quinta-feira, 31 de julho de 2014

De acordo com site Uol, total de mortos na Faixa de Gaza já chega a 1.650 e os feridos são mais de 10 mil. A maioria de mortos e dos feridos, mulheres e crianças

É até possível  entender os motivos do conflito mas ninguém na Terra aceita o nível de violência a que ele já chegou: nada justifica desprezar o direito internacional e o direito à vida. Por sinal de vida e de esperança, neste sábado dia 2 de agosto, Bruna Lombardi sugere que às 18h todos elevemos nosso pensamento em energia pura pela paz no Oriente Médio e aqui também, porque como disse neste dias um pacifista em nosso blog, a Faixa de Gaza é aqui também... 


Nosso blog de ecologia e cidadania divulga também esta iniciativa de darmos uma chance a mais para a paz

A escalada de violência agora que começou em junho deste ano entre Israel e Palestinos é o terceiro conflito do tipo desde a tomada da Faixa de Gaza pelo grupo islâmico Hamas, há sete anos: mas as causas do confronto são muito mais antigas, é o que comunicam matérias de sites como o g1 e a redebrasilatual em suas análises e informações. "As causa são antigas e as raízes antiquíssimas", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News, o nosso editor, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Sob o enfoque da necessidade de que voltem a prevalecer a racionalidade e a busca da paz, até podemos resumir aqui motivos que explicam o conflito, mas não podemos aceitá-lo nem diante das leis nem do bom senso, trata-se de uma questão humanitária acabar com essa violência desumana e insana", sintetiza aqui Padinha a visão que parece  ser a de muitos pacifistas ou de pessoas apenas ponderadas nos mais variados países. Desde os confrontos tribais e os conflitos mais antigos, desde o século passado, ao longo dos anos, ambos os lados foram ampliando as demandas para uma paz definitiva. "Por muito menos violência do que esta, que já feriu quase 10 mil pessoas e já tirou a vida de mais de 1.500 pessoas, houve duas guerras mundiais ou intervenções dos Estados Unidos, agora, mesmo com a ONU criticando, não há sinal de que tudo isso vai parar", argumenta ainda o editor de conteúdo aqui do nosso blog ligado à Não-Violência. Padinha se refere à posição manifestada pela comissária da Organização das Nações Unidas, Navi Pillay, que chegou a afirmar que Israel está desafiando o próprio Direito Internacional na sua forma de atuar contra o movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza.  De toda forma, entenda as exigências históricas e os argumentos de cada um dos lados em disputa nesta situação absurda ou cega de violência. 
 
MOTIVOS DE ISRAEL
- O país afirma categoricamente que o Hamas é o responsável pelo sequestro e assassinato dos três adolescentes israelenses em 12 de junho (causa mais recente do conflito).

- O Hamas não só atira foguetes de Gaza para o lado israelense, como também aumentou seu arsenal, que agora pode atingir o centro de Israel como nunca antes. Israel considera que não pode ficar parado em relação à situação.
- Israel alega que o Hamas esconde militantes e armas em locais residenciais em Gaza, por isso é necessário atacá-los, mesmo que isso signifique que civis estejam entre as vítimas.
- Para Israel, o Hamas é um grupo terrorista que não reconhece a existência do Estado de Israel e não aceita se desarmar.
MOTIVOS DOS PALESTINOS
- Um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém. A autópsia indicou que ele foi queimado vivo. Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime.

- A maioria dos palestinos considera o controle israelense sobre a Faixa de Gaza abusivo e a situação humanitária insustentável. Os moradores dependem de Israel para ter eletricidade, água, meios de comunicação e até moeda.
- Nos confrontos entre Israel e o Hamas, a força de ação do exército israelense é desproporcionalmente maior. Em todos os confrontos até agora, o número de mortes do lado palestino foi muito maior.
- Israel deteve centenas de militantes do Hamas em sua grande busca na Cisjordânia pelos três israelenses sumidos no mês passado.

mapa gaza 19/11 (Foto: 1)


Informações de sites como da Globo e das agências Associated Press, Reuters e AFP, perguntas e de respostas para você que busca entender os detalhes deste conflito superviolento de agora

Como começou o confronto?
A mais recente escalada de violência começou com o desaparecimento de três adolescentes israelenses na Cisjordânia. Israel acusou o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, do sequestro. O grupo islamita não confirmou nem negou envolvimento. Israel deslocou soldados para a área da Cisjordânia e dezenas de membros do Hamas foram detidos. Foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel.
Os corpos dos três jovens foram encontrados em 30 de junho, com marcas de tiros. A tensão aumentou, com Israel respondendo aos disparos feitos por Gaza. No dia seguinte, um adolescente palestino foi sequestrado e morto em Jerusalém Oriental. A autópsia indicou que ele foi queimado vivo.
Israel prendeu seis judeus extremistas pelo assassinato do garoto palestino, e três dos detidos confessaram o crime. Isso reforçou as suspeitas de que a morte teve motivação política e gerou uma onda de revolta e protestos em Gaza.
No dia 8 de julho, após um intenso bombardeio com foguetes contra o sul de Israel por parte de ativistas palestinos, a aviação israelense iniciou dezenas de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. Os militantes de Gaza responderam aos ataques, disparando foguetes contra Tel Aviv. Após os bombardeios, Israel decidiu atacar Gaza por terra.
Por que Israel ataca a Faixa de Gaza com foguetes?
O ponto de vista israelense é de que o Hamas cresceu acostumado a lançar foguetes e nenhum país pode tolerar isso. Não fazer nada não é uma opção e atacar fortemente o grupo é a maneira que o governo enxerga de conseguir garantir sua paz. O Estado justifica a morte de civis nos bombardeios como fatalidades e culpa o Hamas por esconder militantes e armas em locais civis.
Como informa agência Associated Press, Israel afirma se esforçar para minimizar os "efeitos colaterais" ao emitir sinais de alerta para moradores e antecipar ataques grandes com bombas pequenas. Além disso, os israelenses veem o Hamas como um inimigo mortal que não pode ser tolerado e, devido a suas bases radicais islâmicas, há pouca chance de diálogo. 


Independente das "razões" de cada lado, se trata agora de uma questão humanitária

Não-Violência X Fim do Mundo questiona o nosso blog
 


Há um clamor mundial pela paz no Oriente Médio
Como o Hamas assumiu o controle da Faixa de Gaza?
A Faixa de Gaza foi tomada por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e entregue aos palestinos em 2005 - embora boa parte das fronteiras e territórios aéreos e marítimos ainda sejam controlados pelos israelenses. Em 2007, o grupo Hamas - considerado terrorista por Israel - venceu as eleições parlamentares palestinas, fato não reconhecido pelo opositor Fatah. O racha na administração fez com que o Hamas controlasse a Faixa de Gaza e o Fatah ficasse a cargo da Cisjordânia. Desde então, Israel e o Hamas não dialogam.

Como convivem os habitantes da Faixa de Gaza com a situação?
Para os palestinos, a situação em Gaza é insustentável. Desde a tomada do poder pelo Hamas, Israel impede a passagem por terra no norte e leste, e pelo mar a oeste, bloqueando também as viagens aéreas. O Egito completa o cerco com um controle pesado das fronteiras com a Faixa de Gaza no sul. A região de 1,7 milhões de pessoas está lotada de favelas em um território de menos de 35 km de extensão e com poucos quilômetros de largura.
Para muitos palestinos, até mesmo os que não apoiam o Hamas, os meios não convencionais como foguetes contra os que eles enxergam como causadores de seus tormentos é uma resposta considerada aceitável. Com o fracasso dos últimos 20 anos de negociações de paz para conseguir formar um Estado independente palestino, alguns temem que a ocupação da Cisjordânia pode ser permanente e o que se tem é um cenário de desânimo e desespero.
Os israelenses apoiam os ataques a Gaza?
Há muita divisão em Israel, e é difícil falar em um "ponto de vista israelense" - mas isso não se aplica ao Hamas e a seus foguetes. Essa é uma oportunidade única para o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Muitos israelenses se opõem às suas políticas em relação aos palestinos em geral, e alguns realmente abominam seu apoio a novos assentamentos judaicos na Cisjordânia. Mas a vasta maioria dos israelenses não confia e se opõe ao Hamas - autores de vários ataques suicidas contra civis e detratores dos esforços de paz feitos pelos palestinos moderados. Para Netanyahu, cada derrota do Hamas é uma chance de popularidade.

O Mundo Árabe apóia o Hamas?
Políticos árabes condenam frequentemente Israel, mas poucos genuinamente morrem de amores pelo Hamas. O grupo palestino é parte de uma vertente política do Islã que, com as Revoltas Árabes, está sendo combatida em toda a região, primeiro no Egito (com a saída da Irmandade Muçulmana), mas também em países do Golfo. Até seu aliado Irã deixou de apoiá-lo e seus recursos estão se esgotando - enquanto vários países do Ocidente os consideram um grupo terrorista.

A Autoridade Palestina recentemente propôs um governo conjunto com o Hamas, mas a animosidade com o grupo secular Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, foi mais profunda. O Hamas não aceita as condições propostas pela comunidade internacional para ser um ator global legítimo: reconhecer Israel, aceitar os acordos anteriores e renunciar à violência.
Os ataques israelenses são desproporcionais?
Na batalha pela opinião pública, Israel pode ser uma vítima de seu próprio sucesso na prevenção de fatalidades internas. Seu potente sistema de defesa "Cúpula de Ferro" abateu inúmeros foguetes do Hamas, reduzindo a pouquíssimas as vítimas israelenses durante os três últimos conflitos contra o grupo islâmico. Já o ataque do Estado judeu é intenso e deixa centenas de vítimas - muitas delas civis - do lado palestino, o que pesa negativamente na opinião pública interna e internacional.
Muitos acreditam que o Hamas pouco se esforça em não provocar Israel. A opinião pública importaria menos na Faixa - que não é verdadeiramente uma democracia - do que em Israel e é pouco provável um cenário em que o Hamas seja derrubado pela população no momento.


Fontes: www.g1.globo.com
             www.redebrasilatual.com.br
             Associated Press
             Reuters
             AFP
             www.folhaverdenews.com

12 comentários:

  1. A seguir, vamos inserir os 5 comentários que já temos ou recebemos aqui no blog, aguarde e mande você também sua opinião pro nosso e-mail: navepad@netsite.com.br

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  2. Marina Pereira, de Uberlândia (MG) nos envia notícia que saiu neste momento no site Terra, que resumimos aqui. O primeiro-ministro turco comparou os métodos utilizados por Israel durante sua ofensiva contra Gaza aos de Adolf Hitler. "Diga-me, qual é a diferença entre as operações israelenses e as dos nazistas e de Hitler?", questionou Erdogan: "É racismo, fascismo. Tudo o que está sendo feito em Gaza volta a reacender o espírito do mal e perverso de Hitler", declarou Erdogan, favorito na eleição presidencial na Turquia que acontecerá entre 10 e 24 de agosto. O atual primeiro-ministro turco também criticou os Estados Unidos, sem citá-lo diretamente, por defender as operações do exército israelense e denunciou a inércia do mundo muçulmano.
    "Aqueles que permanecem em silêncio diante deste massacre são tão cruéis quanto os agressores", afirmou Erdogan, que os Estados Unidos considera "muito próximo" do grupo Hamas.

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  3. A população civil, em especial as crianças, são as principais vítimas do conflito e do nível de violência que se instalou em Israel. Este é o ponto que entidades humanitárias destacam, pedindo pelo menos mudança de tática ou de estratégia de luta do exército israelense contra o Hamas, na Faixa de Gaza.

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  4. "O fim deste confronto violento, sangrento, destruidor, levando este confronto para uma negociação numa assembleia extraordinária da ONU, talvez este seja o caminho agora, para evitar o pior", é o comentário que nos envia Ary Carvalho, de Juiz de Fora (MG). Ele diz que procurou no Google mais informações sobre o confronto e viu l´[a a manchete do nosso blog.

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  5. Seja como for, uma ampliação da trégua e uma negociação internacional poderão semear um processo de paz, não só no Oriente Médio mas em outras regiões do planeta em conflito, como a Ucrânia. Afinal em que lugar do mundo vigora hoje a justiça ou pelo menos o direito, a paz ou pelo menos a segurança da população?...

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  6. Mande você também o seu comentário ou opinião sobre a violência deste conflito Israel X grupo palestino Hamas na Faixa da Gaza, enviando a sua mensagem ou proposta para navepad@netsite.com.br

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  7. !2 pessoas comentaram ou se referiram a esta postagem do blog no Facebook entre 12h e agora, próximo das 15h. Lia Rosemberg opina que está faltando lucidez. Anna Fernandes também clama pela paz e se diz horrorizada com o sofrimento do povo neste confronto.

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  8. Moreira, de São Paulo (SP) nos envia um resumo das últimas notícias sobre este problema publicadas agora no site Uol: A chefe para Assuntos Humanitários da ONU, Valerie Amos, afirmou em videoconferência com o Conselho de Segurança que mais de 80% dos mortos na ofensiva israelense na faixa de Gaza são civis e que o mundo está assistindo "horrorizado ao desespero de crianças e civis sob ataque". Gaza viveu ontem seu dia mais sangrento, com 119 mortos e 500 feridos em ataques e bombardeios -- um deles em uma escola mantida pela ONU. Em 24 dias de ofensiva, os mortos já são contabilizados em 1.400, segundo o Ministério da Saúde em Gaza, entre eles pelo menos 251 crianças, e os feridos são mais de 7.000. Do lado israelense, são 59 mortos, dos quais três são civis.

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  9. "Curiosa a posição dos Estados Unidos, que critica o bombardeio de uma escola infantil da ONU em Gaza mas defende o direito militar de Israel na região e mais ainda, o que é pior, defendendo também a venda de armamentos para o exército israelense, o que deixa tudo bem claro"...É o comentário de Yousseff Cury, de Presidente Prudente (SP).

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  10. "Passa da hora da paz. O Papa Francisco mais uma vez e agora também até a cantora Madonna na turnê do seu show MDNA pediu cessar-fogo entre Israel e Palestinos na Faixa DE GAZA": é a msm que nos envia a produtora de moda Mary Esquiva, de Garujá (SP).

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  11. De acordo com Agência Efe, total de mortos na Faixa de Gaza já chega a 1.349 e os feridos são mais de 7,5 mil. A maioria de mortos e dos feridos, civis, incluindo mulheres e crianças. "Um record da violência na atualidade, ninguém pode se calar diante dessa violência": é a msm que nos chega do Rio de Janeiro, assinada por Jamil da Mangueira.

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  12. "Muito importante a iniciativa de Bruna Lombardi, lutar pela paz como neste ato deste sábado às 18h, coisas assim que mudam o mundo": é o comentário de Valdir Pontes, de Divinópolis (MG).

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