sábado, 19 de julho de 2014

A ESPERANÇA AGORA NESTE INVERNO SE CHAMA EL NIÑO E SIGNIFICA...ANSIEDADE DE CHUVA

O El Niño é confirmado para este inverno pelos meteorologistas do país e do planeta mas sua intensidade só aumentará na primavera: as esperadas chuvas não virão ainda agora...

Já está em evolução um novo ciclo de águas aquecidas sobre o Oceano Pacífico equatorial, algo que sustenta a ocorrência deste fenômeno ao longo deste inverno. Segundo o Climate Prediction Center da NOAA/USA, o aquecimento das águas superficiais do Pacífico equatorial é uma anomalia positiva e deve evoluir desde junho, agora em julho e em agosto gradualmente da parte leste para a parte central. No entanto, ainda há certa indefinição sobre a intensidade e a duração do fenômeno climático que poderia ser a salvação agora, trazendo chuvas e atenuando a seca mesmo antes de setembro ou de outubro. Já é uma certeza que o El Niño irá exercer influência e provocar alterações no clima, durante o inverno e primavera em todo o Hemisfério Sul, porém em relação ao próximo verão há algumas incertezas e ainda não dá para tirar conclusões, afirma o climatologista Paulo Etchichury, da Somar Meteorologia. Depois de dois anos de neutralidade climática está confirmada a projeção do fenômeno El Niño, a partir do segundo semestre deste ano. Com isso, o inverno brasileiro deverá mesmo ter as suas características alteradas. O inverno neutro tem como característica principal ser um período sem chuvas, na maior parte do país e com ondas de frio no Centro-Sul. Com o indicativo de um novo episódio de El Niño, este cenário muda e as alterações devem ser sentidas principalmente no final da estação. As principais mudanças provocadas por um El Niño instalado durante o inverno podem ser resumidas como um efeito associado ao aumento da chuva no Sul do Brasil, o que interfere no desenvolvimento de culturas como trigo e cevada. O excesso de chuva na região sul brasileira (é algo que já se constata). Chuvas agora no inverno por aqui no Sudeste, entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, onde a seca está afetando mais os rios, os reservatórios, o ar e a saúde da população nas cidades, isso também poderia prejudicar a colheita do café e da cana-de-açúcar. Há chances objetivas de que por aqui no Sudeste julho, agosto e setembro possam ter precipitações acima do normal, é o que confirma o meteorologista Paulo Etchichury. Por outro lado, além de chover, haveria um outro efeito positivo, em períodos de El Niño, o inverno tem temperaturas mais amenas, reduzindo o risco de frio extremo e incidência de geadas. Um benefício também esperado para os estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo, que no último inverno foram afetados por muitas geadas. Temos que ficar atentos, monitorando a evolução deste fenômeno. Os modelos climáticos assim como os modelos de previsão do tempo estão sempre se atualizando e se modificando. "O que existe agora é uma ansiedade para que chova e um pânico com as consequências negativas da seca", comenta aqui no Folha Verde News o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha ao editar este post.  

O fenômeno El Niño já está agindo no Sudeste do Brasil mas só será mais intenso a partir de setembro

Por aqui entre São Paulo e Minas o Rio Grande também mostra a seca das águas que assusta a população

O que é afinal o fenômeno El Niño tão esperado agora neste inverno?

O El Niño é - segundo explica hoje aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o professor Júlio César Lázaro da Silva, mestre em Geografia pela UNESP - um evento climático natural que ocorre no Oceano Pacífico, podendo ser definido como um aquecimento anormal das suas águas, seguido pelo enfraquecimento dos ventos alísios. Tais alterações modificam o sistema climático de distribuição das chuvas e de calor em diversas regiões do planeta. Apesar de apresentar uma descrição muito simples, seu funcionamento reúne uma série de conceitos de climatologia. Para resumir, o El Niño Oscilação Sul (ENOS) é uma alteração natural e cíclica nas porções central e leste do Oceano Pacífico. Fundamentalmente, ocorre um maior aquecimento de suas águas, de pelo menos 1 grau Celsius, tomando como referência a média térmica desse oceano, que é de 23°C. Seu nome remete ao menino Jesus, pois sua descoberta está associada às observações de pescadores e marinheiros peruanos, que notaram o aquecimento das águas do mar e a consequente redução da quantidade de peixes na época do Natal. Registros paleoclimáticos, históricos, arqueológicos e relatos de navegadores apontam para a sua ocorrência já há mais de 500 anos.  Esses registros envolvem mudanças nas forças dos ventos, transformações na quantidade e intensidade de chuvas, secas, enchentes, atividade pesqueira e produção agrícola. O El Niño está relacionado  historicamente até mesmo à crise agrícola que ajudou na decadência da civilização Maia. É importante compreendermos o conceito de pressão atmosférica: alta pressão e baixa pressão. A alta pressão do ar pode ser definida como uma camada de ar frio e denso que se dirige em direção à superfície, movimento conhecido como subsidência (descida) do ar frio. Esse movimento promove o deslocamento dos ventos em direção às zonas de baixa pressão, onde o ar mais quente e menos denso tende a sofrer ascendência (subir), contribuindo para a formação de chuvas. O aquecimento das temperaturas provocado pelo El Niño influencia o sistema de alta pressão subtropical, localizado a 30° de latitude. O enfraquecimento das altas pressões diminui a força dos ventos alísios, que têm a sua origem nessa região subtropical.  Os alísios são ventos que sopram dos trópicos em direção ao Equador, sendo responsáveis por carregar calor e umidade em direção às áreas equatoriais. No Oceano Pacífico, eles são fundamentais para a ocorrência de chuvas na Oceania e Sudeste Asiático. O El Niño altera a distribuição de calor e umidade em diversas localidades. Na Oceania, em especial a Austrália, e em algumas ilhas do Pacífico, além de países do Sudeste Asiático, como Indonésia e Índia, os verões normalmente úmidos acabam tendo uma redução na quantidade de chuvas. No litoral da América do Sul e da América do Norte ocorre um aumento das temperaturas (mas isso se dá especialmente nos meses de verão e não no inverno), há também um aumento das chuvas e enchentes. Para as áreas pesqueiras do Pacífico leste, como Peru, Chile e Canadá, o El Niño pode ser dramático, diminuindo consideravelmente a quantidade de peixes de acordo com o nível de aquecimento das águas. O El Niño mais forte que já foi  registrado pelos equipamentos meteorológicos da atualidade foi entre 1982 e 1983, com um aquecimento de aproximadamente 6°C da temperatura do Oceano Pacífico. Seus efeitos foram catastróficos, com perdas econômicas estimadas em oito bilhões de dólares. Apenas as enchentes e tempestades que atingiram os Estados Unidos somaram perdas de dois bilhões de dólares. Enormes secas ocorreram na Indonésia, Austrália, Índia e sudeste da África. A Austrália experimentou diversos incêndios florestais, quebra nas safras agrícolas e a morte de milhões de ovelhas por falta de água. A pesca no Peru resultou em metade dos valores pescados no ano anterior. Por aqui no Brasil, em 1997, o fenômeno El Niño foi um pouco mais intenso do que se espera que ele ocorra agora entre o inverno e a primavera, quando a falta de chuvas, a seca, o risco de desabastecimento e a baixa dos reservatórios de águas alarmam a população, dramatizam muito a situação e já faz com que haja uma ansiedade coletiva pela ocorrência de chuvas e até mesmo um pânico da seca, com seus efeitos no meio rural e nas cidades, prejudicando o equilíbrio do meio ambiente e a saúde das pessoas, o que em determinada proporção já acontece, neste momento em especial, em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, por aqui em todo o sudeste brasileiro, onde rios, córregos, brejos e nascentes já sinalizam que estão secando: o povo por sua vez já está orando para que chova e nesse sentido, os que já estão mais informados pelos boletins de meteorologia pedem então para que o El Niño comece logo a influir na realidade ambiental em toda a região central do Brasil.

O Grande e todos os rios paulistas e mineiros vivem a maior seca dos últimos 30 ou 40 anos

Neste momento, os pescadores têm poucas chances de conseguir peixes na pesca

O pânico da seca já toma conta da paisagem e da população

Os ipês parecem também clamar por chuva

 
Fontes: AFP/www.climatempo.com.br/www.tempo.ruralbr.com.br/www.wamidia.com.br/
             www.folhaverdenews.com.br

7 comentários:

  1. Podem até vir algumas chuvas, nestes dias, por exemplo, mas não com a intensidade ou a regularidade que são esperadas e que já são mais do que necessárias.

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  2. O colapso de chuvas que vem acontecendo desde janeiro, desde o verão em que choveu abaixo da normalidade, no outono, repetiu a escassez de chuva e de águas, algo que se agravou agora no inverno, que já é normalmente seco.

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  3. O pânico sobre os efeitos da seca já se instalou na psicologia do povo agora e a ansiedade para que chuva só aumenta, a notícia de que o fenômeno El Niño já foi detectado pelos satélites espaciais e por vários meteorologistas, dá esperança de que venha a chover.

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  4. Em geral, meteorologistas informam que por enquanto o El Niño está agindo em somente cerca de 6 das suas dez premissas de costume, somente a partir de setembro os efeitos deste fenômeno climático natural se intensificará. Informam também que o efeito agora do El Niño ainda é de moderado a fraco, só atingirá o seu potencial máximo em dezembro.

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  5. Envie informações ou comentários sobre esta pauta de hoje para o e-mail do nosso blog: navepad@netsite.com.br

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  6. "Estava procurando informações, na mídia não estava encontrando notícias mais claras sobre El Niño, entrei no Google prá pesquisar e aí cheguei nessa matéria aqui deste blog, muito boa e oportuna": este é parte do comentário de Josias, engenheiro agrônomo, que nos enviou também fotos do Rio Piracicaba secando, que postaremos depois, aqui ou no Facebook.

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  7. "Transformou rios em deserto e fontes de água em terra árida, converteu o solo fértil em salinas por causa da malícia dos seus habitantes. Mudou o deserto em lençol de água e a terra árida em abundantes fontes"...: é um trecho do Salmo 106 (Hebraico 107) que nos enviou Maria S. Fortes, como uma forma de comentar que só a providência de Deus pode nos ajudar diante de problemas como esta seca e falta de medidas dos governos.

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