quinta-feira, 3 de julho de 2014

FIFA PRECISA CUMPRIR A PROPOSTA SOCIOAMBIENTAL DE PROTEGER O TATU BOLA NA CAATINGA E NO CERRADO

Biólogo entrega 160 mil assinaturas pela preservação do Tatu Bola usado como o mascote Fuleko, base do design, da publicidade e do marketing da Copa do Mundo no Brasil da Fifa, que não pagou os direitos de imagem e os royalties que podem ser vitais para a vida da espécie e destes biomas: já existe um plano para isso, faltam apenas os recursos para a sua execução  


Em todo o país e em vários países já se noticia a urgência de investimentos na recuperação desta espécie
                                            
A Copa no Brasil é a que está dando mais retorno de marketing e maior lucro à Fifa que porém não cumpriu a proposta de recuperar o habitat desta espécie nativa que é sucesso mundial como o mascote Fuleko, agora, em meio ao sucesso do evento internacional o site Terra e a Agência Brasil estão divulgando a iniciativa do biólogo Felipe Melo que iniciou em Pernambuco um abaixoassinado que já conta com 160 mil assinaturas, reivindicando o cumprimento desta contrapartida. Mais uma vez, o nosso blog Folha Verde News, que se especializa em informações sobre ecologia, cidadania, não violência e novas alternativas culturais, abre seu webespaço para esta questão, por várias vezes o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, fez postagens por aqui debatendo esta situação: "Assim como temos postado denúncias, como a do jornalista britânico Andrew Jennings , e outros problemas da Fifa, colocamos também temas e situações positivas da Copa do Mundo no Brasil, sendo que se for efetivada a contrapartida da Fifa e das empresas que são suas parceiras, financiando um plano de recuperação dos habitats e desta espécie de tatu brasileiro, o Tolypeutes tricinctus, este fato será um dos retornos mais positivos e ficará para a história das Copas e da luta em todo o planeta pela preservação das espécies nativas e dos recursos naturais, isso dará um retorno de imagem pública da Fifa, tão degastada por acontecimentos negativos que têm se alastrado nos bastidores do futebol business", é o que argumenta aqui no blog o ecologista Padinha. Discute-se no por aqui e em vários países ligados neste Mundial de futebol que estádios, obras de mobilidade e turismo são benefícios frequentemente citados como legados da Copa do Mundo no Brasil. Porém, mais que isso, em nome de todo o movimento ecológico e de cidadania do país do futebol, um grupo de mais de 160 mil pessoas já oficializou que quer, como legado, um parque de conservação para o Tatu Bola - animal que, na figura do Fuleco, virou símbolo do Mundial, e está na lista de espécies brasileiras mais ameaçadas de extinção na Caatinga do nordeste e no Cerrado do centro sul do Brasil. Nesta quinta-feira, 3 de julho, véspera das quartas-de-final da Copa da Fifa, o telejornal Globo Rural também fez uma reportagem especial sobre este fato. No caso do abaixoassinado, depois de produzir artigo científico em conjunto com outros pesquisadores, mostrando incoerência entre a escolha de uma espécie ameaçada, para dar cara ao maior evento esportivo do planeta e em especial a falta de investimento para conservar a espécie, o biólogo Felipe Melo, professor da Universidade Federal de Pernambuco, abriu abaixo-assinado para receber apoio da população para o pedido de criação de um parque nacional na caatinga, dedicado à preservação do Tolypeutes tricinctus, o Tatu Bola que virou Fuleko. Em menos de um mês, o movimento conseguiu mais de 160 mil assinaturas, já entregues ontem ao diretor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Sérgio Brant. Para produzir o artigo, o grupo de pesquisadores fez uma expedição à Caatinga e constatou que a caça de tatu ainda faz parte da cultura regional. “A gente chegava nos lugares e perguntava para as crianças quem tinha comido tatu no último ano, e todo mundo levantava a mão”, segundo Felipe Melo. Isso, apesar de o tatu ser um reservatório de hanseníase, e comer a carne do bicho, além de poder levá-lo à extinção, ainda traz o risco de contrair a doença, alerta ele. Segundo o professor, a Caatinga é um ecossistema que só existe no Brasil, e é o mais desprotegido de todo o país. Além da caça ao tatu, a destruição do bioma - habitat natural da espécie, juntamente com o Cerrado - também contribui para aumentar a ameaça de extinção desta espécie nativa, e tão original como desprotegida. Em seu ambiente natural, o Tatu Bola exerce uma função ecológica, tem o papel de movimentar os nutrientes da terra, de controlar a presença de muitos insetos, como as formigas e ainda são na cadeia alimentar parte do alimento para os grandes felinos, que também estão ameaçados de serem extintos. Para Melo, a principal ferramenta para conservar o Tatu Bola neste momento é a criação de áreas naturais, protegidas por lei, para a manutenção das espécies e dos ecossistemas onde ele sobrevive lado a lado e integrado aos recursos da natureza do país do futebol.


 David Beckham também mostrou que há um interesse internacional...

...e nacional pela preservação do Tatu Bola e seu habitat no Cerrado e na Caatinga


Este bichinho foi usado pelo marketing da Fifa e agora merece a contrapartida por parte da Fifa

A Associação Caatinga está comercializando um Tatu Bola de pelúcia para levantar fundos...

...e evitar o desaparecimento desta e de outras espécies nativas e seus ecossistemas

 
Caravanas de ecologistas têm levado crianças ao habitat do Tatu Bola



O ecologista Aramy Fablício também faz campanha na Paraíba em defesa da espécie

Precisamos salvar este bichinho, todas as espécies nativas e os recursos naturais do Brasil
 
 
             Agência Brasil
             Universidade Federal de Pernambuco
             www.folhaverdenews.com
 

8 comentários:

  1. A Agência Brasil procurou o ICMBio para saber o posicionamento do órgão sobre o abaixoassinado feito em Pernambuco, mas este instituto não conseguiu resposta nem da Fifa nem do Goverfno ou de alguma das empresas que erstão lucrando bilhões de dóalres com a Copa do Mundo no Brasil, que usou a imagem do Tatu Bola na divulgação e agora precisa pagar a contrapartida disso.

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  2. Já existe um plano técnico para a recuperação do Tatu Bola no ICMBio, preservando a espécie e os seus habitas, já que ele é fruto da Caatinga e do Cerrado: faltam somente os recursos para colocar este plano em ação, a hora é agora.

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  3. Por um lado, há uma mobilização muito grande neste sentido em vários países, as crianças, os pesquisadores, os ecologistas, com apoio até de algumas celebridades, levantam esta causa, embora a Rede Globo e a própria Fifa estão cada vez mais tirando o Fuleko de cena...

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  4. Será um retorno positivo de imagem também para a Fifa e as empresas parceiras dela da Copa do Mundo, o que poderá equilibrar um pouco a imagem pública da entidade máxima do futebol business, diante de tantos problemas como propinas e mercado negro de ingressos, entre outras denúncias que têm escandalizado a todos.

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  5. O futebol é também cultura, contém a ecologia do esporte e a cidadania por exemplo agora na confraternização nessa Copa de variados povos e países através do jogo de bola: urge que este conteúdo tenha a devida valorização agora.

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  6. A contrapartida devida pela Fifa e a ser paga como royalties ou outra forma de retorno ao uso publicitário da figura do Tatu Bola na Copa da Fifa é também uma questão de direito ambiental e internacional, se o problema não for resolvido amigavelmente, deverá gerar um processo jurídico, envolvendo até a ONU.

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  7. Envie a sua msm ou opinião sobre esta pauta do nosso blog, encaminhando o seu comentário ao e-mail aqui da nossa redação: navepad@netsite.com.br

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  8. "Sem contar as empresas patrocinadoras da Copa, as TVs e as agências de turismo, só a Fifa lucrou cerca de 3 bilhões de dólares com este mundial de futebol, tem que pagar 20% em investimentos no Tatu Bola e nos seus ecossistemas no Brasil": este é em resumo a argumentação do advogado Peres Santos, de Brasília (DF), opinando sobre esta pauta de hoje, aqui. Mande vc tb o seu comentário para navepad@netsite.com.br

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