quinta-feira, 19 de junho de 2014

DEZENAS DE REPÓRTERES DE VÁRIOS PAÍSES FERIDOS PELA VIOLÊNCIA POLICIAL NESSA COPA EM PROTESTOS DE RUA

Um repórter do site Terra ontem em Porto Alegre, duas repórteres da CBN antes em São Paulo...


Ontem foi a vez de Daniel Favero, do site Terra, ser ferido na ação policial para controlar uma manifestação contra a Copa em Porto Alegre, ele foi atendido no Hospital de Pronto-Socorro (HPS) e felizmente passa bem. Favero nos relatou o que considera "uma ação desproporcional e irresponsável" por parte da Brigada Militar (a Polícia Militar gaúcha), diante de um protesto com pouca adesão de manifestantes. Este tipo de situação tem preocupado entidades de todo o mundo como Repórteres Sem Fronteiras e a própria Anistia Internacional, bem como sindicatos de jornalistas e lideranças do movimento de cidadania no Brasil e em vários países. "É uma das caras mais tristes da violência na atualidade, parte dos policiais brasileiros infelizmente não estão preparados para grandes eventos como este Mundial de futebol e as manifestações de rua, ainda agem com as mesmas táticas e operações dos tempos da Ditadura Militar, é o caso de uma nova estratégia na segurança pública, urgentemente, a bem da imagem pública do Brasil", é o que comenta por sua vez, aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, blog e editor que têm feito ao longoi de mais de dois anos e centenas de postagens, denúncias e alertas sobre as várias formas de violência na realidade brasileira. Agora, mais esta.
Repórter do Terra é ferido durante protesto contra a Copa

Daniel Favero foi um dos dois jornalistas atingidos por estilhaços de bombas de efeito moral arremessadas pelos policiais contra manifestantes que caminhavam pelo centro de Porto Alegre na tarde desta quarta-feira, enquanto ocorria a partida entre Holanda e Austrália, válida pela Copa do Mundo. Os estilhaços das bombas atingiram Daniel no braço e na barriga - um dos objetos perfurou a blusa e a camisa do jornalista, permanecendo alojado em seu braço direito. Já o repórter Cristiano Soares, da rádio Guaíba, foi atingido na mão e precisou 12 pontos de sutura. Só neste protesto na capital gaúcha, duas vítimas entre os profissionais de comunicação, trabalhando na cobertura de tudo o que acontece na Copa do Mundo da Fifa no Brasil.  Alana Gandra, repórter da Agência Brasil, também está comentando esta situação e divulgando mais informações sobre este problema.
Em nota divulgada há pouco, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (Sindjor Rio) manifestou que “a violência praticada contra jornalistas chegou a níveis inaceitáveis e insustentáveis. Cita na cidade do Rio de Janeiro a prisão da repórter Vera Araújo, de O Globo, e a agressão à repórter fotográfica freelancer Kátia Carvalho durante o exercício da profissão (este fato se deu no domingo). A jornalista Vera Araújo foi presa pelo sargento Edmundo Faria, da Polícia Militar (PM), quando se  recusou a parar de filmar a detenção de um torcedor argentino que urinava nas proximidades do Estádio do Maracanã, zona norte da cidade. De acordo com o Sindicato, “ela foi algemada, agredida, impedida de usar seu celular e, dentro da viatura, deu voltas por diversos bairros antes de ser levada à Cidade da Polícia, onde a ocorrência foi registrada. No mesmo dia, Kátia foi atingida por uma bomba disparada pela PM em protesto perto do estádio, que a feriu gravemente nas costas”. A nota acrescenta que “diante da escalada de violações direcionadas à nossa categoria, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio contratou o advogado Lucas Sada, especializado em direito criminal, para auxiliar os associados, que já contam hoje com assistência nas áreas cível e trabalhista. Orientamos ainda os profissionais que foram agredidos por policiais que busquem o sindicato para entrar com ações judiciais por danos morais contra o Estado. Estudamos ainda entrar com uma ação civil pública que, atuando de forma coletiva, possa conter a violência contra os jornalistas no Rio”. O Sindjor Rio enviou ofícios ao governo estadual, representado pelo gabinete do próprio governador Luiz Fernando Pezão, pela Secretaria de Segurança Pública e pelo comando da PM, e  também ao Ministério Público, solicitando que sejam tomadas  providências e feita uma  rigorosa apuração dos culpados pelos episódios, como estes envolvendo as jornalistas Vera Araújo e Kátia Carvalho. As denúncias dos profissionais de imprensa que sofrerem agressões enquanto  trabalham podem ser feitas  pelos telefones de plantão deste Sindicato de Jornalistas  (21) 99439 2951 e (21) 99278-2137. Segundo esta entidade da categoria relata, o número de casos de violência contra jornalistas na cidade é crescente. De maio de 2013 a maio deste ano foram agredidos ou hostilizados 73 profissionais no Rio, sendo que um deles, o repórter cinematográfico Santiago Andrade, morreu. A maioria das situações (80%), assegura o Sindjor Rio, foi provocada por policiais militares. No caso da violência policial em Porto Alegre, ainda ontem, especialistas comentaram que as granadas soltam estilhaços quando usadas, por isso é recomendado que seja obedecida uma distância mínima, o que a polícia não fez. Na nota divulgada após o protesto, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que na avenida Salgado Filho, próximo à João Pessoa, no Centro, a Brigada Militar estendeu uma fita e posicionou-se atrás, a uma distância de 40 metros, para garantir a segurança dos manifestantes, de quem estava no trânsito e dos pedestres. Entretanto, nas imagens do vídeo feito pelo próprio repórter agredido, é possível ver que a distância entre a tropa e a fita era muito inferior a 40 metros.  A desproporção da ação da Brigada Militar é tão gritante que não foi apenas uma pessoa, mas ao menos três que ficaram feridas com os estilhaços. Os policiais estavam próximos da explosão, mas estavam protegidos por escudos. Os policiais - cuidadosamente treinados para a Copa, como a corporação costuma divulgar - sabiam o que ia acontecer nessa manifestação e sabem bem o que costuma ocorrer em todas que acontecem pelo país afora, agora na Copa. Não é falta de informação...

Já são dezenas de ocorrências deste mesmo tipo em toda região do país...

A mídia internacional está registrando tudo o que acontece agora na Copa no Brasil 

Não é somente contra repórteres que têm acontecido excesso de força e agressões



Fontes: www.terra.com.br
              http://cbn.globoradio.com.com
              http://www.gamalivre.com.br
              Agência Brasil
              www.folhaverdenews.com
 

5 comentários:

  1. Estas denúncias têm sido objeto de alertas também da própria ONU, como em postagens anteriores aqui no nosso blog, em que divulgamos estas advertências muito oportunas e até humanitárias.

    ResponderExcluir
  2. A tática de segurança pública na atualidade precisa ter fundamentos de cidadania e até da não violência, como já ocorre em alguns países onde a polícia não tem esta tradição ditatorial herdada pelo tempos em que o Brasil não vivia sob um estado de direito.

    ResponderExcluir
  3. Não vamos divulgar aqui os nomes dos profissionais de comunicação nem dos seus veículos, que nos procuraram por causa deste post da violência contra repórteres em todo o país agora na Copa: muitas vezes o jornalista como pessoa leva esta denúncias à frente mas as empresas de comunicação em que trabalham nem sempre têm uma linha editorial aberta a denunciar estes fatos. Dois repórteres de emissoras de rádio e um de TV já nos procuraram, quase que imediatamente após esta postagem. Temos mesmo que ter uma postura de ética e também de solidariedade.

    ResponderExcluir
  4. Daniel Favero, do site Terra, foi agredido ontem, hoje poderá ser outro repórter em algum lugar do país, amanhã poderá ser você, vamos divulgar este alerta e a necessidade de mudança nesta realidade.

    ResponderExcluir
  5. Mande vc tb a sua opinião, msm ou comentário aqui para o nosso blog através do e-mail: navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir

Translation

translation