quinta-feira, 26 de junho de 2014

NAS CIDADES POEIRA EM SUSPENSÃO E NO MEIO RURAL SECA NAS PLANTAÇÕES

Massa de ar seco bloqueia o avanço da chuva e da umidade em parte do país da Copa: este assunto é o único que concorre com o de futebol tanto na mídia como no dia a dia   

    

Tanto no meio urbano como no rural, as pessoas no dia a dia só deixam de fazer uma resenha sobre os jogos da Copa do Mundo da Fifa no Brasil, para discutir porque não está chovendo há quase um mês nas regiões Sudeste e Centro do país: a explicação estaria nos bloqueios atmosféricos, que são relativamente comuns nesta época do ano, porém ecologistas e pesquisadores ambientalistas também relacionam o estio com anos e anos de desmatamento, poluição e falta de cuidados essenciais ao equilíbrio do meio ambiente. "Esta situação prejudica a qualidade do ar, com a poeira em suspensão e agrava problemas de saúde, em especial nas crianças, idosos e gente com doenças respiratórias ou alergias, as gripes e resfriados que podem se agravar aumentam de intensidade neste clima", comenta por aqui no blog Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, ao editar as informações sobre o tempo agora que ele captou no site ruralbr. Este espaço, mais especializado em notícias sobre a vida nas fazendas, informa que muitos produtores de alimentos e também o setor de pecuária ainda amargam a falta de chuvas que vá vem desde o verão e o outono em boa parte do Sudeste e da região central do Brasil. O tempo anda atípico, de acordo com a climatologia de toda esta ampla região importantíssima para a economia e a ecologia brasileira. No entanto, não chover nos meses de inverno é um fator considerado por tradição comum para o Centro-Oeste e o Sudeste do país. A explicação está na formação dos bloqueios atmosféricos sobre a parte central do Brasil.

"Nesta época do ano, uma massa de ar seco, que atua no oceano, chamada de alta subtropical do Atlântico, avança para o continente, fazendo com que os sistemas frontais sejam deslocados para o mar", explica a meteorologista da Somar, Olívia Nunes. De acordo com ela, essa área de alta pressão que empurra as instabilidades age principalmente entre o Sudeste e o Centro-Oeste. O Sul brasileiro chega a receber chuva, mas as frentes frias não têm força para “furar” essa massa de ar mais seco, então chove na borda da massa, mas não chove nesta região mais central do Brasil: "No Hemisfério Sul do planeta, os sistemas de alta pressão giram no sentido anti-horário, então as frentes que poderiam avançar por aqui são jogadas para o mar, em vez de subirem pelo caminho natural até outras regiões", completa Olívia Nunes, mostrando mapas e imagens de satélites. Além disso, neste ano, as frentes frias na parte sul da Terra estão sendo reforçadas pelas águas mais quentes dos dois oceanos, o Atlântico e o Pacífico. O aquecimento do oceano Pacífico vai dar origem ao femômeno El Niño, aumentando a gravidade da situação: "O oceano Pacífico mais quente faz com que a corrente de jato seja alterada, e isso leva mais chuva para o sul planetário. Já o Atlântico age de uma forma mais local, dando um suporte maior de umidade", argumenta a meteorologista na sua análise do tempo e do clima agora. Por conta desses fatores é que por exemplo o desenvolvimento do milho do Sudeste ficou comprometido por causa da seca e no Sul é exatamente o contrário: ali o excesso de umidade piora a qualidade das lavouras. Somente o trigo que foi plantado no norte do Paraná não foi prejudicado, já que nesta faixa daquele estado as chuvas não foram muito volumosas, diferente do que aconteceu na parte central e oeste paranaense que chegou a recebeu 400 milímetros acumulados em um único fim de semana de junho, causando ao invés de seca, inundações, que prejudicam de uma outra maneira (tão grave quanto) o equilíbrio socioambiental da vida nestes dias. Em todas as regiões com falta de chuva, baixa umidade ou enchentes e inundações, o consolo é acompanhar pela TV, Rádio e Internet os jogos do Mundial de futebol, cumprindo a sua função de indústria do lazer por aqui e em todos os lugares do mundo.

A falta de chuva, a baixa umidade, a poeira no ar, a seca afeta as cidades e o meio rural do sudeste e centro do país
 
 
Com chuva ou seca com qualquer tempo e clima as pessoas jogam bola em todos os lugares como nunca....
 


...também por causa da superexposição de mídia da Copa do Mundo de Futebol no país da bola....

...que um dia foi + o país da natureza, agora desequilibrada pós-agressões de tantos e tantos anos


Fontes: http://tempo.ruralbr.com.br
             www.folhaverdenews.com

 

6 comentários:

  1. Realmente são dois os sentimentos de época, aqui agora, onde estamos postando este blog, a Copa do Mundo com a emoção dos jogos entre seleções e o debate dos seus problemas (entre eles, a Fifa, a CBF etc.) e simultaneamente, a questão do tempo, do clima, que cada vez mais preocupa a todo mundo.

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  2. Depois de quase um mês nos dedicando a posts sobre a Copa do Mundo, em enfoques diferentes da grande mídia, às vezes mais críticos e buscando também ser mais originais os conteúdos, hoje nesta edição nos dedicamos mais à questão climática, tão ou mais importante para o Brasil que este evento mundial de futebol.

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  3. Ela tem os seus problemas e contradições, que temos analisado neste blog da ecologia e da cidadania, mas a Copa como indústria nacional e mundial de lazer tem funcionado, mas é também urgente que voltemos, já na segunda fase deste evento de futebol, a nos preocupar com informações sobre o tempo e o clima sofrendo uma crise também por aqui no interior do país, também no nordeste paulista e sudoeste mineiro, onde está a nossa redação.

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  4. Vale como + 1 alerta: participe vc tb desta edição de hoje, enviando para o e-mail do nosso blog a sua opinião sobre esta pauta ou a sua msm sobre o instante presente da nossa vida aqui no país: envie para navepad@netsite.com.br

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  5. "A maior seca dos últimos 50 ou 100 anos no sudets e centro do país, bem como enchentes e excesso de chuvas no sul, norte e alguns pontos do nordeste, são indícios de mudança de ciclo, não se devem só a questões ambientais e crise climática, mas com certeza, o desmatamento e a poluição nestes anos todos contribuem para o desequlíbrio, agravado por fenômenos naturais como o El Niño": é um resumo da msm do professor de Geografia Peres, que faz pesquisa junto à Unesp de Araraquara (SP) sobre a queda na produção de laranjas no interior paulista.

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  6. Mande vc tb a sua msm aqui pro nosso blog: navepad@netsite.com.br

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