "pelo fim do genocídio dos pobres e negros", "o poder e a força bruta não vão nos calar" e "pelo nosso direito à cidade". Também foram lembrados os nomes Rafael, Caio e Fábio, considerados presos políticos pelos manifestantes. Trata-se do morador de rua Rafael Braga Vieira, que foi preso durantes os protestos de junho de 2013, de posse de material de limpeza, mas foi condenado por porte de artefato explosivo. Caio Silva de Souza e Fábio Raposo estão presos e são julgados por homicídio triplamente qualificado, após terem acendido o rojão que atingiu e matou o cinegrafista Santiago Andrade em fevereiro deste ano. A fotógrafa Paula Kossata explica que começou a acompanhar as manifestações relacionadas à Aldeia Maracanã em 2012 e acabou aderindo às causas das ruas por causa da repressão sofrida pelos manifestantes. Segundo ela, "os movimentos sociais estão sendo criminalizados e o país vive um regime de exceção". Para a ativista, o país passa por uma situação na qual quem deveria proteger a população a agride. "A polícia deveria proteger o povo, mas acaba virando inimigo, a polícia, assim como os políticos, são nossos funcionários e estão ali para proteger a gente, mas é só levantar um cartaz que você é criminalizado. Até o nosso templo do futebol, o Maracanã, foi sequestrado do povo, privatizado, e o povo não tem mais acesso",..  Paula Kossata destaca que a manifestação é pacífica, mas enfática quanto aos objetivos: "Precisamos de um momento mais pesado, de luto. Não adianta fazer ato lúdico, rodar bambolê na frente deles, a gente precisa ser enfáticos em relação à violência policial". Na concentração do ato, um major da Polícia Militar aproximou-se dos manifestantes para pedir informações sobre o trajeto e objetivos do protesto. Ele também disse que a corporação acompanharia a marcha para garantir a segurança deles e da população. A advogada Eloísa Samy aproveitou para pedir apoio à força policial. "Pedimos o auxílio de um pequeno número de policiais, nada ostensivo, três homens, a fim de evitar que pessoas de fora da manifestação nos hostilizem, porque isso tem sido bastante comum e acirra os ânimos, causando tumulto e confusão", explicou a advogada. Eloísa foi uma das pessoas envolvidas com manifestações intimadas pela polícia a dar explicações às vésperas da Copa. Para ela, a ação foi uma forma de intimidar os ativistas e dispersar os atos. "Expediram um mandado de busca e apreensão para equipamentos de informática e com acesso à Internet, mas levaram capacete de moto, meus cintos, por serem pretos, meu bastão de softball, que está apreendido. Levaram coisas que estavam fora do escopo do mandado, como máscara contra gases, óculos de proteção. Não é só para intimidar, mas para obrigar o grupo a se dispersar e criar uma situação de conflito. Isso tem sido feito direto, cotidianamente", reclamou Eloísa Samy, falando com os repórteres e com populares que pelo trajeto se aproximaram tranquilamente da manifestação, todos respeitando o silêncio, a não violência e as mensagens do grupo de manifestantes: "Creio que eles encontraram uma nova forma de manifestar mais tranquila e eficiente, em silêncio mas muito expressiva, criticando a situação mas dando chance a qualquer um de sentir as mensagens e de participar", argumentou ainda em nosso blog o ecologista Padinha, que coloca esta manifestação como um dos acontecimentos de maior importância nestes dias nos bastidores da Copa do Mundo da Fifa, como um alerta positivo para o país da bola.


Esta imagem e mensagens resumem o sentido maior da manifestação em silêncio ontem no Rio

Várias charges e cartuns em todo o país e em toda a mídia têm criticado esta forma de violência

A massa do Brasil quer alegria e paz mas também mudanças e avanços na realidade e na cidadania

Fontes: Agência Brasil
             www.,uol.com.br
             www.diariodopoder.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Mesmo em silêncio e com mordaças, talvez por isso mesmo, esta foi uma das manifestações mais expressivas dos últimos tempos e agora na Copa do movimento de cidadania.

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  2. A violência ou o vandalismo (com certeza, infiltrado, de encomenda...) são fatores que criam uma barreira entre as manifestações de cidadania e a população: assim como aconteceu neste domingo no Rio de Janeiro é um protesto muito mais funcional. Os brasileiros e brasileiras de todos os lugares precisamos reprisar este tipo de iniciativa, pondo na rua de forma inteligente as variadas lutas da população.

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  3. Até mesmo entre os policiais e as autoridades há os que ficam sem ter como em não aderir e assimilar as mensagens positivas de uma marcha silenciosa e não violenta como esta, que cremos aqui no blog da ecologia e da cidadania ter criado o novo Padrão Cidadania para manifestações no país.

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  4. Envie para o e-mail do nosso blog a sua opinião ou a sua mensagem sobre esta manifestação silenciosa: navepad@netsite.com.br

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  5. Recebemos de Heloisa Helena (que não identificou a cidade de onde nos enviou a msm e a imagem) a foto com uma faixa qaue diz o seguinte: Vandalismo não nos representa. A gente agradece e divulgamos esta boa msm no Facebook também, OK, Heloísa?

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  6. Mande sua foto, sua mensagem ou sua opinião para o e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  7. "Realmente, vendo e ouvindo a reação das pessoas nos estádios e em todos os lugares nos jogos da Seleção a gente sente que o país têm tudo prá mudar, a cidadania está no ar, espero que não seja só durante a Copa": é a msm de Eleonora, de São Vicente (SP), professora de História na rede pública.

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