quarta-feira, 23 de julho de 2014

FRENTE FRIA AJUDOU GOVERNO DE SP PROVOCAR CHUVA ARTIFICIAL PARA ATENUAR CRISE DA SECA

El Niño influiu mas empresa também provocou precipitação artificial para aumentar nível de reservatórios: Governo de São Paulo tenta evitar o pior nesta seca, tenta disfarçar a falta de gestão ambiental também por razões eleitorais

 

Frente fria se espalhou pelo Sudeste e Centro-Oeste também por influência do fenômeno natural El Niño: pancadas de chuva em todos estes dias

 

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) recontratou empresa para induzir chuvas artificiais no Sistema Cantareira - os reservatórios estão no nível mais baixo desde pelo menos 1974, mas há levantamentos que colocam esta falta de chuva como a maior da hist´´oria nesta região do país. O processo de chuva artificial já foi feito no início deste ano, marcado pela seca e pelo estio em São Paulo e no Sudeste do país (confira matéria que fizemos dias atrás aqui no blog Folha Verde News sobre o fenômeno natural El Niño, já atuando na atmosfera mas provocando chuvas mais intensas só a partir de setembro). A tecnologia hoje já permite a aceleração da precipitação de chuvas sem o uso de produtos químicos, em um processo conhecido como semeadura ou bombardeio de nuvens, "mas não há transparência de informações sobre qual será o processo usado pelo governo paulista para provocar chuvas e tentar amenizar os prejuízos socioambientais, econômicos e políticos ou eleitorais desta situação", comenta por aqui no blog da ecologia e da cidadania, Antônio de Pádua Padinha, ao editar este post. Há centenas de cidades paulistas, mineiras, cariocaa, que já enfrentam a crise do desabastecimento, ela é porém mais forte e evidente na Grande São Paulo, onde em alguns ângulos o sudeste está se assemelhando ao nordeste brasileiro. Ainda em fevereiro, quando "fez chover" pela primeira vez em 2014, a diretora da empresa ModClima, Majory Imai, confirmou ter produzido chuva artificial a nordeste de Bragança Paulista. "Foi uma chuva pequena, mas já foi um bom sinal que o processo dá certo". De acordo com ela, desde 2001, a Sabesp mantém contratos operacionais de médio prazo com a empresa para otimizar chuvas no sistema. "Em anos anteriores não fomos requisitados porque choveu muito. Agora, com toda a seca, a Sabesp nos contatou e deslocamos para a  parte de uma equipe que estava fazendo chover em lavouras de soja, na Bahia".  Segundo Majory, não basta querer produzir chuva: é preciso que existam nuvens de bom porte. "Montamos uma operação para trabalhar toda nuvem boa que se aproximar do sistema daqui da Cantareira". O funcionamento do processo de "fazer chover" é relativamente simples. Um avião solta gotículas de água na base das nuvens. As gotas ganham volume e, quando estão pesadas o suficiente, uma chuva localizada acontece. Segundo a empresa, chove de 5 a 40 milímetros. Para isso, o tempo de semeadura ou de bombardeio de gotículas é de 20 a 40 minutos. Neste momento, para parte das regiões paulistas da capital e do interior há previsão de chuvas naturais entre sexta e domingo, como indicam por exemplo nesta semana os mapas e as informações meteorológicas da Climatempo. Para o presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, a experiência internacional indica que a eficiência do bombardeamento de nuvens, é relativa ou limitada. "Há uma situação curiosa: a nuvem é bombardeada, mas não se sabe exatamente onde vai chover". Para Braga, a medida mais importante é a conscientização da população: "A situação é muito grave e a população tem de responder usando menos água". Há indícios que muita gente esteja economizando água em especial nos bairros de São Paulo. Há também sintomas de um "pânico de falta d'água", como aliás foi um dos temas de matéria dias atrás aqui no Folha Verde News sobre a aproximação do El Niño. Ao ser questionada agora e no início deste ano sobre o contrato com a ModClima e a eficácia da semeadura, a Sabesp evitou fazer comentários ou dar maiores explicações. "De toda forma, vamos ver os resultados, esperamos que este processo artificial somado ao da chuva ácida e à poluição do ar não venham causar mais outros problemas socioambientais e respiratórios, piorando ao invés de melhorar a saúde do ambiente e das pessoas, milhões de pessoas que vivem em São Paulo, onde há anos falta uma gestão sustentável deste questão das águas", comenta aqui no blog o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, que considera "aceitável" na situação de quase caos já existente nesta seca e neste estio a busca de uma solução de emergência. Mas ele, assim como em geral todos os especialistas, engenheiros e ambientalistas, exigem que depois de cerca de duas décadas, finalmente seja criado um programa de gestão de desenvolvimento sustentável dos recursos naturais e da vida urbana, algo "definitivo e preventivo", para se evitar este clima de guerra contra a seca, que tem também motivação política e eleitoral, como muitos percebem nesta situação de tecnologia emergencial.


São Paulo e todo sudeste do país vive uma crise nordestina

Aqui um dos processos para se provocar por emergência chuva artificialmente

Agora quando chover se perguntará: chuva natural ou artificial?..

Os boletins nas TVs sobre meteorologia como os com dados da Climatempo são os mais vistos atualmente

Na seca da Bahia foi desenvolvido um know-how sobre "fazer chover"
 

E esta tecnologia de chuva artificial é a que está em operação nestes dias em São Paulo

Fontes: www.estadão.com.br
             Climatempo
             www.folhaverdenews.com

9 comentários:

  1. Mesmo que seja também por razões eleitorais e não pensando somente no meio ambiente e na saúde da população, de toda forma esta inciativa é aceitável, diante da gravidade da seca e do estio em São Paulo e em todo o Sudeste.

    ResponderExcluir
  2. Mas esta situação emergencial não pode ser aceuta sem que a gente critiques, assim como fazem cientistas, técnicos, ambientalistas sobre a falta de uma gestão de desenvolvimento sustentável em São Paulo e de resto no Brasil.

    ResponderExcluir
  3. Um programa equilibrando estímulo ao aumento da produção econômica e defesa dos recursos naturais é o que poderia ter evitado este caos ambiental e climático que só piora as condições de saúde da população e isso na região mais desenvolvida do país...

    ResponderExcluir
  4. Outro fato essencial é que o processo de provocar chuva artificialmente seja o menos danoso ao ambiente, evitando-se assim aumentar os índices de poluição do ar (e de doenças respiratórias). Há suspeitas que possa haver soma com a chuva ácida e complicações do tipo para o equilíbrio do ambiente e saúde de milhões de pessoas.

    ResponderExcluir
  5. Mande você também a sua opinião ou comentário sobre esta pauta, enviando a sua mensagem pro e-mail do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br

    ResponderExcluir
  6. "Os homens estão agora até tentando fazer chover mas se respeitassem os limites e as necessidades da natureza, não estaríamos sofrendo com uma crise de recursos naturais, como a da água em São Paulo da gaora, ou melhor, da seca": é a msm que recebemos da professora de Geografia na rede estadual e que atua atualmente na Grande São Paulo, obrigado pelo apoiop de + informações a este blo, Iraci.

    ResponderExcluir
  7. O site Uol está postando agora, por volta das 15h, a seguinte informação: "A Sabesp assinou um novo contrato com a empresa Modclima, no valor de R$ 3,68 milhões, para induzir chuvas artificiais sobre as represas do segundo maior manancial da Grande São Paulo, que estava ontem com apenas 22,2% da capacidade". Mande vc tb a sua informação (envie s/e-mail para navepad@netsite.com.br) assim como fez agora Orlando Paes, de São Paulo (SP).

    ResponderExcluir
  8. "Droga mata e maus governos também": é a opinião de Ana Emília, do Rio de Janeiro (RJ).

    ResponderExcluir
  9. "Está chovendo de leve por aqui entre Jundiaí e Campinas, Climatempo informando que amanhã chove mais": é a msm que recebemos de Antônio Souza: "Nem acreditei quando vi os primeiros pingos".

    ResponderExcluir

Translation

translation