domingo, 22 de junho de 2014

MUDA O CLIMA E DIMINUI O RÍTMO DAS MANIFESTAÇÕES AGORA ENTRE A COPA E AS ELEIÇÕES


As manifestações diminuem nos jogos da Copa da Fifa aqui no Brasil mas podem voltar às ruas, por exemplo, caso a Seleção Brasileira fracasse na luta pelo Hexa

A repórter Helena Martins, da Agência Brasil, com o apoio de Andréa Quintiere e Juliana Andrade neste trabalho, reúne informações sobre uma desmobilização temporária dos protestos, as reivindicações que foram levadas às ruas das cidades brasileiras em junho do ano passado ainda não foram esquecidas, mas perderam força, especialmente neste momento em que já é fato que está tendo Copa apesar das manifestações contrárias. Os protestos continuaram de junho do ano passado até agora, como as ocupações de Câmaras de Vereadores e as greves de professores no Rio de Janeiro e dos rodoviários em São Paulo. Agora quando a Copa do Mundo da Fifa (que continua sendo muito criticada, também por esportistas de todo o país, apesar de um aparente sucesso do evento) já está quase entrando  na segunda fase (oitavas de final), os atos chamados pelos movimentos sociais nas redes sociais, sobretudo pelos Comitês Populares da Copa, não têm conseguido a mesma mobilização nem têm a mesma espontaneidade: poucas centenas de pessoas têm participado dos protestos, que ocorrem simultaneamente aos jogos. “Pessoalmente, não creio que esvaziou o movimento de cidadania e sim, que a mídia de massa fez aumentar muito mais intensamente a mobilização para os jogos de futebol, isso influi demais na realidade, tanto que por falta de clima os meios alternativos, como as convocações pela Internet, diminuíram, por enquanto”, comenta o editor de conteúdo do blog da ecologia e da cidadania  Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: “Outro fator que ajuda esta desmobilização tem sido a violência nos protestos, excesso de força na repressão policial, vândalos infiltrados no meio de atos pacíficos, uma ruptura entre a maioria da população e o estilo do Black Bloc se manifestar, enfim, há um certo impasse neste tipo de manifestação de rua que chegou ao ápice das mobilizações dos jovens da cidadania mais espontâneas em 2013 e mais, agora com a Copa em andamento, dezenas de repórteres têm sido vítimas da abordagem violenta da PM nos protestos, isso também agrava este impasse temporário ou explica a aparente calmaria, a realidade continua fervendo, o que existe parece ser um silencia tático, para não queimar o movimento”, avalia ainda o ecologista Padinha ao editar este post aqui no blog. Ele tem comentado os jogos de futebol da Copa e observa também outro fenômeno: “As seleções estão muito equilibradas ou até equiparadas tecnicamente por baixo, o povo diz que a bruxa está solta, tem havido muitas surpresas, bem como, críticas ao futebol business dentro da estrutura atual da Fifa, da CBF, mesmo com grandes arenas, a arte da bola fica meio que no prejuízo, o estilo brasileiro ou mais típico do futebol perde por exemplo em termos da beleza ou ecologia do esporte para ganhar mais em números econômicos, ou ainda financeiros, quantitativos dentro mesmo do Padrão Fifa”. Padinha tem questionado que acontece uma espécie de “apocalipse” no futebol atual, apocalipse ball, apocalipse now. Ele mesmo se pergunta se deste caos, nascerá mudanças ou avanços na estrutura futebolística ou na realidade socioambiental do país, ingrediente dos protestos e das manifestações. E conclui: esta é a questão em pauta, é a pergunta que está no ar. Aliás, uma das várias perguntas e desafios que estão no ar agora.
Se a Seleção der sinais maiores de fracasso, os protestos ganharão força?...

O povo no país entre a Copa acontecendo e as eleições chegando: uma pausa ou um impasse?...

Outra questão de agora: futebol business ou a arte da bola do Brasil?...
 
A eleição para Presidente, Governadores e Deputados aqui no país da Copa...

...bem como eleições também na Fifa no mundo, já influem no clima geral do momento?...

Ecologistas querem investimentos de contrapartida no símbolo da Copa, o Tatu Bola e no seu habitat
 
Sandra Quintela, integrante do Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (Pacs) e da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (Ancop), aponta a violência policial como um dos motivos para a modificação no ritmo dos protestos. Por aqui no blog também analisamos isso, assim como Quintela, de que há uma militarização muito forte das forças de segurança: “Esse é o grande legado da Copa: a militarização recente, seja a nível local, com as guardas municipais, estadual, com as policiais Militar e Civil, e nacional, até as Forças Armadas entrando na parada”. Passou a ser comum ver balas de borracha e spray de pimenta sendo usadas nas manifestações, que deixaram muitas pessoas feridas, inclusive jornalistas. Ainda em 2013, levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) apontou que 75% das agressões aos profissionais em manifestações foram cometidas por policiais. A Anistia Internacional também fez campanha para denunciar a violência policial e as detenções arbitrárias, bem como para defender o direito à manifestação. A opinião é compartilhada também pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. “Nós achamos que esse momento está se destacando, infelizmente, como um momento repressivo, o que já era esperado. Foram gastos R$ 2 bilhões só em aparato de segurança para essa Copa, exatamente para impedir que mobilizações tivessem um efeito maior e pudessem crescer nesse processo”. Ele pondera, contudo, que o atual momento não encerra o ciclo de mobilizações iniciado em junho. “Nós achamos que esse processo, inclusive com as vitórias obtidas, traz um acúmulo importante que, nos próximos meses e nos próximos anos, devem também se reverter no fortalecimento das lutas sociais, entrando por outros temas e enfoques”. Para Sandra Quintela, ainda é cedo para afirmar o que vai acontecer pós-Copa. Além dos impactos do endividamento das cidades-sede, o que vai ser criado pelos novos movimentos e também a posição dos já consolidados podem produzir mudanças, ou não, na vida política do país nos próximos anos. E no meio deste caminho tem as eleições de 5 de outubro no Brasil, argumenta ainda nosso editor Padinha, “este fato vai mudar mais ainda  a forma e o conteúdo da cidadania, mais intensamente do que acontece agora durante a Copa do Mundo de futebol”.


             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. Para o interesse mais imediato e mais integrado ao conteúdo editorial do nosso blog de ecologia e de cidadania, além da crise da bola ou do andamento de Copa do Mundo de futebol, importa questionar se os lucros extraordinários da Fifa e de empresas parceiras serão informados com transparência (ponto um).

    ResponderExcluir
  2. Ponto dois, o Tatu Bola, usado como logomarca, símbolo da Copa da Fifa, design de todo o megaevento mundial, terá uma contrapartida de direitos de imagem?...

    ResponderExcluir
  3. Ponto três, fora os conteúdos mais característicos ou costumeiros do futebol business, o eventual sucesso da Copa do Mundo terá algum efeito positivo sobre a condição de vida da maioria da população? Por exemplo, as 12 arenas fantásticas, poderão ser usadas para gerar recursos para investimentos que atenuem os problemas de cada um das regiões?

    ResponderExcluir
  4. Ponto quatro, além do turismo, qual é o alcance do retorno da Copa da Fifa no Brasil, tendo como enfoque a força esportiva, cultural, econômica e política deste evento mundial?

    ResponderExcluir
  5. Mande vc tb a sua opinião sobre estes questionamentos, bem como, sobre a nossa pauta de hoje, a mudança de clima e de ritmo nas manifestações de cidadania, neste meio tempo, entre a Copa que vai indo e a eleição que vem vindo aí...Envie sua msm para o e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  6. "Tempos atrás todo mundo falava em massificação, agora esta conceito parece esvaziado mas a superexposição de mídia realmente parece estar tirando muita gente da realidade com este sonho de ganhar o Hexa": é a opinião de Jonas Carvalho, professor de História, que não identifica a cidade onde está. Ele ainda opina que "uma das poucas criticaa a esta situação são matérias como a deste blog". A gente agradece e tentamos via a informação, alertar e acordar as pessoas.

    ResponderExcluir
  7. Envie você também a sua opinião sobre esta situação analisada hoje aqui no nosso blog, mande para o e-mail navepad@netsite.om.br

    ResponderExcluir

Translation

translation