quinta-feira, 17 de julho de 2014

A ÁGUA QUE NÃO VEM CAINDO DO CÉU NESTA SECA DEPENDE PARA QUE CHOVA DO SE FAZ AQUI NO CHÃO

Matéria de Dal Marcondes do site Envolverde reporta a gravidade da falta de água e de chuvas regulares por aqui no Sudeste: é a informação da hora, da maior importância ambiental agora

O jornalista Dal Marcondes, diretor deste portal de assuntos socioambientais, dedicado a questões, temas e problemas ligados ao desenvolvimento sustentável, diz na parte inicial do seu texto no site Envolverde, referindo-se às chuvas, que andam escassas e irregulares no Sudeste do Brasil que "até mesmo a questão do cair do céu requer alguma atenção especial, pois a água não é gerada no céu, verdadeiros rios aéreos circulam em torno do planeta e, no Brasil especialmente, trazem água do Caribe, reciclam sobre a Amazônia, chovem sobre o Pantanal e irrigam as lavouras e as cidades do Sul/Sudeste. Há excelentes trabalhos realizados pelo cientista Antônio Nobre, do INPE –Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – e do INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – que mostram essa dinâmica em detalhes e porque se corre o risco de transformar o clima da região de maior PIB do país em um deserto", escreve este ecoespecialista, falando sobre a crise do Sudeste com os níveis dos reservatórios cada vez perigosamente mais secos. "Trata-se realmente de uma falta de gestão sustentável ao longo dos últimos anos em São Paulo e em outras regiões do país, a culpa pela escassez de água e irregularidade das chuvas... não é de São Pedro", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania, Folha Verde News, o repórter o ecologista Antônio de Pádua Padinha, abrindo este webespaço para os argumentos de Marcondes, que são um roteiro para a solução deste drama da atualidade, que se não dimensionado e controlado, se transformará numa tragédia.

O que está por trás do apocalipse das águas em São Paulo e no sudeste brasileiro

"Um levantamento da Agência Nacional de Água (ANA), ainda em 2010, apontou que o problema do abastecimento é generalizado pelo país. Dos 5.565 municípios brasileiros, mais da metade terão problemas de abastecimento de água até 2015. E para tentar adiar o problema por ao menos uma década será preciso desembolsar 22 bilhões de reais em obras de infraestrutura, construção de sistemas de distribuição, novas estações de tratamento e manutenção de redes muito antigas, que perdem mais de 30% da água tratada antes de chegar à casa dos clientes. Nesse valor não estão incluídos os recursos necessários para resolver o problema do saneamento básico, com a construção de sistemas de coleta de esgoto e estações de tratamento, de forma a proteger os mananciais onde se faz a captação para consumo humano. Para isso, segundo a ANA, serão necessários outros 47,8 bilhões de reais. O abastecimento das duas principais regiões metropolitanas do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro, está ameaçado por conta da superutilização dos mananciais, já bastante poluídos e degradados por conta da falta de uma visão mais sistêmica, onde a preservação e a gestão devem caminhar de mãos dadas. O sistema Cantareira tornou-se o vilão da hora para a mídia, mas não é o único e talvez nem seja o principal. O sistema do Paraíba do Sul, que alimenta o Vale do Paraíba e o Rio de Janeiro também não suporta mais sua carga, com águas poluídas e margens devastadas. O fato de não chover de forma regular em grande parte do Brasil, e levar ao colapso muitos sistemas de abastecimento, não significa que exista menos água circulando pelo país. Acredita-se que a quantidade de água que circula sobre o país seja basicamente a mesma de sempre, no entanto, os desequilíbrios existentes nos ecossistemas faz com que o regime de chuvas seja errático, por isso grandes enchentes em algumas regiões da Amazônia, onde choveu a água que deveria ter caído mais ao Sul, e no Sul do país, onde a chuva caiu antes de chegar à região Sudeste e sobrecarregou os rios locais. As políticas de gestão de recursos hídricos devem tomar vulto nas próximas eleições em São Paulo, é preciso ir além das acusações e discutir os modelos. É urgente uma visão de gestão que inclua a recuperação ambiental dos rios e mananciais do Estado, modelo de operação das empresas concessionárias que disputam entre si para obter vantagens em captação e não se responsabilizam de fato pelos investimentos necessários em tratamento de esgotos e por ai vai. No momento a crise hídrica paulista está em seu ponto alto, mas vai voltar a chover. Pode-se esquecer do assunto até a próxima seca (que virá com toda a certeza) ou trabalhar para recuperar a capacidade de produção de água dos biomas regionais e nacionais, resumindo aqui, água vital para a economia, também para a ecologia, para as pessoas, para a vida (Dal Marcondes).

O texto de Dal Marcondes contém informações que são um roteiro para uma gestão sustentável...

...de um problema do sudeste e do país que já virou um drama e pode virar uma tragédia

Fontes: www.envolverde.com.br
             www.folhaverdenews.com

7 comentários:

  1. A grosso modo e em linguagem popular, prá todo mundo entender, a falta de chuvas regulares por aqui em São Paulo e no sudeste do país é uma questão política, de falta de gestão governamental, não é culps de São Pedro.

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  2. Você que ficou interessado neste assunto da hora, deve mesmo acessar o site Envolverde e ler com toda atenção e na íntegra o texto de Dal Marcondes que, realmente, é um roteiro para a uma alternativa de desenvolvimento sustentável, capaz de solucionar o problema.

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  3. Afinal se trata de uma questão vital para a economia, a ecologia, a saúde das pessoas, para a vida.

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  4. "Envie vc tb a sua opinião ou informação sobre esta pauta, mandando uma mensagem para nosso blog através do e-mail aqui da redação: navepad@netsite.com.br

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  5. "Há mais de 10 anos venho alertando amigos e autoridades que conheço que as nascentes e os córregos até na Serra da Canastra, onde nasce o rio São Francisco e sempre teve muita fartura de águas, estão secando": é a msm que nos envia José Manuel Sobrinho, que tem propriedade rural entre o nordeste paulista e sudoeste mineiro, divisa entre São Paulo e Minas Gerais.

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  6. "Aqui no caso de São Paulo, apesar de não querer somente polemizar ou politizar este assunto, a culpa vem da falta de uma gestão pública ambiental e de uma visão sustentável da questão das águas, mais do que crise climática ou fenômenos como El Niño, é no efeito de maus políticos": este é em resumo o comentário do engenheiro José Pedro, que atua com construção civil em São Paulo.

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  7. "Esse texto merecia um especial de TV tipo Globo Repórter, esclarece muuuuito": é a opinião de Nayara Borges, estudante de jornalismo na Unifran. Mande vc tb a sua msm através do e-mail navepad@netsite.com.br

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