sexta-feira, 27 de junho de 2014

FIFA NÃO PAGA DIREITOS DE IMAGEM PELO USO DO TATU BOLA, TODO DESIGN E PUBLICIDADE DE COPA

Diante deste crime de direito ambiental e internacional da Fifa a Associação Caatinga está buscando novas alternativas para salvar esta espécie e o seu habitat, os biomas ameaçados de extinção no país do Fuleko e do futebol businees: esta é a manchete hoje aqui e no site Uol

A organização não governamental Associação Caatinga, responsável pela idealização do Tatu Bola como mascote da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, busca novas alternativas para angariar recursos após alegar não ter tido ajuda da Federação Internacional de Futebol, informa o site Uol ligado ao jornal Folha de São Paulo: "Além da Fifa, deveriam estar pagando direitos de imagem, uma contrapartida ao uso do Tatu Bola como Fuleko, como logomarca, design e publicidade deste evento mundial, as grandes empresas que são parceiras ou partners da Fifa, os países que participam do torneio internacional de futebol e até também as redes de TV e de comunicação que há muito estão comercializando este acontecimento de futebol businees, todos precisam ser responsabilizados judicialmente já que não respeitam nem a lei nem o sentido moral desta situação", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o nosso editor Antônio de Pádua Padinha, repórter e ecologista que há dois meses já fazia matérias com este conteúdo: "Se todos eles não estão dando esta contrapartida legal, estão cometendo uma espécie de usurpação, um crime de direito ambiental e internacional, este problema precisa ser levado à ONU", argumenta ainda o ecologista. A mídia tem mostrado que são muitos os brasileiros que entendem que, como a entidade que controla o futebol usou o animal para criar o Fuleco e divulgar a Copa do Mundo, ela deveria pagar por isso, ideia essa rechaçada por Joseph Blatter e cia. "Creio que esta questão precisa ser urgentemente discutida pela ONU", conclui o ecologista Padinha que é o editor de nosso blog, que já realizou três ou quatro posts sobre esta pauta: "Na minha opinião, a mídia brasileira e do exterior precisa informar melhor este assunto e abraçar esta causa, uma questão moral, ambiental e de justiça".

Tatu bola, fuleco e a pelúcia do tatu bola
O Tatu Bola, o Fuleco e a pelúcia feita pela Associação Caatinga para levantar fundos e salvar a espécie
A questão do mascote da Copa equivale à do escândalo da Fifa na escolha de Catar para 2022

Na Amazônia índios de várias etnias trabalham com a imagem do Tatu Bola

É factual o uso do Tatu Bola em toda estrutura publicitária do evento mundial da Fifa


Os cartunistas e chargistas já focalizam a questão...

O tatu ganhará royalties pelos lucros da Copa da Fifa?

Os dois biomas que são o habitat da espécie estão também muito ameaçados de sobreviver

Por estas e outras, o bichinho é cada vez mais amado no Brasil e em todo o mundo
 
A Associação Caatinga formalizou (ainda em janeiro de 2012), o projeto propondo o Tatu Bola como mascote da Copa da Fifa no Brasil, com certeza,  projetando a contrapartida, uma divulgação da causa ecológica (que inclui a recuperação do habitat desta espécie que ainda sobrevive em dois biomas, na Caatinga e no Cerrado). Era um dossiê de 20 páginas. A Fifa  agora diz ter oferecido 300 mil dólares pelos direitos de imagem, enquanto a Associação Caatinga declara que o valor oferecido foi de só 300 mil reais, o que representa menos da metade deste suposto valor ainda pequeno e não pago até agora.  Diante disso, os ecologistas brasileiros afirmam que se negaram receber a ajuda por entenderem que o valor é insignificante perto do que a Fifa pode dar, levando em conta o seu lucro em bilhões de dólares. também considerando o custo de um projeto de preservação do Tatu Bola e seu habitat: "Acreditamos que a Fifa deveria contribuir com um valor diferente e mais significativo", falou Rodrigo Castro, líder da associação ecológica que sugeriu a idéia do mascote para o evento mundial de futebol, turismo e negócios. "Devido a esta discussão, que vai ficando cada vez mais séria, a Fifa tem evitado falar no assunto e até esconder o Fuleko nos jogos da Copa, mas agora é tarde, o crime de direito ambiental e internacional já está consumado, esperamos que por justiça os direitos de imagem, bem como de uma contrapartida decente, sejam realizados", finalizou aqui no blog da ecologia e da cidadania o nosso editor, o ecologista Padinha, que enviará esta postagem à ONU, através da Unic, a assessoria de comunicação das Nações Unidas, para documentar o alcance destes fatos. "Achamos que a Fifa deveria apoiar com um valor de 15% do custo de dez anos do projeto, o que equivale a US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 3,1 milhões), em dez anos do nosso projeto de preservação, que inclui pesquisas e mapeamentos. Você explora a imagem do animal e não destina o que é justo para a causa? Qual é o compromisso da Fifa com a sustentabilidade?", questionou por sua vez com estes números objetivos Rodrigo Castro, da Associação Caatinga. A Fifa já encerrou as negociações. Sem o dinheiro que considera justo para a entidade, a ONG tenta outras maneiras de captar verba em prol da preservação do animal e aproveitar a exposição do Fuleco no Mundial para ajudar o projeto. Uma delas é a de doações voluntárias pela causa. Outras são vendas de produtos internos sobre preservação da caatinga e de seus animais. A linha conta com bonés, camisetas e livros infantis que falam sobre o Tatu Bola. Um dos destaques, no entanto, é um bicho de pelúcia. Diferentemente do Fuleco, que é colorido, o brinquedo oferecido pela ONG é marrom e vira uma bola, assim como o animal que o inspira. Além disso, tem o tamanho verdadeiro do animal e pode ser adquirido por 50 reais pelo site. Já foram vendidas aproximadamente 100 unidades dele. "Não estamos dando conta, produzimos e acaba, produzimos e acaba. E ele é feito por artesãos de Fortaleza. Todo o dinheiro é destinado para o projeto de preservação do animal. Vamos ter de correr atrás para produzir mais", falou Rodrigo Castro. E continuar correndo em busca dos direitos de imagem do Tatu Bola e da natureza brasileira, utilizados em todo o universo publicitário dos negócios da Copa da Fifa no Brasil. Além disso, há outros tipos de mobilização voluntária para tentar conseguir ajudar a causa do tatu-bola. O núcleo de "ecojornalistas" do Rio Grande do Sul e a ONG Change.Org criaram petições na Internet para mobilizar pessoas na tentativa de pressionar a Fifa por uma ajuda financeira maior na causa. Esta segunda mobilização foi até destaque do jornal inglês "The Guardian", falando sobre a realidade do Tatu Bola. A Associação Caatinga tem sido sido procurada por pessoas de vários países do mundo se colocando à disposição para ajudar de alguma forma. "Uma dona de casa da Suíça pegou o telefone e ligou pra cá e falou "quero ajudar vocês, acho inadmissível não terem retorno nenhum". Hoje ela montou um comitê em Zurique em prol do Tatu Bola. Ela está arrecadando dinheiro na Suíça com pessoas que ela conhece. É uma mobilização pessoal, tem um cara nos EUA, duas pessoas na Alemanha e duas na República Tcheca. O Tatu Bola é do Brasil, "mas a preocupação é que a maior entidade do mundo saia dessa brincadeira sem assumir compromisso; as pessoas estão indignadas com isso", falou o líder da Associação Caatinga. Até na apresentação do Fuleco ao mundo, há dois anos (a cerimônia está gravada em várias TVs do mundo) o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, disse que o tatu-bola era "perfeito como mascote". "Um dos objetivos principais é usar a Copa como plataforma sobre a importância do meio ambiente e da ecologia", disse à época. A Associação Caatinga contesta com estes fatos a opinião da entidade máxima e entende que a questão ecológica foi deixada completamente de lado e sequer informações sobre a realidade do Tatu Bola são comunicadas para as pessoas e muito menos foram pagos os valores que deveriam recompensar os direitos de imagem. Um caso de direito ambiental e internacional, também, uma questão ética.

Fonteswww.acaatibga.org.br
               www.uol.com.br
               www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Além do site da Associação Caatinga (indicado como fonte desta matéria jornalística), os interessados podem entrar em contato com ela pelo telefone (DDD 85) 3241.0759 e/ou pelo e-mail caatinga@acaatinga.org.br

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  2. Mesmo tendo desistido da ajuda ridícula oferecida pela Fifa, a Associação Caatinga cobrou um compromisso moral de ajuda financeira para seu projeto de preservação por se tratar de um animal em extinção que sobrevive com dificuldade extrema em dois Biomas da natureza do Brasil, também ameaçados de extinção, a Caatinga e o Cerrado.

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  3. Ecólogos em variadas pesquisas científicas já calcularam que o Tatu Bola e mais de 200 espécies da Caatinga e do Cerrado serão extintas em menos de 50 anos.

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  4. Estamos encaminhando esta postagem do blog Folha Verde Neus para a Unic da ONU, para a Bancada Verde (deputados federais do Partido Verde, que preside a Comissão Nacional de Meio Ambiente) em Brasília, e a advogados especializados em Direito Ambiental.

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  5. Visite o site www.acaatinga.org.br, comunique-se com esta entidade, leve esta questão para as lideranças que você tem contato do movimento científico, ecológico e de cidadania no Brasil ou no exterior, bem como, para especialistas em direito ambiental e internacional.

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  6. Opine aqui: você acha que o Tatu Bola deve receber royalties pelos lucros da Copa do Mundo da Fifa no Brasil? Você acredita que os direitos de imagem precisam ser respeitados pela entidade e os seus parceiros? Manifeste-se e divulge, envie sua mensagem também para o nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br

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  7. "Por uma razão justa desta o movimento de cidadania deveria fazer um boicote em relação à Fifa, não sei exatamente como, mas o Governo e a população temos que cobrar estes royalties a bem do Tatu Bola e de nossa natureza, usados como publicidade da Copa": é a opinião de Valquíria Soares, de Cuiabá e estudante da Universidade Federal do Mato Grosso, Mande vc tb a sua opinião: navepad@netsite.com.br

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